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Magno Martins

Magno Martins

Política Diária

Perfil:Graduado em Jornalismo pela Unicap e com pós-graduação em Ciências Políticas, possui 30 anos de carreira e já atuou em veículos como O Globo, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Diário de Pernambuco e Folha de Pernambuco. Foi secretário de Imprensa de Pernambuco e presidiu o comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. É fundador e diretor-presidente do Blog do Magno e do Programa Frente a Frente.

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Entre o discurso e a ação

Magno Martinsseg, 13/02/2017 - 08:38

No discurso aos participantes da Agenda 40, sábado passado, no Recife, o governador Paulo Câmara (PSB) assumiu o compromisso de frear a onda crescente da violência no Estado. Chegou a afirmar que iria vencer a bandidagem, o tráfico de drogas e a delinquência com coragem e determinação. No tom habitual que costuma falar, sem dosagens exageradas de emocionalismos ou demagogia, reconheceu que o quadro na segurança é preocupante.

Mas nada que não possa ser enfrentado. De imediato, o governador tem o desafio de conter a tropa da Polícia Militar, insatisfeita com a proposta de reajuste dos seus soldos em discussão na Assembleia Legislativa. Só agradou aos mais graduados, principalmente de alta patente, como os coronéis. O baixo clero da corporação não enxerga nenhum ganho salarial. E é este segmento que vai às ruas garantir a segurança da população.

Não sei qual a saída que o governador terá, mas é preciso que algo seja feito para evitar que a situação fique deteriorada. Levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo na edição de ontem aponta que os baixos rendimentos da Polícia Militar não são exclusividade do Espírito Santo, que acabou em tragédia, com mais de 70 mortes, 700 policiais indiciados, quase resultando numa intervenção federal.

Em quase todos os Estados há defasagem salarial histórica, sem acompanhar os índices discrepantes da inflação. Não basta, entretanto, apenas pagar bem, mas dar condições de trabalho. Salário compatível é, sem dúvida, um grande incentivo, mas equipar a tropa, modernizar seus instrumentos de trabalho e melhorar a frota são medidas igualmente extremamente necessárias.

SALÁRIOS– O salário de um policial militar no início de carreira pode variar de R$ 2.646 a R$ 6.500 no Brasil. É o que mostra um levantamento do jornal O Globo. Os dados, fornecidos pelos governos, levam em conta o salário-base da categoria mais as gratificações incorporadas a ele, ou seja, comuns a todos os soldados do estado. As vantagens variáveis, que podem ou não ser concedidas, não entram na conta. O Espírito Santo, que vive uma crise na segurança pública em razão da ausência de policiais nas ruas, possui o pior salário – R$ 2.646,12.  Pernambuco aparece em 9º, com R$ 3.366,28.

Figueira na fritura– Principal auxiliar do governador Paulo Câmara (PSB), o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, não deu o ar da sua graça na Agenda 40, sábado passado. Nem tampouco o deputado federal Felipe Carreras, que estaria numa agenda de trabalho fora do Estado. Quanto a Figueira, ninguém deu explicações, derivando para especulações de que ele estaria com os dias contados na articulação politica do Governo. Afinal, o evento foi direcionado para encher a bola de Câmara como pré-candidato à reeleição.

Quem vai quebrar?– O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, se encarregou de pregar a unidade do PSB na Agenda 40. A presença do senador Fernando Bezerra Coelho e do seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, que articularam a derrocada de Tadeu Alencar para líder do partido na Câmara, deu o combustível da fala. “Como bem disse Fernando Bezerra, quem apostar na divisão do PSB vai quebrar a cara”, disparou Geraldo, para em seguida apontar a eleição de Câmara e a sua reeleição como precedentes históricos de unidade na legenda.

Lupércio atrai o PT– Com aval do senador Humberto Costa, a deputada estadual Teresa Leitão, cujo resultado eleitoral na disputa pela Prefeitura de Olinda nas eleições do ano passado foi acanhado, deu início a um entendimento com o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, para o partido ocupar cargos no Governo. A discussão ainda passará pelo crivo do partido, que vive uma terrível crise, tendo perdido um grande número de filiados históricos e fundadores do partido na Marim dos Caetés.

Nem os padres escapam – Na madrugada de sábado passado, por volta das 1h40, quatro padres da Arquidiocese de Garanhuns foram vítimas de assalto na BR-232, no povoado de Insurreição, em Sairé, entre Gravatá e Bezerros. Eles voltavam de um retiro em Aparecida, em São Paulo. De acordo com Cícero Almeida, comissário de plantão da Delegacia de Bezerros, os padres foram interceptados por um Polo cinza. Eles estavam armados e ordenaram que as vítimas parassem o carro no acostamento. Mandaram os padres descerem do veículo (um Fiat Linea) e recolheram os seus pertences. Levaram celulares, roupas, relógios e dinheiro, além do próprio carro, que pertencia à Arquidiocese de Garanhuns.

CURTAS
AVALIAÇÃO– Quase metade dos paulistanos – 44% - aprovam a gestão do prefeito tucano João Dória. O levantamento preliminar, com menos de 60 dias de Governo, é do Instituto Folha de São Paulo. Dos entrevistados, 33% consideraram regular e apenas 13% ruim ou péssima. O que se diz em São Paulo é que Dória está sendo preparado para disputar o Governo do Estado em 2018.

MAIS ÁGUA– Os testes da adutora e do sistema de bombeamento, feitos pela Compesa, já produzem o escoamento d’água, por mais de 6 km em direção ao reservatório do sistema Prata, único a abastecer Caruaru e, no momento, com 78% a menos da sua capacidade de armazenamento. A deputada estadual Laura comemora. "Para mim, é um momento de alegria testemunhar esse momento vitorioso para a Compesa e para os mais de 350 mil caruaruenses”, afirmou.

Perguntar não ofende: A unidade pregada pelas lideranças do PSB no Agenda 40 é de mentirinha?


Dividido, PSB debate cenário

Magno Martinssab, 11/02/2017 - 20:14

Rachado ao meio, especialmente depois que o senador Fernando Bezerra Coelho passou a ser o principal líder do partido em nível nacional, sendo escolhido líder no Senado e contribuindo para eleger a líder na Câmara, Teresa Cristina (MS), o PSB promove, hoje, a chamada Agenda 40, no Recife. O evento está marcado para o início da manhã num hotel na Zona Sul.

Deve reunir as principais lideranças da legenda, a começar pelo governador Paulo Câmara, que abrirá o encontro. Pela pauta oficial, a conjuntura política e econômica será o principal tema abordado, mas na verdade a pauta dominante tem tudo a ver com o racha do partido e a postura em nível nacional relacionada às reformas que o presidente Temer deseja tirar do papel, como a Previdência.

Também devem participar os dirigentes de 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, além dos representantes de comissões provisórias e diretórios. Também participam do debate o senador Fernando Bezerra Coelho, todos os deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos das cinco cidades administradas pelo PSB: Geraldo Júlio, do Recife; Junior Matuto, de Paulista; Lula Cabral, do Cabo de Santo Agostinho; Pastor Marcos, de Abreu e Lima; e Mosar Filho, de Itamaracá.

Segundo o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, as atividades do “Ano Eduardo Campos de Formação Política” acontecem ao longo de 2017 e devem ser realizadas em todas as regiões do Estado. “A Agenda 40 é uma atividade tradicional do nosso partido, que foi iniciada por Eduardo Campos em 2005. É o momento onde podemos reunir nossos militantes para discutir as posições políticas da legenda e temáticas da atualidade. Este ano, assuntos como gestão socialista, o socialismo no século XXI, e a política na era das mídias sociais serão abordados”, diz ele.

