O Dia dos Pais de quem perdeu o pai

Especialista explica como isso é possível

qui, 08/08/2019 - 17:22

Sentir falta de alguém nas datas comemorativas é um dos momentos mais difíceis, a celebração de Dia dos Pais é uma delas, muito incentivada pela mídia e pelo comercio, mas na realidade é só mais um dia para um filho que perdeu o pai. “A saudade costuma apertar e a vontade de estar perto da pessoa fica ainda maior. Para outros, pode ser que passar por essa data não seja um problema, mas o importante é respeitar o tempo e os sentimentos de cada um para lidar com a situação”, explica a psicóloga Vivian Esteves.

A universitária Caroline Pereira dos Santos, 25 anos, perdeu o pai em agosto do ano passado. “Não tinham muitos beijos, abraços e palavras carinhosas mas ele sempre cuidou de mim, nunca deixou faltar nada e nós dois conversávamos bastante”, lembra.

Os dois costumavam viajar e fazer trilhas juntos. Ele sempre incentivou a prática de esportes radicais da estudante. Este ano será o primeiro Dia dos pais que Caroline passa sem seu pai, mas ela acredita que é necessário seguir em frente. “Eu procuro aceitar a perda, evito ficar lembrando dele no hospital e o tanto que sofreu. Lembro das coisas boas. Acredito que devo seguir minha vida e onde ele estiver terá orgulho de mim”, afirma.

Caroline dos Santos e o pai Valdejan dos Santos | Foto: acervo pessoal 

A professora Anne Kelly Alves Carvalho, 45 anos, também perdeu o pai há pouco tempo. Ela se lembra do pai sempre alegre, contanto suas piadas. “Do limão ele fazia limonada. Suas frases perduram para sempre na família, viraram ditados entre nós e nossos amigos”, conta.

Próximo ao Dia dos Pais ela sente muita saudade, mas acabou "adotando" os pais aos seu redor. “Dou abraços, felicito e até compro presente. Eles ficam tão contentes com uma lembrança ou uma comidinha especial”, conclui.

Anne Carvalho e o paGilberto Alves | Foto: acervo pessoal 

A psicóloga Vivian Esteves ensina que lembrar as coisas boas é a melhor maneira de ficar bem. “Não foque na perda, mas sim nos bons momentos que vivenciaram juntos, no privilégio de ter tido esse pai durante o tempo que teve, mesmo que tenha sido por um curto espaço de tempo”, orienta.

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