Comércio paraense tem melhor ano desde 2012

Indicadores mostram crescimento de 6,9% em 2018. Pará ficou acima da média brasileira.

qua, 13/02/2019 - 16:47
IBGE Pará Números indicam balanço positivo do comércio IBGE Pará

As vendas no comércio paraense tiveram alta acumulada de 6,9% em 2018, melhor resultado desde 2012 (8,1%). O Pará ficou acima da média brasileira de 2,3% e em 4º lugar entre os Estados brasileiros, atrás somente de Santa Catarina (8,1%), Espirito Santo (7,7%) e Acre (7,6%).



O comércio brasileiro e paraense durante o ano passou por situações econômicas e eleitorais, principalmente no 2º semestre, que afetaram no resultado geral, segundo a analista da pesquisa do IBGE Isabella Nunes. "2018 foi um semestre marcado pela alta do dólar, por incertezas diante do período eleitoral e pela recuperação da greve dos caminhoneiros, mas, no geral, com saldo positivo", resume.

No Brasil o setor que mais contribuiu para o crescimento no comércio foi o que contempla os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 3,8%. Outros setores que também contribuíram foram o de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 7,6%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 5,9%.

A analista regional da pesquisa do IBGE, Norma Maria Bentes, explicou que, além desses setores acima citados, também tiveram destaque no crescimento das vendas no comércio paraense outros setores como o de tecidos, vestuários e calçados; o de móveis e eletrodomésticos; o de venda de veículos e motos; e o de material de construção. Segundo a analista, "com uma economia estável as pessoas começam a consumir outros produtos além dos de necessidades básicas, o que influenciou nos resultados de vendas de outros setores no comércio paraense".



O Pará também teve crescimento de 4,5% nas vendas do comércio em dezembro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo Norma Bentes, a taxa foi positiva pelo aumento do consumo roupas, produtos de uso doméstico e pessoal, materiais escolares e consumo de produtos básicos em geral. Outros fatores importantes foram o décimo-terceiro salário e o clima otimista sobre a economia no país.  



O crescimento do comércio já se refletiu na inflação de janeiro, com redução de 1,17% nos preços do setor de vestuário e 0,74% no de habitação. A maior demanda possibilitou  tais reduções de preço.

Apesar do crescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior, o último mês do ano também registrou queda de -6,7% em relação a novembro. A baixa é justificada pela gerente da pesquisa Isabella Nunes: "Como em novembro houve uma disparada nas vendas por causa da Black Friday, já era esperado que dezembro registrasse queda".

Por João Paulo Costa.

COMENTÁRIOS dos leitores