De Sergio Moro a Guedes, confira os ministros de Bolsonaro

Até agora o nome mais polêmico anunciado para o time do presidente eleito foi o do juiz federal Sérgio Moro, que vai comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública

por Taciana Carvalho sex, 09/11/2018 - 08:03
Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Até confirmar todos os ministros que irão integrar o governo do futuro presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) muitas águas devem rolar. No entanto, até o momento, o time escolhido pelo capitão da reserva já é motivo de muita polêmica a começar pelo nome do juiz federal Sérgio Moro, que será o ministro da pasta da Justiça e Segurança Pública. Muitos opositores chegaram a afirmar que a escolha do magistrado foi a consumação do "golpe", que teria iniciado com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. 

O economista Paulo Guedes, que vai chefiar o superministério da Economia, também é alvo de polêmicas. O considerado “guru” econômico de Bolsonaro é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) colocando em dúvida a afirmação do próprio Bolsonaro que chegou a garantir que em sua gestão não haverá ministros ligados a esquema de corrupção. 

O futuro chefe da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM), é veterinário por formação. Onyx conheceu Bolsonaro em 2003, entre as discussões sobre o Estatuto do Desarmamento. Os dois faziam parte do primeiro grupo de cerca de dez parlamentares que enfrentou a ala desarmamentista na Câmara dos Deputados. Ele já garantiu que em sua gestão não haverá espaço para o conhecido “toma lá, dá cá”. 

Um dos principais auxiliares do presidente eleito, o general Augusto Heleno, nessa quarta-feira (7), foi confirmado como o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Antes, ele tinha sido anunciado para assumir a Defesa. O próprio vice-presidente eleito Hamilton Mourão (PRTB) o definiu como “uma cabeça brilhante que não pode ser desperdiçada”. 

Nesta semana, Heleno declarou que a presença de militares no governo é positiva e garantiu que ninguém está pensando em autoritarismo e nem pensando em intervenção militar. “É um aproveitamento de gente que o país não estava acostumado a aproveitar. Pouca gente conhece o Brasil como nós”, chegou a ressaltar.

 A escolha do tenente-coronel e astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, para chefiar o Ministério da Ciência e Tecnologia também muito repercutiu no cenário político. Ele disputou, em 2014, uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). O futuro auxiliar ministerial de Bolsonaro conseguiu se tornar suplente, mas nunca assumiu a vaga de deputado federal. 

Também nessa quarta, a presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, a deputada federal Tereza Cristina (DEM), foi anunciada como a futura ministra da Agricultura do Governo. Tereza é a primeira mulher a ser comunicada como ministra do militar. Ela já foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul.

Bolsonaro também anunciou três mulheres como membros da equipe de transição: a tenente do Exército Sílvia Nobre Waiãpi, que é indígena, a economista Clarissa Costa Longa e Gandour e a ex-tenente do Exército Liane de Moura. 

Nesta quinta-feira (8), Bolsonaro e os ministros já confirmados dedicaram o dia a reuniões no gabinete de transição, instalado no Centro Cultural do Banco do Banco do Brasil (CCBB). Entre outros pontos, a equipe do militar analisa os possíveis nomes para ocupar a presidência do Banco Central, caso Ilan Goldfajn não aceite continuar no cargo, conforme reportagem publicada pelo G1.

 

 

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