Espetáculo "Marahu" retoma o universo de Max Martins

Cia de Teatro Madalenas apresenta domingo (25), no teatro Waldemar Henrique, toda a magia que o poeta retratou em seus versos

qui, 22/03/2018 - 10:56
Divulgação Cia de Teatro Madalenas resgata a obra de Max Martins Divulgação

Um dos poetas mais falados e estudados do Pará, Max Martins está agora no palco teatral. Seus poemas foram trabalhados pela Cia de Teatro Madalenas a partir do uso da técnica dos viewpoints – que vem da dança moderna – no experimento cênico intitulado “Marahu”, em alusão à praia da ilha de Mosqueiro tão presente na vida de Max.

A encenação foi montada pela primeira vez em 2016 como resultado do Prêmio de Produção e Difusão Artística, da Fundação Cultural do Estado do Pará e retorna agora ao palco do Teatro Experimental Waldemar Henrique dentro do Prêmio Seiva Pauta Livre - 1º Semestre 2018, com apoio do Casarão do Boneco. Pensado ainda em 2004 pelo ator Leonel Ferreira, coordenador da Cia Madalenas, a adaptação dos poemas de Max Martins conseguiu criar corpo mais de dez anos depois, após a vivência da Companhia no uso da técnica dos viewpoints, experimentada no espetáculo performativo “A Estação”, de 2015. A partir daí o grupo passou a estudar a obra de Max. “Lemos praticamente todos seus poemas, assistimos vídeos, fomos atrás dos trabalhos em recorte e colagem dele e partirmos para o processo de experimentação da construção e ressignificação das imagens em nossos corpos. E assim nasceu Marahu”, conta Leonel Ferreira.

O ponto central de "Marahu" são as características dos poemas de Max Martins, viés encontrado no estilo literário do poeta, que possibilitou dividir o espetáculo em três partes: os poemas parnasianos, a influência da cultura oriental e o erotismo - um recorte que, segundo Leonel, “foi talvez a tarefa mais dura diante da grandeza da obra de Max Martins”.

Criada no início dos anos 2000, a Cia de Teatro Madalenas nasceu assumidamente experimental. Seu primeiro espetáculo, “À Flor da Pele”, de 2003, já trazia a videoprojeção, mas de forma ainda caseira. Mais de dez anos depois, a Companhia buscou profissionais parceiros. Em "Marahu", trouxe a artista visual Carol Abreu, que trabalha com design e edição de vídeos.

 

Leonel explica ainda que a mistura de linguagens sempre interessou à Companhia. A Cia acredita que um dos pontos principais em montar "Marahu" é fazer com que Max Martins possa ser visto cada vez mais, pois mesmo sendo um dos poetas mais falados e estudados, seu universo ainda fica restrito aos meios artístico e acadêmico.

A boa repercussão entre público, crítica e até mesmo a família de Max, durante a estreia de "Marahu", em 2016, foi esse termômetro para que a montagem pudesse voltar ao palco. “É preciso desenterrar Max Martins, tirá-lo de dentro das salas empoeiradas, fazer chegar nas pessoas comuns. E essa é a nossa maior vontade”, diz Leonel.

 

Ficha Técnica

 

Elenco: Cleber Cajun, Leonel Ferreira e Marta Ferreira.

Direção musical e efeitos: Diego Vattos.

Direção e edição de vídeos: Carol Abreu.

Iluminação: Thiago Ferradaes

Figurinos: Nete Ribeiro

Dramaturgia: Saulo Sisnando.

Coordenação geral: Leonel Ferreira.

Assessoria de Imprensa: Dani Franco.

Realização: Cia de Teatro Madalenas.

Duração: 50 minutos.

Classificação: 16 anos.

Serviço

 

Espetáculo Marahu – Cia de Teatro Madalenas

Quando: Domingo, 25 de março de 2018, às 19h

Onde: Teatro Experimental Waldemar Henrique - Praça da República – Campina,

Ingressos: 20,00 (com meia-entrada para estudantes).

Informações para imprensa: (91) 98425 6171 – Dani Franco

 

Da assessoria do evento.

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