Durante o evento, a direção estadual do PSB também vai repassar informações sobre a plataforma de democratização partidária, lançada pelo PSB nacional em janeiro, ferramenta utilizada para o processo de recadastramento de filiados. A Agenda 40 no Recife é a mais importante do calendário socialista, mas poderia ser mais explosiva se seus principais líderes tomassem uma posição comum num ponto que divide as duas alas hegemônicas – Pernambuco e São Paulo: o alinhamento ao Governo Temer.

AÇÃO CONTRA CEF– O Sindicato dos Bancários de Pernambuco ingressou, ontem, com ação contra o Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE) da Caixa Econômica Federal, na Vara do Trabalho do Recife, contestando a unilateralidade do plano, com destaque para o termo que trata da quitação plena e geral do contrato de trabalho uma vez que esse dispositivo impossibilita o trabalhador de acionar o poder judiciário para a defesa dos seus direitos. Sob os argumentos da flagrante ilegalidade do programa, a peça judicial reclama a reelaboração do plano, a consequente extensão do prazo de adesão e indenização pelo dano coletivo no valor de R$ 100 mil.

Visita surpresa e estranha– Numa passagem surpresa, ontem, pelo Estado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um beija mão no Palácio das Princesas levando a tiracolo ao governador Paulo Câmara os deputados Tadeu Alencar (PSB) e Fernando Monteiro (PP). Como não estava na agenda, os jornalistas ficaram imaginando que a conversa tivesse algo a ver com a operação Lava jato, na qual Maia está citado e passou a semana dando explicações em Brasília. O Palácio se encarregou de informar que o presidente da Câmara veio descansar numa praia no litoral sul do Estado no fim de semana.

Ministro em Petrolina– O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, visita na próxima segunda-feira, o Sistema de Esgotamento Sanitário de Petrolina. A obra foi realizada com recursos do Ministério da Integração Nacional e executada por meio de parceria entre a Codevasf e a Compesa. O sistema contribui também com a preservação do rio São Francisco. O ministro assinará também uma portaria que define condições e normas para a concessão de descontos em dívidas de produtores rurais referentes às vendas de lotes para titulação e uso da infraestrutura de irrigação nos perímetros gerenciados pela Codevasf e pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Só formalidade?– Na primeira montagem do Governo Temer, Moreira Franco dizia que não fazia questão de ser ministro. Secretário bastava. Temer, ao transformá-lo oficialmente em ministro na semana passada, disse que era só uma formalidade: ele já era ministro, discursou o presidente. É fato. Era só um título: Moreira já era ministro. Mas não tinha foro privilegiado. O que mudou? Mudou o "fator Odebrecht". No fim de 2016, quando foram reveladas as principais informações da delação de Claudio Melo Filho envolvendo o coração do Palácio do Planalto (Temer, Eliseu Padilha, Moreira e Geddel Vieira Lima), houve um ensaio de renúncia coletiva de ministros. No melhor estilo: entregar os anéis para salvar os dedos.

Sistema Pirangi – O presidente da Compesa, Roberto Tavares, iniciou, ontem, os testes do Sistema Adutor do Pirangi em Catende, na Mata Sul. Pela primeira vez, a água passou pelo canal de captação do Rio Pirangi, na Estação Elevatória de Água Bruta 1, seguindo por 6 km até a Estação Elevatória de Água Bruta 2, também localizada em Catende. Se tudo ocorrer conforme planejamento feito pela Compesa, os testes continuarão na EEAB 2 para transportar água por mais 21 km até os poços de sucção da Barragem do Prata, em Bonito. A previsão de chegar água no Prata, pelo novo sistema, é esperada para amanhã. A engenharia vai regularizar a vazão da Barragem do Prata em 500 litros por segundo, possibilitando a segurança hídrica do manancial e beneficiará 800 mil pessoas nas cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Agrestina, Altinho, Ibirajuba, Cachoeirinha, Cumaru, Passira e Riacho das Almas.

CURTAS

ENCONTRO– A Rede Sustentabilidade, partido cuja principal liderança é a ex-senadora Marina Silva, realiza neste final de semana, em Brasília, o primeiro encontro de prefeitos e vice-prefeitos da agremiação. Denominado "Governo em Rede", o encontro terá a participação dos seis prefeitos e 16 vice-prefeitos eleitos pela legenda nas eleições do ano passado. Em Pernambuco, o partido elegeu cinco vereadores e dois vice-prefeitos - Alessandro Palmeira, de Afogados da Ingazeira - e Jailton Leite, de Sanharó.

EMENDAS PARA SAÚDE– O prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), recebeu, ontem, em seu gabinete, o deputado Kaio Maniçoba (PMDB), que prometeu ajudar o município com emendas parlamentares garantindo recursos da União. Meira pediu prioridade para Saúde, uma das áreas que mais sofreram com o descaso das gestões anteriores.

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Advogado cotado para Justiça

Magno Martins sex, 10/02/2017 - 05:00

Desde que decidiu indicar o nome de Alexandre de Moraes para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal, o presidente Michel Temer começou a consultar lideranças políticas de partidos aliados sobre a receptividade ao nome do advogado Antonio Cláudio Mariz para o Ministério da Justiça.

Nessas conversas, Temer tem dito que não tomou a decisão sobre o novo ministro e que só deve fazer a escolha na semana que vem. Paralelamente a isso, a bancada do PMDB na Câmara está reivindicando a vaga, sob a alegação de que o partido não ocupa nenhum dos três cargos de importância articulação política – presidência da Câmara, com Rodrigo Maia (DEM), e Secretaria de Governo, com Antonio Imbassahy (PSDB).

O partido tem dois nomes sugeridos: Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que ontem foi pedir o apoio do presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). O PMDB do Senado garante que não vai se movimentar e sim apoiar o nome que for escolhido por Temer. Aécio Neves tem dito que os tucanos não estão disputando essa vaga.

A crise na segurança pública, hoje mais visível no Espírito Santo – não só na capital Vitória, mas também em outras cidades do interior – pode levar o presidente a precipitar a escolha. Segundo aliados consultados por Temer, o presidente tem dado sinais de que a escolha será por uma indicação pessoal, um jurista, e não um parlamentar governista.

EFEITO CASCATA– Dois auxiliares do presidente Michel Temer avaliam que as decisões da Justiça contra a nomeação de Moreira Franco como ministro devem ter impacto no perfil do novo titular da Justiça. Na avaliação de um ministro de Temer, nomear o advogado Antonio Mariz, crítico da Operação Lava Jato, já renderia repercussão negativa ao Governo. Mas, com a decisão barrando a concessão de foro privilegiado a Moreira, serão dois desgastes criados pelo próprio presidente. "A ideia de Mariz volta à estaca zero", diz um interlocutor do presidente.

A miopia do prefeito de Floresta – Independente de o seu grupo político ter perdido a eleição em Floresta, o deputado federal Kaio Maniçoba (PMDB) trata o prefeito e adversário Ricardo Ferraz (PRP) com pão de ló em Brasília. Suas emendas já garantiram investimentos da ordem de R$ 10 milhões no município. Mas diferentemente do prefeito do Cabo, Lula Cabral, que procurou o deputado Betinho Gomes, adversário, para agradecer seu empenho por emendas ao município, Ferraz faz beicinho como se estivesse insatisfeito com a postura correta de Kaio em alocar recursos federais em Floresta.

A defesa de Creuza– A deputada Creuza Pereira teve que fazer esclarecimentos, ontem, em nota, sobre a sua posição frente ao projeto de lei que anistia partidos políticos. Pelas redes sociais se difundiu que ela havia votado a favor. Na verdade, seu voto, como o de todos os deputados, foi no sentido de permitir a tramitação da matéria e sua consequente discussão, já que não houve ainda a sua votação em plenário. “Sobre o voto favorável ao requerimento de urgência, acreditamos que seja da importância de todos, para permitir sua discussão em um momento que o Brasil se esforça para encontrar um modelo político sem corrupção”, afirmou.

