Governo tenta reverter transferência do Coaf para Economia

Segundo o líder Fernando Bezerra Coelho, governo vai trabalhar para alterar decisão tomada nesta quinta-feira (9) pela Comissão Mista da Medida Provisória 870

qui, 09/05/2019 - 17:20
Divulgação O relatório de Fernando Bezerra Coelho foi aprovado, mas a oposição e os partidos de centro conseguiram votos suficientes para transferir o Coaf para o Ministério da Economia Divulgação

O governo vai trabalhar para devolver o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Justiça, revertendo a decisão tomada nesta quinta-feira (9) pela Comissão Mista da Medida Provisória 870/2019. A informação é do líder Fernando Bezerra Coelho (MDB), relator da MP que reorganizou a estrutura do governo federal. “Nós vamos brigar, mas temos que respeitar a posição contrária”, afirmou.

O relatório de Fernando Bezerra Coelho foi aprovado, mas a oposição e os partidos de centro conseguiram votos suficientes para transferir o Coaf para o Ministério da Economia. A ideia é derrubar a decisão quando a MP for votada no plenário da Câmara.

“Claro que [o governo] foi derrotado, porque nós queríamos que o Coaf ficasse com o ministro Sergio Moro. Era uma matéria muito polêmica, que dividia a comissão, como também vai dividir o plenário da Câmara e do Senado. A gente se esforçou, trabalhou, tínhamos a expectativa de ter a maioria na comissão, mas terminou não ocorrendo. Isso é próprio do processo político e do debate político”, disse.

O líder ressaltou que o governo precisa construir uma base de apoio no Congresso para aprovar a agenda econômica, o que inclui a articulação com os partidos de centro. “O centrão faz parte do Congresso Nacional. Nós temos que nos relacionar com o centrão. São representantes legítimos do povo brasileiro, são partidos políticos organizados”, ressaltou.

“Eu vejo que avançamos hoje aqui. O governo teve, por acordo, a votação do texto do relator, que foi aprovado por todos os partidos, inclusive os partidos de oposição, que sabem que nós não podemos brincar. Precisamos esquecer as nossas divergências e apostar nas convergências”, acrescentou.

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