Segunda onda da Covid-19 afeta mais segmentos de serviços

De acordo com uma pesquisa do Sebrae, os setores mais atingidos são turismo, beleza, alimentação

por Rachel Andrade sab, 03/04/2021 - 15:25
Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo Serviços de beleza estão entre os setores mais atingidos Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo

Os impactos da chamada segunda onda da Covid-19 no Brasil têm afetado os pequenos negócios mais do que antes. É o que mostra a 10ª edição da pesquisa ‘O Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios’, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento aponta que 57% dos empresários entrevistados têm se mostrado aflitos quanto ao futuro de seus empreendimentos, um aumento significativo, em comparação aos 43% indicados na pesquisa anterior, realizada em setembro de 2020. Os segmentos mais atingidos são os serviços de alimentação, economia criativa, beleza, pet shops, turismo, moda e energia, com mais de 60% dos empreendedores compartilhando do mesmo sentimento de incerteza.

De acordo com o estudo, apenas 16% das empresas continuam funcionando da mesma forma de antes do início da pandemia, que foi deflagrada em março de 2020. No entanto, esse número cai quando são analisados os segmentos separadamente: 4% no turismo, 5% na economia criativa, 6% em serviços de beleza, e 8% na alimentação. Os resultados também se mostram preocupantes quando observadas as empresas que tiveram de interromper totalmente as atividades. No turismo, 32% dos negócios estão sem funcionar, enquanto que na economia criativa, o total chega a 40%. O levantamento também aponta que a previsão dos especialistas para melhora no quadro é de, aproximadamente, 17 meses.

 Carlos Melles, presidente do Sebrae, observa que esses são os setores que mais sofrem diante da pandemia. “No caso do turismo e da economia criativa, por exemplo, existem complicadores adicionais como a questão do transporte e da grande concentração de público em locais fechados”, pontua. Melles ainda comenta que “em decorrência disso, esses setores têm sido os mais impactados pois nem sempre é possível oferecer os serviços de forma online”.

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