Briga feita em Ipojuca– Ex-secretário de Meio Ambiente na gestão de Carlos Santana em Ipojuca, o vereador Deoclécio Lira (PSB) está sendo interpelado na justiça pelo empresário Francisco Dourado, que se sentiu injuriado com a campanha difamatória que o parlamentar, que também é radialista, vem fazendo. Na última postagem em suas redes sociais, afirmou que Chico Lapada, como é conhecido o usineiro, estaria contaminando água da Compesa, já teria feito algumas ações de vandalismo e estaria vendo combustível adulterado. “A interpelação se dá pelas inverdades e as injúrias”, diz o usineiro. Na realidade, a briga tudo tem a ver com a eleição suplementar. Enquanto Deoclécio apoia Santana, Chico Lapada está fechado com Célia Sales.

Argentinos compram mais – Em discurso no plenário, o senador Armando Monteiro (PTB), aproveitando a passagem do presidente da Argentina pelo Brasil, lembrou que, em 2016, o mercado argentino passou a ser o principal destino das exportações de Pernambuco. O senador assinalou que as vendas não apenas cresceram 35%, como foram lideradas por bens de maior valor agregado, como combustíveis e veículos produzidos na Refinaria Abreu e Lima, em Suape, e na fábrica da Fiat Chrysler, em Goiana. Os dois itens foram responsáveis por 46% do total das vendas externas do Estado.

CURTAS

ATENTADO– A OAB de Caruaru lamentou, ontem, por meio de nota, o atentado sofrido pelo advogado Elton Tabosa e informou que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Sampaio, designará uma comissão especial para acompanhar o inquérito policial, a fim de que o crime seja esclarecido e os culpados punidos o mais breve possível.

RATEIO DO ICMS– O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que muda a forma de cálculo do coeficiente de participação do município no rateio de ICMS quando, em seu território, houver usina hidrelétrica. O deputado Fernando Monteiro (PP) foi relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação. “Esse projeto é de suma importância para os municípios sede de usinas hidroelétricas”, disse o parlamentar.

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Blindagem burra e desnecessária

Magno Martinsqua, 08/02/2017 - 07:04

Aliados do governador Paulo Câmara (PSB), que vive um momento difícil em seu Governo, andam reclamando pela rádio corredor das enormes dificuldades de acesso até ao seu gabinete, no Palácio do Campo das Princesas. Um prefeito, que antes gozava de trânsito fácil com o chefe, chegou a usar o termo “blindagem” do governador.

O responsável por isso seria o secretário da Casa Civil, Antônio Figueira. Ao invés de abrir portas e promover a boa política de aproximação e vizinhança, Figueira estaria fechando as portas para muitos prefeitos, o que é um grande equívoco. O secretário da Casa Civil vem da área privada, é medico, gestor licenciado do Imip e na gestão do ex-governador Eduardo Campos ocupou a Secretaria de Saúde.

Entende e domina bastante, portanto, a área de saúde. E como secretário da pasta se saiu muito bem, sendo elogiado e reconhecido pelos avanços nas políticas implementadas. Na seara do jogo político, Figueira caiu de paraqueda na cadeira em que está sentado sem antes fazer um curso preparativo. Aquele que seria o seu mestre, Eduardo Campos, morreu antes do auxiliar fazer a travessia da Saúde para a Articulação Política.

Os motivos da blindagem do governador também não se justificam. Talvez se justificassem se Paulo Câmara estivesse nadando em dinheiro e em início de gestão, mas não ocorre nem uma coisa nem outra. O que se diz ainda pela rádio corredor é que o governador precisa, urgentemente, profissionalizar sua retaguarda política, até porque o ano de 2018 se aproxima como um embate dificílimo para quem vai tentar uma reeleição com níveis tão baixos de aprovação.

Nem quando Eduardo Campos havia virado um astro, verdadeiro pop star pelo Interior, alguém se atreveu em fazer qualquer tentativa de blindá-lo. Blindar é proteger contra algo maléfico. No caso de Paulo Câmara, o que Figueira parece desejar, na prática, é bloquear a insatisfação de aliados, mas com o tempo e aproximação das eleições verá que sua estratégia se revelará impotente diante da abertura dos canais que virão pelo protesto surdo.

LIXÕES– Um levantamento do TCE comprovou que 128 municípios não fazem a destinação correta de seus resíduos sólidos domésticos. De acordo com a pesquisa, a maioria das cidades ainda utiliza lixões a céu aberto. A responsabilidade pela destinação adequada dos materiais é das prefeituras e, ao longo dos últimos anos, esta situação pouco mudou em relação à consciência ambiental nos descartes. Apenas 33 cidades utilizam aterros sanitários, o equivalente a 17,9% do Estado. Ainda há 23 municípios que estão em situação intermediária, pois depositam os resíduos em aterros que não atendem as exigências legais e ambientais.

O exemplo do Cabo – O prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSB), e o deputado federal Betinho Gomes (PSDB), adversários figadais e que se enfrentaram nas eleições passadas pelo controle do poder local, deram uma demonstração de civilidade política. Em encontro, ontem, em Brasília, discutiram uma estratégia conjunta para resolver o drama do abastecimento de água e as dificuldades impostas pela Compesa. Na conversa, trataram, ainda, de emendas orçamentárias da União para o município e de largada Betinho garantiu uma emenda de R$ 1 milhão para o hospital do município.

Ameaça de greve– Em ato marcado para o início da tarde de hoje, a tropa da Polícia Militar decide se entra em greve no Carnaval em protesto contra a proposta de reajuste salarial, já em discussão pelo plenário da Assembleia Legislativa e que, mesmo aprovada, não terá o respaldo da categoria. Há um clima de radicalização entre os militares diante da posição ortodoxa do Governo de não avançar um só centavo que foi proposto. O Governo diz que fez o maior acordo salarial da história, destacando as dificuldades pela baita crise, mas os policiais acham que não ganham nada substancial.

Recursos para Floresta – A população de Floresta vai ser beneficiada com mais uma emenda do deputado federal Kaio Maniçoba (PMDB). Desta vez, os recursos serão oriundos do Ministério da Saúde e deverão ser destinados à manutenção e custeio da Unidade Básica de Saúde. Em audiência com ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi viabilizado o montante de R$ 600 mil, que vão beneficiar o setor da saúde. “Estarei encaminhando um ofício ao prefeito Ricardo informando a respeito de mais esta conquista, e irei fiscalizar a implantação desse recurso”, enfatizou Maniçoba.

Violência vira debate nacional – Empenhado na discussão do aumento da violência no Estado, que tem comprometido o Pacto pela Vida, o líder da oposição na Alepe, Silvio Costa Filho (PRB), foi, ontem, a Brasília buscar alterativas com o ministro da Defesa, Raul Jungmann. “A questão da segurança não pode ser tratada como uma disputa entre Governo e Oposição, mas como um tema que una toda a sociedade pernambucana. E os ministros pernambucanos têm um papel importante na construção de uma saída para o atual quadro e no combate à criminalidade”, disse Silvio.

CURTAS

CONFLITOS– O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargador federal Rogério Fialho, o corregedor-regional Fernando Braga Damasceno e a diretora do Foro da Justiça Federal em Pernambuco, juíza federal Joana Carolina Lins Pereira, inauguram, na próxima sexta-feira, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Petrolina, no edifício-sede da Subseção Judiciária de Petrolina, a partir das 9 horas.

