Papa critica a violência contra a mulher

'As mulheres são uma fonte de vida. No entanto, são continuamente ofendidas, espancadas, violadas, induzidas a se prostituir e eliminar a vida que levam no útero', disse o pontífice

qua, 01/01/2020 - 10:57
Andreas SOLARO Francisco na missa de Ano Novo Andreas SOLARO

Em sua primeira missa do ano de 2020, o Papa Francisco chamou a atenção para a violência contra as mulheres e a exploração de seus corpos através do "consumismo" e da "pornografia".

"As mulheres são uma fonte de vida. No entanto, são continuamente ofendidas, espancadas, violadas, induzidas a se prostituir e eliminar a vida que levam no útero", disse o pontífice em sua homilia, pronunciada na Basílica de São Pedro.

Enfatizando que "o renascimento da humanidade começou com as mulheres", o papa argentino considerou que "toda a violência infligida às mulheres é uma profanação de Deus, nascido de uma mulher".

"Como tratamos o corpo da mulher, entendemos nosso nível de humanidade", acrescentou, lamentando que esse corpo "se sacrifique nos altares profanos da publicidade, do lucro, da pornografia, explorados como uma terra a ser usada".

"Ele deve ser libertado do consumismo, deve ser respeitado e honrado. Ele é a carne mais nobre do mundo, porque ele concebeu e deu à luz o amor que nos salvou", continuou o pontífice.

Segundo a tradição católica, Jesus Cristo foi concebido e nasceu, embora sua mãe, Maria, fosse virgem. Para o papa, a maternidade costuma ser "humilhada, porque o único crescimento que interessa é econômico".

Francisco, comprometido com a situação dos migrantes, lembrou que muitas mães "correm o risco de embarcar em viagens embaraçosas para tentar desesperadamente dar um futuro melhor ao fruto de suas entranhas".

Essas mulheres e seus filhos são geralmente "considerados como números que excedem a cota por pessoas que têm o estômago cheio, mas com coisas e um coração vazio de amor".

COMENTÁRIOS dos leitores