Doria atua em disputa por liderança de bancada

O impasse vem acontecendo porque o deputado Aécio Neves quer assumir o posto, mas o governador de São Paulo não aceita

qua, 18/12/2019 - 08:00
Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

Em nova reviravolta na disputa interna entre os grupos ligados a João Doria e o deputado Aécio Neves (MG) pela liderança do PSDB na Câmara, Beto Pereira (MS), aliado do governador paulista, conseguiu maioria para assumir o posto. A definição do nome para a liderança, no entanto, continua sem consenso.

Após articulação liderada por Doria, o suplente Miguel Haddad (PSDB-SP) assumiu provisoriamente a vaga do deputado Guilherme Mussi (PP-SP), aliado do governador. Com isso, a votação ficaria empatada em 16 a 16. O grupo de Pereira então alegou que ele deveria assumir o posto por ser mais velho, como prevê o estatuto. Os correligionários do aliado de Aécio, Celso Sabino (PA), entretanto, não aceitaram o critério, se retiraram da reunião e não reconheceram o resultado.

Outra manobra do governador então garantiu o voto decisivo. Também suplente, Luiz Lauro Filho (PSB), sobrinho do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) - outro aliado de Doria - migrou para o PSDB e assumiu vaga na Câmara no lugar de Jefferson Campos (PSD), que pediu licença. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, foi nomeado por Doria no início do ano como secretário da Casa Civil de São Paulo, mas se licenciou para se defender de denúncias de corrupção e falsidade ideológica.

Para não perder o mandato, Lauro Filho convenceu o PSB a expulsá-lo. "Doria é hoje é o grande líder do PSDB e um dos grandes líderes do Brasil. É hora de meio político reconhecer isso", disse Jonas Donizette ao Estado. O prefeito evitou, porém, responder se atuou pela expulsão consensual do sobrinho.

Impasse

Até a conclusão desta edição, os parlamentares permaneciam reunidos na sede do partido em Brasília, para tentar encontrar um consenso para definir o líder da bancada na Câmara.

Diante do impasse, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, propôs uma saída alternativa, em que a liderança fosse dividida entre os dois grupos, cada um com "mandatos" de seis meses. Araújo também cogita prorrogar o mandato do deputado Carlos Sampaio (SP) na liderança até janeiro do ano que vem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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