FIES REDUZIDA– A redução de 29% nos investimentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criticada pelo deputado Danilo Cabral (PSB). Para ele, a medida já pode ser um reflexo da entrada em vigor do teto dos gastos públicos, aprovado pelo Congresso no ano passado. “Muita gente veio aqui dizer que os recursos da educação pública não seriam reduzidos com advento da PEC 241, mas, infelizmente, isso está ocorrendo”, afirmou.

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O silêncio nunca trai

Magno Martinsseg, 06/02/2017 - 08:32

No enterro de Marisa Letícia, a sua galega que Deus levou aos 66 anos, o ex-presidente Lula deveria ter seguido o sábio conselho de Leonardo da Vinci, que disse que as mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio. O silêncio é a mais perfeita expressão de reverência a alguém que morre. Tem um provérbio árabe que dá exata tradução do culto ao silêncio num funeral de alguém amado que embalou a última viagem: “A palavra é prata, o silêncio é ouro”.

Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar. Mas Lula não calou nem esperou a hora certa de expressar o sentimento de dor que corrói seu coração. Ali mesmo, prostrado ao caixão da amada, disse em público, como se tivesse num comício, que ela morreu triste com a maldade que fizeram com ela, referindo-se à operação Lava Jato. Em respeito ao sofrimento da família, os aliados também deveriam silenciar.

Mas preferiram jogar mais lenha na fogueira. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que também meteu a mão na grana da Petrobrás, instigou: "Não é exagero dizer que mataram dona Marisa". Ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho foi na mesma linha: "Essa morte prematura está muito ligada a esse clima de ódio que existe no País”. Chorando, Lula completou: “Que os fascistas que fizeram isso com ela tenham coragem de pedir desculpas”.

Respeito à dor de Lula, mas não tem nenhum facínora por trás disso. Lula não está sendo investigado e nem foi denunciado por um só fascista, como diz. O que pesa contra ele é uma operação conjunta do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça brasileira. Quanto à Marisa, esta, como Lula, é acusada de ocultar um tríplex no Guarujá, que teria sido reformado pela construtora OAS, e também de ter sido beneficiada pela compra de um apartamento em São Bernardo do Campo, pela Odebrecht, mas que não estão, oficialmente, em nome deles.

Ela ainda é citada em investigações relacionadas a um sítio em Atibaia, para o qual teria comprado dois pedalinhos, de R$ 5,6 mil reais no total. Ao acusar seus oponentes, diante do caixão de quem tanto amou, Lula transformou os funerais da sua galega num palanque, o que é lamentável. Disse bobagens, quando deveria ter silenciado. Entre os deslizes, afirmou que não era ele que teria que provar ser inocente. “Eles é que vão ter que parar com as mentiras”, afirmou.

Mas onde está a mentira? Nos cinco processos que virou réu, não tem uma só acusação de adversário político a Lula, mas um claridão aberto aos olhos do MP que levaram a Polícia Federal a desvendar o maior escândalo da história do País, o mais retumbante assalto aos cofres públicos que a República assistiu. E com ingredientes tão fortes que podem levar Lula à cadeia, destino de medalhões empresariais que ninguém imaginava.

Confúcio dizia que o silêncio é um amigo que nunca trai. Se Lula soubesse quantas e quantas vezes as palavras são mal interpretadas, teria se despedido de sua amada no silêncio. Como a abelha trabalha na escuridão, o pensamento trabalha no silêncio e a virtude no segredo. Deixo, por fim, a lição de Khalil Gibran, filósofo, ensaísta e espiritualista libanês: “Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores”.

CRÍTICAS – Auxiliares do presidente Temer ficaram contrariados com críticas ao PMDB feitas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nas palavras de um interlocutor próximo de Temer, Maia não poderia ter esse comportamento com o cargo que ocupa. O Palácio do Planalto agora trabalha para tentar esfriar os ânimos na bancada do PMDB. Causou um desconforto especial o fato de Maia ter praticamente "demitido" o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE). "Isso agora dificulta a substituição. Fica difícil o Temer tirar Moura do cargo imediatamente", lamentou esse auxiliar do presidente.

Tropa recusa acordo – O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de Pernambuco, Albérisson Carlos, classificou de ridícula e absurda a proposta de reajuste da tropa encaminhada pelo Governo para discussão na Assembleia Legislativa, já a partir da próxima segunda-feira. Ele criticou a falta de isonomia com a Polícia Civil, a incorporação das gratificações e a previsão de não receber o reajuste na totalidade caso o militar venha a cometer alguma indisciplina, como se esquecer de fazer a barba ou amarrar o coturno. Represente dos militares na Alepe, o deputado Joel da Harpa adiantou que a categoria não aceitará a proposta por ter ficado muito aquém do desejado.

Labuta no cárcere – Dos 29.900 presos, somando-se os regimes fechado e semiaberto, três mil exercem algum tipo de atividade laboral nas unidades carcerárias de Pernambuco. Ou seja, desse total, 10% trabalham. Os dados foram repassados pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) e, segundo o promotor de Justiça da Vara de Execuções Penais de Pernambuco, Marcellus Ugiette, indicam uma falta de prioridade do Estado em incentivar e promover um item "fundamental" para a inserção social desse detento. “É uma falta de prioridade num item tão fundamental para a isenção social”, lamentou Ugiette.

Dinheiro do Pontal – O deputado Odacy Amorim, da bancada do PT na Assembleia Legislativa, pediu ao senador Fernando Bezerra Coelho, durante encontro em que discutiu débitos de agricultores rurais do São Francisco, que fizesse uma frente no Governo Temer para liberar R$ 200 Milhões, custo das obras de conclusão do Projeto Irrigado Pontal. Amorim não deseja que o projeto seja viabilizado mediante uma Parceria Público Privada (PPP). Para barrar a PPP do Pontal, Amorim promoveu duas audiências Públicas na Alepe em Petrolina, contando com o apoio dos nativos da região.

Mudança no maior São João – A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), já disse que não repetirá o velho modelo adotado pelos seus antecessores para promoção da festa de São João, o maior evento do calendário anual do município. Na intenção de baratear o custo dos 30 dias de forró, a tucana está buscando experiências bem-sucedidas em outras praças, como Campina Grande e Arcoverde. Pelo estudo já em seu poder, afirma que a festa é muito cara, o Estado banca pouco o seu custo e a iniciativa privada investe aquém do desejado.

CURTAS

PROFESSORES – A Universidade de Pernambuco convocou mais 38 professores do último Concurso Público, realizado em 2016, das áreas de humanas, saúde e exatas que irão atuar nos campi da UPE em Garanhuns, Petrolina, Arcoverde, Serra Talhada, Salgueiro, Mata Norte, Mata Sul, Politécnica, Fcap e Camaragibe. Os cargos são para professores auxiliar, assistente e adjunto. O reitor da UPE, Prof. Pedro Falcão, diz que os novos professores têm a missão de formar recursos humanos e gerar conhecimentos.

ENTRAVES – a eliminação de entraves comerciais entre os dois países terá prioridade durante a visita oficial ao Brasil do presidente da Argentina, Mauricio Macri. Ele se encontrará com o presidente Michel Temer, amanhã, no Palácio do Planalto. Entre os pontos considerados "entraves" estão o tempo para emissão de licenças não automáticas de exportação de produtos brasileiros para a Argentina e as barreiras fitossanitárias impostas para a prevenção de contaminações biológicas e químicas.  

 

Perguntar não ofende: A reforma da Previdência já entra em pauta esta semana pelo Congresso? 


Base sólida para as reformas

Magno Martins sex, 03/02/2017 - 05:00

Ao emplacar dois aliados nas presidências do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM), respectivamente, por um placar bem mais elástico do que se imaginava, o presidente Michel Temer (PMDB) consolidou no Congresso uma base extremamente sólida, capaz de garantir a aprovação das reformas essenciais que o seu Governo planeja e a sociedade deseja.

