Centrais sindicais de PE prometem nova greve de 48 horas

Presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, informou que a intenção é pressionar o governo contra as propostas de reforma que, segundo ele, "prejudicam o trabalhador"

por Eduarda Esteves qui, 04/05/2017 - 14:13
Chico Peixoto/LeiaJáImagens No último dia 28, as entidades fizeram uma paralisação de 24h Chico Peixoto/LeiaJáImagens

Centrais sindicais de Pernambuco se reuniram, na manhã desta quinta-feira (4), na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), e decidiram que uma nova greve geral será convocada, dessa vez com duração de 48 horas. O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, informou que a intenção é de "pressionar o governo contra as propostas de reforma que prejudicam o trabalhador".

Além disso, as centrais também anunciaram que estão preparando uma marcha para Brasília, com o intuito de pressionar os deputados e senadores nas futuras votações das reformas trabalhista, no Senado, e da Previdência, na Câmara dos Deputados.

“Ficou decidido que as frentes e os sindicatos continuarão fazendo pressão até impedirem a aprovação das reformas, e para isso lançaram mão de todos os instrumentos a que tiverem acesso, denunciando os parlamentares em suas bases eleitorais e expondo os que votam contra o interesse dos trabalhadores”, conforme informações do Sinpol. Participaram da reunião dirigentes da CUT; CTB; CSP Conlutas; Força Sindical; Intersidical; Nova Central; Pública e UGT.

Protesto de 24h

No último dia 28, mais de 200 mil pessoas protestaram no centro do Recife, de acordo com a organização da greve geral. Os manifestantes reclamam da reforma da Previdência fixar, entre outras medidas, a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres.

A matéria já foi aprovada pela comissão especial nessa quarta-feira (3) e deve seguir ao Plenário na próxima semana. Já a reforma trabalhista, aprovada no dia 26, na Câmara dos Deputados, muda a legislação trabalhista e prevê acordos coletivos sobre a legislação, parcelamento de férias em até três vezes e o fim da contribuição obrigatória a sindicatos. Texto chegou ao Senado nessa terça (2). 

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