Manifestação em Belém homenageia Marielle Franco

Integrantes do PSOL lembraram a trajetória da vereadora carioca, assassinada há um ano, e reafirmaram que o crime fez a voz dela ecoar mais alto

por Cleo Tavares sex, 15/03/2019 - 18:00

Na quinta-feira (14), a execução da vereadora do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RJ) Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completou um ano. Em Belém, manifestantes se reuniram em frente ao mercado de São Brás para protestar. O ato, segundo os militantes, é uma forma de cobrar justiça e pressionar pela identificação dos executores e mandantes do crime.

"O mandato da Marielle combateu a atuação de milícias responsáveis pelo genocídio e pelo extermínio de milhares de pessoas na cidade do Rio de Janeiro, e que tem atuação em todo o Brasil. Os grupos milicianos, os grupos de extermínio, a gente quer saber qual é sua relação com quem mandou matar Marielle Franco”, declarou a ativista Joice Souza.

Para Vivi Reis, militante do Coletivo Juntas, o protesto também tem o objetivo de conscientizar. “Muitas pessoas acabam criminalizando a história de Marielle, colocando como se o assassinato dela fosse por motivos quaisquer, então nós precisamos conscientizar que ela foi assassinada por motivos políticos. Essa semana tivemos uma grande vitória com a prisão dos executores, mas não basta isso, queremos saber quem foram os mandantes do assassinato de Marielle Franco”, relatou Vivi.

A Presidente do PSOL Belém, Lívia Duarte, esteve à frente do protesto. “A nossa programação não começou hoje. Nós fizemos quatorze dias de luta e ativismo, em relação a quem mandou matar Marielle, desde primeiro de março quando deu-se o início das programações voltadas para chamar atenção para o dia de hoje”, disse Lívia.

Lívia disse que o ato não foi apenas um ato político. “A ideia é que as pessoas saiam do trabalho e venham para cá e se sintonizem. O ato vai ter apresentação de artistas, apresentação de teatro, dança, poesia, porque a Marielle era isso, ela adorava essa diversidade desse movimento, dessa alegria, apesar dela sempre ter sido uma figura de força, pela luta pela resistência, mas ainda assim ela também foi uma figura de alegria, de samba, de carnaval. Esse ato vai ser uma luta pela justiça, mas também uma homenagem a ela”, finalizou.

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