Somando-se os votos de Rodrigo Maia e Jovair Arantes, este candidato pelo PTB do Centrão e, portanto, também da base, Temer teria hoje mais de 400 votos, Com tamanha envergadura, abre-se para o Governo perspectivas de colocar em discussão os mais complexos e aparentemente processos de reformas em discussão, como a da Previdência Social.

Será fácil? Mesmo com base tão segura e confortável, o caminho para reformar o sistema previdenciário que se encontra na UTI dará muito trabalho, porque envolve interesses da sociedade e da classe trabalhadora, direitos que ninguém quer perder. O Governo terá muitas dificuldades de aprovar uma proposta que coloca como idade mínima os 65 anos, cujas regras valerão integralmente para os trabalhadores abaixo de 50 anos, no caso dos homens, e de 45 anos, para as mulheres.

A reforma não pode ter privilégios, mas não pode também cometer injustiça. Atualmente, não há uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem. Eles podem pedir a aposentadoria com 30 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 35 anos no dos homens. Para receber o benefício integral, é preciso atingir a fórmula 85 (mulheres) e 95 (homens), que é a soma da idade e o tempo de contribuição.

Temer já confirmou que haverá uma regra de transição para os trabalhadores e disse que as mudanças valerão "integralmente” para os mais jovens. As Forças Sindicais são favoráveis à criação de uma idade mínima somente para as pessoas que não estão no mercado de trabalho.

MINIRREFORMA–O porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, anunciou, ontem, tão logo foi confirmada a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) será o novo ministro da Secretaria de Governo. Temer criou o Ministério dos Direitos Humanos e a Secretaria Geral da Presidência, com status de ministério. A nova ministra dos Direitos Humanos será Luislinda Valois (PSDB-BA), atual secretária de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Justiça. A Secretaria Geral será comandada pelo atual secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco (PMDB-RJ).

Razão da derrota – Introduzido na disputa pela 3ª Secretaria da Câmara dos Deputados por uma estratégia do senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado João Fernando Coutinho (PSB) só não foi eleito, ontem, porque ainda é muito desconhecido na Casa. Mesmo assim, ainda provocou um segundo turno ante o alagoano João Henrique Caldas, o JHC, também da mesma legenda. Jovem e articulado com os

menudos da Câmara, tendo também um pai bastante influente, o ex-deputado João Caldas, JHC saiu vitorioso também porque já estava em campanha há mais tempo.

Juízes preferem Moro– Já o deputado Sílvio Costa (PTdoB), que havia articulado sua candidatura à 1ª-Vice-presidência, foi rifado, segundo ele próprio declarou em nota oficial, pelo rolo compressor do presidente reeleito Rodrigo Maia. Mesmo assim, ele enfrentou uma batalha regimental em plenário, antes de ser iniciado o processo de votação, tentando reverter à cassação do registro da sua candidatura. Do mesmo veneno provou o deputado Kaio Maniçoba (PMDB), de olho na 1ª-Secretaria, mas não passou recebido, como Sílvio.

Fim do sigilo – O senador e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR), protocolou no Senado um projeto de lei que veda o sigilo sobre investigações e processos contra políticos e agentes públicos. O projeto proíbe que o juiz responsável pelo caso decrete sigilo nos casos de crimes contra a administração pública, crimes de responsabilidade, infrações penais praticadas por agentes públicos e atos de improbidade administrativa.

Calmo e tranquilo - Em sua primeira aparição após o sorteio, o ministro Edson Fachin entrou no STF, na tarde de ontem, sem falar com a imprensa. Questionado sobre a Lava Jato, o ministro passou pelos jornalistas e entrou no prédio do Tribunal. No meio da tarde, ao deixar o plenário, Fachin disse: "Estou tranquilo", ao ser questionado sobre a nova função. Em rápida conversa com jornalistas no plenário, o ministro também negou risco de a investigação da Lava Jato “patinar”, em razão do volume de trabalho. “Não. Nós teremos uma equipe suficiente para dar conta dos afazeres. Estou tranquilo”, afirmou.

CURTAS

NA JUSTIÇA– O deputado Silvio Costa Filho (PRB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de liminar, contra o aumento do IPTU e a criação da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) pela Prefeitura do Recife. A ação questiona as leis que instituiu a revisão do valor venal dos imóveis e a TRSD em substituição à Taxa de Limpeza Pública (TLP), cobrada até o ano passado.

DÍVIDAS RURAIS– A renegociação das dívidas dos trabalhadores rurais é o tema de um encontro do presidente do Banco do Nordeste (BNB), Marcos Holanda, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB), e o senador Fernando Bezerra (PSB) com os produtores rurais do Vale do São Francisco. O evento será, hoje, às 10h, no auditório do Sest/Senat.

Perguntar não ofende: Fachin vai acelerar a Lava Jato?


No PSB, Fernando é o cara

Magno Martinsqui, 02/02/2017 - 08:47

Escolhido, ontem, por unanimidade da sua bancada, líder do PSB no Senado, formada por sete senadores, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho só tem colhido vitórias desde que seu nome foi incluído entre os investigados na operação Lava Jato. Ele se diz absolutamente tranquilo em relação ao processo que está no Supremo Tribunal Federal e vai tocando seus projetos políticos de cabeça erguida e com muito sucesso.

A primeira e mais robusta conquista se deu com a ida do seu filho, o deputado federal licenciado Fernando Coelho Filho, para o Ministério de Minas e Energia. Aos que imaginavam que o jovem, por não ter formação no complexo setor, não se sairia bem, a surpresa: o ministro é visto no Governo e fora da Praça dos Três Poderes como uma grata revelação.

Tratado como adversário pelo PSB de seu Estado, sem espaço no Governo Paulo Câmara, o senador se aliou ao núcleo do partido em São Paulo para derrotar o candidato do governador a líder na Câmara, Tadeu Alencar. A aliança resultou na escolha de Teresa Cristina, do PSB do Mato Grosso do Sul, com uma frente de oito votos, cabalados pelo vice-governador de São Paulo, Marcio França e o próprio Fernando, responsável pelo voto do dissidente João Fernando Coutinho.

Há muito, o núcleo do PSB pernambucano não sofrera retumbante derrota. Paralelamente, Fernando construiu sua eleição também de líder do PSB, desta feita no Senado. Ao evitar disputa e ter à unanimidade dos sete senadores ao seu lado, deu mais outra demonstração de poder e de liderança. O cargo lhe proporcionará mais visibilidade na mídia nacional, deixando-o, consequentemente, mais próximo do que já está do presidente Temer.

Todos esses passos vitoriosos, mesmo num momento tão delicado com o avanço da operação Lava Jato, permitem que Fernando seja transformado de fato e de direito na mais expressiva liderança socialista no Congresso. Até porque a interlocução do PSB com o Governo passa por ele, numa dobradinha com o núcleo forte de São Paulo e com a líder que ajudou a eleger na Câmara.

Se o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, chefes da capitania hereditária do PSB em Pernambuco, negaram um mínimo de espaço a Fernando Bezerra pensando que o fragilizaria politicamente, apostaram muito mal. O senador é cobra criada. Se conseguir sair ileso das acusações na Lava Jato, num espaço de tempo que ainda não se sabe, certamente se constituirá, em voo solo ou em aliança com a chamada nova oposição, personagem relevante na sucessão estadual de 2018.

REAÇÃO DE COUTINHO– Sobre o seu voto dissidente na bancada federal do PSB de Pernambuco, que fechou com a derrotada candidatura à líder de Tadeu Alencar, o deputado João Fernando Coutinho deu a seguinte explicação: “Acredito que cumprir compromisso é uma das grandes virtudes do homem público. O meu voto para a liderança do PSB teve como base um compromisso com colegas de bancada, voltado a questões internas da Câmara, e firmados desde janeiro de 2016. Qualquer especulação diferente disso é apenas especulação, ou má-fé”.

