UFPE libera aulas presenciais para alguns cursos

Formações liberadas pela Universidade são da área de saúde. Comunidade deve manter protocolos contra a Covid-19

por Rachel Andrade ter, 20/04/2021 - 17:40

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco (Consuni/UFPE) decidiu, em reunião remota realizada nessa segunda-feira (19), pelo retorno de algumas aulas práticas, na modalidade presencial, que são fundamentais para a conclusão dos cursos pelos estudantes. A maioria das disciplinas é de cursos de saúde.

Mesmo com a decisão, ainda foram mantidas as medidas restritivas em virtude da Covid-19, em vigor desde o dia 3 de março, contabilizando mais de 93% das matérias sendo ministradas on-line. De acordo com o foi decidido, fica a cargo dos colegiados das graduações, junto com a direção dos centros, escolher por retornar ao modo presencial ou não. Para isso, a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) deve ser informada por meio do Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (Sipac).

As disciplinas mencionadas na reunião são dos cursos de odontologia e fisioterapia do Centro de Ciências da Saúde (CCS); medicina do Campus Recife e do Centro Acadêmico do Agreste (CAA); e educação física e enfermagem do Centro Acadêmico de Vitória (CAV). A demanda é pela realização das atividades práticas em clínicas, laboratórios, unidades básicas de saúde, serviços de atenção primária e postos de saúde, também no Hospital das Clínicas, gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HC/Ebserh) da UFPE. “Nessas disciplinas, os estudantes estarão observando os cuidados de biossegurança e serão supervisionados pelos cursos e centros”, explicitou Magna do Carmo Silva, pró-reitora de Graduação, segundo a assessoria de imprensa da instituição de ensino.

Ainda segundo a docente, consta no calendário acadêmico-administrativo para o ano letivo 2020/2021 a abertura para tais ajustes. As diretrizes de retomada da UFPE e os protocolos sanitários de biossegurança devem ser considerados para a tomada de qualquer decisão. Alfredo Gomes, reitor da UFPE, reconhece a necessidade de estudar caso a caso sobre o retorno das aulas práticas presenciais. “Desde o primeiro momento da pandemia, a universidade tem atuado incansavelmente, em diversas frentes, no enfrentamento desta emergência em saúde pública, cumprindo nossa função social através do ensino, da pesquisa, da extensão e da assistência. De maneira prioritária, estamos com atividades remotas, mas há uma demanda concreta de nossos estudantes por esse retorno, principalmente daqueles que estão em fase de conclusão de cursos que têm habilidades que precisam ser desenvolvidas na presencialidade”, observa. O reitor ainda reitera a manutenção das medidas de distanciamento em todos os campi da universidade.

João Alves Gonçalves Neto, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPE, analisa que o momento é de união, para acelerar a imunização e o consequente retorno das aulas. “Este é um debate que atinge a Universidade em todos os níveis, por isso a importância da discussão nesta instância mais ampla de deliberação. Desde a semana passada, junto às Direções de Centro e especialistas em saúde, a gente tem discutido com a gestão da UFPE sobre a possibilidade do nosso retorno presencial. Entendemos que, para um retorno 100% seguro, é preciso ter a vacinação dos estudantes. Parabenizo os alunos mobilizados pela ampliação da vacinação e a gestão da Universidade por estarem correndo atrás dessa imunização e por terem conseguido alguns avanços junto às Secretarias de Saúde”, ele declarou.

O vice-reitor Moacyr Araújo comentou as medidas de biossegurança tomadas pela UFPE para proteger estudantes e servidores. O Grupo de Trabalho para o Enfrentamento da Covid-19 (GT Covid-19) listou a produção e aquisição de equipamentos de proteção individual e coletiva, álcool 70%, triagem de estudantes e servidores com sintomas de Covid-19, testagem, telemonitoramento, entre outras ações.

Daniela Feitosa, vice-diretora do CCS, reafirma o compromisso das instituições diante da crise de saúde pública, e destaca a necessidade de decisões em conjunto, como no Conselho de Centro. “A assistência à saúde da população, o reconhecimento do papel do SUS e a disponibilidade de profissionais qualificados são compromissos da universidade pública”, declarou, conforme a assessoria.

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