Comércio de Belém aposta em fim de ano com boas vendas

Pesquisa indica que 2021 será mais vantajoso que 2020, com o avanço da vacinação contra a covid-19

ter, 30/11/2021 - 15:58
Agência Belém Comércio de Belém espera por dias melhores na virada do ano Agência Belém

O comércio varejista da Região Metropolitana de Belém aguarda por um grande movimento no último mês do ano, quando aumenta a procura por presentes para o Natal e o Ano-Novo. Com o controle da pandemia e o avanço da vacinação, se espera um cenário melhor do que o de 2020.

Para o técnico de pesquisa Everson Costa, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a movimentação econômica na reta final de 2021 tende a crescer. "Isso está pareado justamente no avanço do processo vacinal, que fez com que vários setores e trabalhadores pudessem voltar com mais segurança, o que fez com que a economia se reaquecesse", afirmou. Everson acredita que o controle da pandemia gera emprego em setores como turismo, lazer, bares e restaurantes. "A economia melhora e as atividades passam a ter uma perspectiva de faturamento melhor”, assinalou. 

Everson aponta um crescimento nos empregos temporários, que são muito requisitados nessa época. “No ano passado tiveram contratações temporárias mais tímidas, muito impactadas pela pandemia, a contratação foi muito pequena. Já este ano, a economia avançou por conta da vacinação", disse. Segundo Everson, com a retomada de atividades, os empregadores começaram a abrir mais contratos de trabalho, principalmente os temporários. "A estimativa do Dieese com as entidades que fazem o comércio e as atividades de pesquisa da Região Metropolitana de Belém dão conta de que deveremos ter cerca de quatro mil oportunidades sendo ofertadas na modalidade de trabalho e emprego temporário para este ano.” O país tem mais de 14 milhões de desempregados, 500 mil só no Pará.

Outro indicador que aponta para faturamento melhor, informa o Dieese, é a injeção de recursos do décimo terceiro. "No Brasil, serão cerca de R$ 233 bilhões a serem injetados na economia, e só no Pará, R$ 4,5 bilhões, tudo por conta do décimo terceiro", destacou Everson. Quase dois milhões de paraenses, calcula o Dieese, vão utilizar esses valores para pagar dívidas, e outra parte, efetivamente, para consumo. "Nós temos um cenário muito melhor do que foi 2020. Entretanto, quando analisamos os indicadores antes da pandemia, no caso, até 2019, isso mostra que não conseguimos voltar ao nível pré-pandemia”, observou Everson.

Por Vinícius Santos e Álvaro Davi.

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