Educação ainda sem nome– De passagem, ontem, por Brasília, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), discutiu com o ministro da Educação, Mendonça Filho, um novo nome para a Secretaria de Educação. Escolhido inicialmente por indicação do ministro, José Fernando Uchôa, ex-presidente do Lafepe, não irá mais assumir a função, porque recebeu novas atribuições do ministro para continuar tocando os projetos em sua alçada na pasta da Educação, em Brasília.

Juízes preferem Moro– O juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba, foi o mais votado em uma lista tríplice feita pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) com sugestões de nomes para substituir o ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Moro, compõem a lista o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, e o desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis, que também conduziu uma operação de repercussão, a Satiagraha.

Testando prestígio – Ex-vice-líder do Governo Dilma na Câmara dos Deputados, o pernambucano Sílvio Costa (PTdoB) resolveu testar a sua força e o seu prestígio na Casa disputando o cargo de primeiro-vice presidente da mesa-diretora, em eleição marcada para hoje. “Em nome da altivez do Poder Legislativo, pilar da democracia brasileira, sou candidato a 1º Vice-Presidente da Câmara, visando consagrar a pluralidade da representação entre governo e oposição na composição da Mesa Diretora”, disse, em nota distribuída com a mídia nacional.

Crise também pega TV-Globo - A crise nacional não atinge profundamente apenas os jornais impressos no País, que têm recorrido à redução dos seus quadrados para tentar sobrevivência no mercado editorial. Os grandes conglomerados nacionais de TV, como as Organizações Globo, não escapam da guilhotina dos tempos sombrios. Na sucursal de Brasília, uma das mais importantes do País, a ordem é trocar medalhões de altos salários por caras novas de baixos salários. Na vassourada, o primeiro a ser atingido foi o jornalista Carlos Monforte, há mais de 30 anos na empresa.

CURTAS

VOLTA– A comunidade do povoado de Chã de Cruz, em Paudalho, está implorando ao prefeito Marcelo Gouveia (PSD) o retorno imediato ao posto de saúde da localidade da dentista Ana Maria. Muito querida no distrito, a doutora foi exonerada com a mudança de comando no poder municipal. A população, entretanto, não pode ser prejudicada por rinhas políticas.

EDUCAÇÃO– Jaboatão-Centro ganhou, ontem, importante reforço na área da Educação: o Centro Universitário dos Guararapes. Filiado a Laureate International Universities, um dos maiores grupos de ensino do mundo, o centro acadêmico expande sua atuação com o objetivo de facilitar o acesso da população dos bairros localizados no entorno da região central a uma educação de qualidade e de preparar profissionais para o mercado de trabalho.

Perguntar não ofende: Quantos votos Silvio Costa terá, hoje, para vice-presidente da Câmara dos Deputados?


O cão em forma de gente

Magno Martinsseg, 23/01/2017 - 17:16

O Brasil está mergulhado na maior crise política, econômica e ética da sua história. Está, igualmente, abalado com o “acidente” que tirou a vida do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato. Mas o que o brasileiro, seja de onde for, deve ficar mesmo ligado e preocupadíssimo é com o futuro do mundo nas mãos de um maluco, Donald Trump, que assumiu o comando dos Estados Unidos e partir de hoje governará. Trump, que parece satânico, pode provocar a maior mudança em décadas das relações entre Washington e a América Latina.

Trump afirma que sua primeira medida será deportar mais de três milhões de imigrantes que não estão legalizados. Muçulmanos serão banidos e não haverá tolerância com quem não está devidamente documentado.  Medo e esperança andam lado a lado com o povo americano, uma nação dividida entre o radical e o passional. A agressividade dele é alarmante e temerosa, porque está em suas mãos o maior arsenal nuclear do planeta.

Há muita expectativa em relação aos seus primeiros atos. Na campanha, Trump fez questão de salientar medidas extremas para combater a criminalidade, o terrorismo, a alta dos juros e o desemprego do povo americano. E isso deixou o mundo de ‘cabelo em pé’, porque são medidas radicais que podem gerar conflitos sérios por toda a parte. A mais temida é a de ampliar consideravelmente o porte de armas de fogo aos civis, visando à defesa pessoal.

Ele já declarou que vai manter as sanções dos EUA contra a Rússia "ao menos por um tempo". Contudo, durante uma entrevista, sugeriu que as sanções internacionais podem ser extintas se forem firmados "bons acordos" com a Rússia, incluindo a redução de armas nucleares. As relações entre os EUA e a Rússia ficaram bem mais tensas durante o governo Obama, em especial por conta de diferenças sobre Ucrânia, Síria e acusações de ataques cibernéticos.

As políticas comerciais de Donald Trump podem significar a maior mudança na forma como os EUA vêm fazendo negócios há décadas com o resto do mundo. Ele ameaçou se livrar de uma série de acordos de livre comércio, incluindo o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) entre os EUA, Canadá e México, por atribuir a eles a perda de empregos existentes. Sugeriu ainda a retirada dos EUA da Organização Mundial de Comércio (OMC).

Desde que venceu as eleições, Trump tem focado em ameaçar empresas, especialmente montadoras de automóveis, dizendo que vai cobrar tarifa de 35% sobre bens manufaturados no México. O objetivo por trás da sua política comercial mais protecionista é a criação de empregos, fechar o déficit comercial e obter "bons acordos" para os norte-americanos. A China, especialmente, está na mira de Trump, mas não apenas por razões comerciais.

Há ainda incógnitas sobre o que Trump pretende fazer em relação à normalização das relações dos EUA com Cuba, retomada pelo presidente Barack Obama, ou como Washington vai enfrentar a política de drogas na região. Ainda é preciso esperar para ver como os governos latino-americanos vão reagir às ações e anúncios de Trump, embora vários analistas antecipem que, pelo menos inicialmente, prevalecerá desconfiança sobre a atmosfera de cooperação já estabelecida na região.

O acordo nuclear com o Irã é outra grande incógnita. Para o ex-presidente Barak Obama, o acordo que suspendeu as sanções contra o Irã em troca de garantias de não proliferação de armas nucleares era um "entendimento histórico". Mas, para Donald Trump, que faz ecoar preocupações dos republicanos, o acordo foi "o pior negócio que já vi ser negociado". Ele declarou que desmantelá-lo será sua "prioridade número um".  "Quem mostra suas cartas antes de jogar?", afirmou em uma entrevista ao jornal britânico The Times quando questionado sobre o tema.

A revisão do acordo teria um impacto enorme no Oriente Médio. O Irã é um ator chave no conflito sírio e um rival histórico da Arábia Saudita e de Israel, por exemplo. E o ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, já pediu a Trump que mantenha o acordo nuclear. Ele sugeriu que os EUA deveriam respeitar o acordo, apoiado por várias potências mundiais. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi mais direto. "Se quebrarem o acordo, vamos queimá-lo".

REAÇÃO DE SAIA– No dia seguinte à posse de Trump, milhares de mulheres promoveram um grande ato nos Estados Unidos em defesa de direitos das mulheres e das minorias, em reação a comentários vistos como misóginos feitos pelo novo presidente americano e a medidas contra o direito ao aborto, prometidas durante a campanha. Como acreditar num presidente que abre a boca para afirmar: “Quando se é uma celebridade, as mulheres deixam você fazer qualquer coisa, como pegá-las pela xoxota".

