DF e 13 Estados terão 2º turno para governador

As disputas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são das mais acaloradas

por Giselly Santos qui, 25/10/2018 - 12:27
Montagem/Agência Brasil Doria e França concorrem em São Paulo Montagem/Agência Brasil

Eleitores do Distrito Federal e mais 13 Estados brasileiros vão às urnas no próximo domingo (28) para, além do novo presidente, escolher quem vai governar os entes federativos até 2022. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe compõem a lista.

O número de Estados com 2º turno para governador este ano é o mesmo de 2014, quando aconteceu a última eleição geral. Desde 1990 há definição nas disputas estaduais em duas etapas no Brasil. O maior número aconteceu em 1994, quando 18 locais precisaram escolher o governante estadual na segunda fase do pleito.

No Amazonas, a corrida será definida entre os candidatos Wilson Lima (PSC) e Amazonino Mendes (PDT). No primeiro turno, Wilson obteve 33,73% dos votos válidos e Amazonino, que é o atual governador, 32,74%. Já no Amapá, a disputa será entre o atual governador Waldez (PDT), que teve 33,55% na votação anterior, e Capi 40 (PSB) preferido por 30,10% dos eleitores.

Em Minas Gerais, o embate será entre Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB). O candidato do partido Novo recebeu 42,73% dos votos em 8 de outubro, já o tucano 29,06%. O quadro no Mato Grosso do Sul é de disputa entre o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que conquistou 44,61% dos votos válidos no 1º turno, e o Juiz Odilon (PDT) votado por 31,62%.

Márcio Miranda (DEM) e Helder Barbalho (MDB) concorrem ao governo do Pará. O emedebista e atual governador foi escolhido para ser reconduzido ao cargo no 1º turno por 47,69% e o democrata teve 30,21% dos votos. No Rio de Janeiro,  Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) protagonizam a disputa. Em 8 de outubro, Witzel registrou 41,28% da preferência nas urnas e Paes 19,56%.

Os eleitores do Rio Grande do Sul e do Norte também ainda não conhecem seus governadores. No Sul, o embate será entre Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), que é o atual governador. O tucano conquistou 35,9% dos votos válidos no primeiro turno e Sartori 31,11%. Já no Norte, Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo (PDT) buscam a preferência do eleitorado. Ela teve  46,17% na primeira etapa da eleição e o pedetista 32,45%.

Em Rondônia, Expedito Júnior  (PSDB), que teve 31,59% na votação anterior, e Coronel Marcos Rocha (PSL), preferido por 23,99%, brigam pela vaga. E em Roraima, Antônio Denarium (PSL) e  Anchieta (PSDB) concorrem para governador. Denarium teve 42,27% no primeiro turno e o tucano 38,78%.

Em Santa Catarina, Gelson Merísio (PSD) e Comandante Moisés (PSL) são os candidatos. Merísio recebeu 31,12% no primeiro turno e o comandante 29,72%. Enquanto em Sergipe, a disputa será entre o atual governador Belivaldo (PSD), que conquistou 40,84% em 8 de outubro, e Valadares Filho (PSB), votado por 21,74% dos sergipanos.

Quem também vai precisar definir domingo quem governará seu Estado é o eleitor paulista. A corrida pela gestão em São Paulo é protagonizada pelo tucano João Doria, que saiu da primeira fase do pleito na frente com  31,77%, e o pessebista Márcio França, atual governador, votado por 21,53%. Por fim, os cidadãos do Distrito Federal vão às urnas escolher o governador entre os candidatos Ibaneis (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). O pessebista é quem comanda o governo estadual atualmente e recebeu apenas 13,94%, mas o emedebista não conseguiu mais de 50% e terá que enfrentá-lo no segundo turno.

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