Candidatos à lista tríplice da PGR debatem no Recife

Dez subprocuradores e procuradores da república estão na disputa para a sucessão de Raquel Dodge

sex, 31/05/2019 - 12:06
Giselly Santos/LeiaJáImagens Candidatos à lista tríplice da PGR debatem Giselly Santos/LeiaJáImagens

Nove dos dez subprocuradores e procuradores da República que concorrem à lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para o comando da Procuradoria Geral da República (PGR) participam de um debate, nesta sexta-feira (31), no Recife.

Concorrem ao cargo Blal Dalloul (procurador regional da República), José Bonifácio de Andrada (subprocurador-geral da República), José Robalinho Cavalcanti (procurador regional da República), Lauro Cardoso (procurador regional da República), Luiza Frischeisen (subprocuradora-geral da República), Mário Bonsaglia (subprocurador-geral da República), Nívio de Freitas (subprocurador-geral da República), Paulo Eduardo Bueno (subprocurador-geral da República) e Vladimir Aras (procurador regional da República). Além de Antônio Carlos Fonseca da Silva (subprocurador-geral da República), que não compareceu ao debate.

No Recife, eles estão aproveitando para apresentar suas propostas. A primeira indagação para os nove foi com relação à atuação do MPF no Nordeste. Entre os candidatos, Lauro Cardoso disse que defendia o fortalecimento e a descentralização dos sistemas de fiscalização e corrupção; José Robalinho destacou a intenção de transformar a fiscalização de desvios de verbas federais nos municípios; e José Bonifácio observou que estaria aberto ao diálogo e salientou que para apresentar propostas para a região seria necessário primeiro ouvir as dificuldades locais e descentralizar a atuação dos procuradores.

A eleição está marcada para o dia 18 de junho. Os três nomes mais votados serão apresentados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O presidente deve escolher nos próximos meses quem vai assumir a titularidade da PGR, hoje capitaneada por Raquel Dodge, que tem o mandato encerrando em setembro. Bolsonaro, contudo, não é obrigado a escolher um dos indicados pela lista tríplice. Ele já chegou a dizer que não tem a intenção de "colocar um inimigo".

A escolha a partir da lista virou apenas tradição é desde 2003, mas não existe uma legislação que obrigue o presidente a seguir. Bolsonaro ainda não deu sinais de que vai seguir a lista. Constitucionalmente, cabe ao presidente nomear um procurador-geral desde que seja funcionário de carreira, com mais de 35 anos e que passe por aprovação de maioria absoluta do Senado.

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