Racismo na Casa dos Frios– Frequentada pela elite recifense, a Casa dos Frios, na Avenida Rui Barbosa, foi parar nas redes sociais por um episódio racista. A postagem foi feita pelo advogado Gilberto Lima. Segundo ele, seu motorista foi detido e submetido a todo o vexatório procedimento de revista como “suspeito de assaltante”. “Ele foi comprar 20 bolos de rolos e na hora de pagar o valor superou os R$ 600 que havia dado. Ele pediu para ir até o carro pegar o restante e quando voltou fecharam a loja e ele foi abordado pela Polícia Militar. Não havia praticado nenhum crime. Seu único crime, aos olhos da Casa dos Frios, é ser negro”, relatou o advogado.

Emenda liberada– Da Secretaria estadual de Saúde: “Sobre a nota “Cadê o dinheiro da Apami”, publicada em sua coluna no último sábado (14), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que o repasse de R$ 1,5 milhão, do Ministério da Saúde, referente à emenda parlamentar do senador Fernando Bezerra Coelho, só foi efetivado no dia 29/12/2016. Nesta data, o e-Fisco, sistema corporativo do Estado de Pernambuco, já estava fechado, impossibilitando, portanto, a transferência dos recursos para a Apami. No entanto, com a reabertura do sistema, na última sexta-feira (20/02), a SES realizou, imediatamente, o repasse”.

Servidores reintegrados– O juiz da Comarca de Buíque determinou que o prefeito faça a reintegração, num prazo de dez dias, de vários servidores aprovados em concurso público e nomeados pelo ex-prefeito Jonas Camelo em 15 de dezembro de 2016. Os servidores foram exonerados de seus cargos públicos sem responderem processo administrativo como assegura a Constituição Federal. Em um mandado de segurança impetrado pelo advogado Edilson Xavier, alegaram que foram vitimas de perseguição politica, cujo argumento jurídico foi integralmente aceito pelo juiz João Eduardo Ventura Bernardo.

A ira de FBC – O senador Fernando Bezerra Coelho alimentava expectativas de que Jenner Guimarães, funcionário de carreira do BNDES e atualmente na AD-Diper, fosse promovido a presidente de Suape na minirreforma do governador Paulo Câmara (PSB). Como não foi sequer sondado sobre as mudanças, as quais tomou conhecimento pela mídia, assim como o seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, da sua boca está saindo fogo e lagartos. O que corre nos bastidores é que, ao ser ignorado, mesmo tendo forte influência no Governo Temer, o senador e o seu grupo tendem a preparar, mais rápido do que se possa imaginar, o desembarque do Governo do Estado.

CURTAS

MAIS ÁGUA– O governador Paulo Câmara (PSB) autorizou o início de duas obras estruturadoras para o setor hídrico de Limoeiro. A primeira é a expansão do sistema de abastecimento de água local, iniciando a segunda etapa do Programa para o Fim do Racionamento e Redução de Perdas da Compesa (PRORED). O segundo investimento é a ampliação da captação de água a partir da Barragem Capina, na Mata Norte. Juntas, as obras vão custar R$ 1,6 milhão, beneficiando 45 mil habitantes.

DESCANSO– A partir de hoje, fico uma semana de pernas para o ar, voltando na próxima segunda-feira. São férias vapt-vupt para expulsar o cansaço e o estresse. Durante esses dias, esta coluna ficará sob a responsabilidade do talentoso repórter Gabriel Garcia, de Brasília.

 

Perguntar não ofende: Por que as revistas semanais silenciaram em relação ao acidente que tirou a vida de Teori? 


Sociedade exige investigação

Magno Martinssex, 20/01/2017 - 10:25

Desconfiada com o mundo dos escândalos e das espertezas reinante no País, a sociedade brasileira está atônita com o desastre aéreo que tirou a vida do relator da Lala Jato, ministro Teori Zavascki. E exige apuração rigorosa sobre as causas da queda do avião. Felizmente, o Ministério Público Federal de Angra dos Reis abriu, ontem mesmo, inquérito para investigar. A investigação foi aberta pela procuradora da República Cristina Nascimento de Melo, que terá uma enorme responsabilidade pela frente.

A Polícia Federal também vai trabalhar, paralelamente, em cima do caso. O inquérito está sob a responsabilidade do delegado chefe da PF em Angra, Adriano Antonio Soares. O policial aguardava, ainda ontem, a chegada em Angra de um grupo da PF de Brasília, especializado em acidentes aéreos.

Um suporte da polícia marítima também será recebido, a partir de hoje. As condições meteorológicas atrapalharam a navegação no local do acidente. O presidente da Transparência Internacional, José Carlos Ugaz, postou no Twitter que a entidade demanda "imediata investigação" do acidente que matou Zavascki. Em um post no Facebook, o delegado da Polícia Federal Márcio Anselmo também comentou a morte do ministro. Anselmo atua na força-tarefa da PF, que investiga os crimes descobertos na Lava Jato.

No texto, ele citou a iminência da homologação das delações dos executivos da Odebrecht. "Sem palavras para expressar o que estou sentindo. O ministro Teori lavou a alma do STF à frente da LJ, surpreendeu a todos pelo extremo zelo com que suportou todo esse período conturbado. Agora, na véspera da homologação da colaboração premiada da Odebrecht, esse "acidente" deve ser investigado a fundo. Sinceramente, se essa notícia se confirmar, e o prenuncio do fim de uma era!", disse.

Logo após a postagem viralizar nas redes sociais, o delegado modificou o texto e deixou publicada apenas a primeira frase. Ele não explicou o motivo para ter alterado a versão. Embora o poder Judiciário estivesse em recesso, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki vinha despachando normalmente desde o início deste mês e estava prestes a homologar as delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

APREENSÃO– Donald Trump vai assumir a Presidência dos Estados Unidos, hoje, com uma taxa de aprovação de apenas 40%, a menor entre os presidentes recentes e 44 pontos percentuais abaixo de Barack Obama, segundo pesquisa feita pela CNN/ORC. Após um período de transição tumultuado, o índice de aprovação de Trump ficou mais de 20 pontos abaixo do que os de seus três predecessores mais recentes. Obama tomou posse em 2009 com 84% de aprovação, 67% aprovavam Bill Clinton no fim de dezembro de 1992 e 61% aprovavam a transição de George W. Bush logo antes de ele tomar posse, em janeiro de 2001. Segundo a pesquisa, 53% dos americanos disseram que os comunicados e as ações de Trump desde o dia da eleição os deixaram menos confiantes em sua habilidade de conduzir a presidência.

Amigos não duram para sempre– Os passarinhos que cantam ao redor das árvores que sombreiam a Assembleia Legislativa andam entoando uma nova sonoridade. Traduzida para o bom português, revela que foi para as cucuias a dobradinha entre o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT), com o deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB). O canto tem ainda a interpretação de que Uchoa pode até não apoiar João Campos, herdeiro político de Eduardo Campos, que disputará um mandato federal, mas lançar o seu filho Júnior Uchoa.

Perplexidade– O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, em primeira instância, disse que fiou perplexo com a morte do ministro Teori Zavascki. "Tive notícias do falecimento do ministro Teori Zavascki em acidente aéreo. Estou perplexo. Minhas condolências à família. O Ministro Teori Zavascki foi um grande magistrado e um herói brasileiro, exemplo para todos os juízes, promotores e advogados deste país. Sem ele, não teria havido Operação Lava Jato. Espero que seu legado de serenidade, seriedade e firmeza na aplicação da lei, independentemente dos interesses envolvidos, ainda que poderosos, não seja esquecido", afirmou.

Mundo abalado– A notícia da morte de Teori repercutiu no mundo inteiro. Foi manchete do site do jornal argentino “El Clarín”, que afirmou que "foi um trágico acidente", destacando que Teori “investigava o caso Odebrecht, um escândalo de corrupção na política brasileira”. O espanhol “El País” lembrou a importância do juiz nas investigações da Lava Jato e afirmou que “todos os olhos políticos do país estavam próximos nos passos deste magistrado”. Assim como o “El País”, o jornal francês “Le Figaro” afirmou que o magistrado era um “juiz-chave” nas investigações dos casos de corrupção da Petrobras.

Catando votos - Candidato de oposição à Presidência da Câmara dos Deputados, o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), faz campanha, hoje, no Recife, onde almoça com a bancada federal, mas antes faz uma visita de cortesia ao governador Paulo Câmara. O encontro com os deputados está marcado no restaurante Tapa de Cuadril (Boa Viagem). Entre as propostas defendidas pelo parlamentar se destacam o resgate da força e do protagonismo da Câmara, com ênfase na independência do Poder Legislativo. Para tornar mais democráticas as indicações de relatores das propostas em análise na Câmara, o líder do PTB pretende abrir espaços a todos os deputados por meio de rodízio. A eleição está marcada para o próximo dia 2.

CURTAS

TEMPO – O aeroporto de Paraty tem uma pista de pouso de cerca de 700 metros, onde pousam apenas aeronaves de pequeno porte, como era o caso do King Air. Por se tratar de aeroporto que opera só visualmente, não há carta de aproximação nem boletim de informações meteorológicas --o que significa que, ao decolar do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01, o comandante Osmar Rodrigues não tinha como saber como estaria o tempo em Paraty no momento da aterrissagem.

TESTEMUNHA– "Não fez barulho, não fez nada, só senti um cheiro forte de gasolina. Logo que o avião caiu, já estavam fazendo o resgate, e uma pessoa que estava dentro do avião estava viva pedindo socorro. As pessoas tentaram socorrer, mas não deu tempo de salvar a mocinha que estava dentro desesperada pedindo ajuda". A declaração é de Rosália Ramos Lima, dona de uma pousada na Ilha Rasa, próximo onde ocorreu o acidente.

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Manda quem pode...

Magno Martinsqua, 18/01/2017 - 17:14

Prefeito romper com o vice é algo extremamente corriqueiro. Vem desde a instalação da República, não vai acabar nunca. Aliás, poucos são os gestores que conseguem uma convivência pacífica ao longo do mandato com o seu eventual substituto. Mas a jogada de tolha de São Lourenço da Mata, concretizada ontem, com apenas 17 dias de Governo do novo prefeito, o trabalhista Bruno Pereira, é fortíssima candidata a entrar para o Guines Book.

Para entender o episódio, entretanto, é muito fácil. A briga é política com ranço de intriga pessoal e interferência indevida de uma mão familiar – a do ex-prefeito Jairo Pereira (PTB), pai do atual prefeito. Sem poder concorrer nas eleições passadas por se enquadrar na leia da Ficha Limpa, o cacique dos Pereira lançou o filho e teve um papel fundamental na sua eleição. Por isso mesmo, se acha no direito de montar um governo paralelo.

O mando não é paralelo porque tem o aval do filho, mas já começou provocando uma complicação para quem inicia um Governo objeto de grande expectativa positiva por parte do eleitorado, que optou pela mudança, elegendo um prefeito no campo da oposição. Não se sabe qual o acordo de pai e filho, mas essas interferências acabam dando muito errado.

Médico de carreira, ex-vereador, Gabriel Neto, o vice, estava entusiasmado em tirar do papel as promessas de Bruno na área de saúde. Competente, tinha tudo para dar certo. Tinha, mas o pai do prefeito atrapalhou. Sacou da cintura sua espada de coronel e, na delineação do seu território, mostrou que manda mais do que o filho, obrigando a saída do vice e secretário do Governo.

Manda quem pode, obedece quem tem juízo, reza um velho ditado popular. Infelizmente, o conselho não serviu para o inadvertido vice-prefeito, que saindo da pasta oficializa, efetivamente, o rompimento político. Bruno e Gabriel lembram muito o episódio de João Paulo com João da Costa, com uma diferença: romperam com 17 dias de gestão. Os Joãos romperam antes da posse.

CALAMIDADE– Apenas nas primeiras semanas de janeiro, 32 municípios decretaram calamidade financeira, de acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, alerta que esses atos são meramente formais para comunicar à sociedade que o município está mal, mas não tem efeito jurídico nenhum. Segundo ele, o decreto representa um ato político e, para ter efeito legal e, portanto, jurídico, precisa ser aprovado pelo poder Legislativo local.

Raquel aprova Queiroz– O silêncio da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), quanto à herança que recebeu do prefeito José Queiroz (PDT), inquieta aliados, mas também está sendo interpretado nos meios políticos e sociais da cidade como sinal de que não encontrou terra arrasada, como parece comum nas manifestações dos mais diversos prefeitos que assumem o poder repassado por adversários. Sendo verdade, Queiroz passa a ser de fato uma das aves raras do Estado a entregar um município extremamente equilibrado.

Reforma de mentirinha– O vereador Paulo Valgueiro, da bancada do PMDB na Câmara de Petrolina, diz que a reforma do prefeito Miguel Coelho (PSB) é para inglês ver. “Nos seus primeiros quinze dias de governo, o prefeito tem dito uma coisa e feito outra. Antes mesmo de tomar posse, já viabilizou, junto à Câmara de Vereadores, o aumento do seu próprio salário. Na primeira semana de seu Governo, encaminhou projeto de reforma administrativa excluindo cargos, renomeando secretarias, redistribuindo competências, dando a entender que de fato faria reduções de custos, mas isso não ocorreu”, afirmou.

Polêmica em Jaboatão– Do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PP), ao rebater o ex-prefeito Elias Gomes (PSDB) de que, ao revelar a herança maldita, estaria produzindo um factoide. “O ex-prefeito diz que a dívida foi contraída em razão de obras de construção de escolas, unidades de saúde e pavimentação/manutenção de ruas. Não é verdade. Só em relação à merenda ficou um resto a pagar no valor de R$ 4.081.717,73. Se os restos a pagar foram todos oriundos das obras citadas, então o erário público foi muito mal empregado. O ex-prefeito descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tanto que deixou uma dívida altíssima sem a garantia de recursos em caixa para a atual gestão efetuar os pagamentos”.

CALOTE EM CUSTÓDIA - O prefeito de Custódia, Emmanuel Fernandes, o Manuca (PSD), começou muito mal a sua gestão, dando calote nos servidores contratados. O mais grave é que, mesmo recebendo dinheiro da repatriação, não pagou a quem prestou serviços ao município até dezembro passado. O mais chocante, que aponta a insensibilidade do prefeito, é que nem as gestantes escaparam dos cortes. E estão passando dificuldades, sem sequer ter o dinheiro do leite.

CURTAS

REGRESSO APOTEÓTICO – Quatro anos rifado dos palcos festivos de Iguaracy, sua terra natal, no Sertão do Pajeú, a 360 km do Recife, o cantor, compositor e poeta Maciel Melo soltou o seu canto na abertura da tradicional desta do padroeiro São Sebastião, na semana passada. Convidado pelo novo prefeito José Torres (PSB), o Zeinha, o ex-motorista de ambulância que tirou o poder do coronel Francisco Dessoles (PTB), o forrozeiro arrasou, matando a saudade dos seus conterrâneos.

RETALIAÇÃO – o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), afirma que o massacre na penitenciária de Nísia Floresta foi uma "retaliação" à rebelião em Manaus.  “Até hoje, nunca tinha havido um confronto dentro dos presídios entre PCC e Sindicato do Crime RN. Virou uma guerra. Começou no Amazonas, isso é uma retaliação. Essa briga não é do RN, é uma retaliação do que aconteceu no Amazonas, é uma vingança ao caso do Amazonas e aconteceu no meu estado, infelizmente”, lamentou.

 

Perguntar não ofende: Por que o vice-prefeito de São Lourenço silenciou diante do rompimento com o prefeito?