Descontração tomou conta da ‘família tricolor’

| dom, 13/05/2012 - 18:05
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Um dos fatores que favoreceram o Santa Cruz na conquista do Bicampeonato Pernambucano foi o clima criado entre os jogadores. Segundo relatos dos próprios atletas, eles formaram uma verdadeira família. E esta família não se resume aos jogadores profissionais. Os funcionários que fazem parte do dia-a-dia do clube também contribuíram bastante para o clima descontraído no grupo que disputou o estadual.

Toda esta descontração no grupo tricolor é notada na atitude de uma pessoa em especial: o massagista Catatau. Há 16 anos no clube, Catatau já viveu momentos de glória e de tristeza com o Santa Cruz, tornando-se um verdadeiro torcedor coral. “Eu acho que a gente fica mais feliz com o título do que os próprios jogadores, já que nós vivemos o Santa Cruz há muito tempo, por isso que a gente acaba chorando de emoção, porque sabe que foi difícil”, disse.

No dia-a-dia do clube, Catatau é um dos responsáveis por passar alegria aos jogadores. “A gente sempre procura brincar com ele, para tirar aquele momento de tensão. Tem uns que não gostam de muita brincadeira, porque são mais tímidos. Mas neste grupo atual, a maioria entra no clima. Por isso que nós formamos esta família”, afirmou o massagista coral.

Sempre brincalhão, o animado membro da comissão técnica tricolor falou da situação em que se envolveu numa briga entre jogadores e comissão técnica de Santa Cruz e Salgueiro, no segundo jogo da semifinal do Pernambucano. Na ocasião, Dênis Marques havia comemorado a classificação soltando beijos para o banco de reservas sertanejo, em retribuição à ironia feita pelo zagueiro Alemão no primeiro jogo, vencido pelo Salgueiro.

“O auxiliar deles deu um soco no Diego (Lima) e começou a confusão. Eu não queria entrar na briga, mas eu fui tirar a minha bolsa do meio e senti um murro no braço, quando eu olhei era o Alemão, aí eu não agüentei ficar parado. A sorte é que o (Zé) Teodoro chegou para separar”, brincou Catatau.

Ele ainda relembra momentos difíceis que passou no Santa Cruz até o ano de 2010. “Foi muito complicado, porque nós passamos seis anos sem ganhar nenhum título. Além disso, passamos por vários rebaixamentos seguidos e fomos para no fundo do poço, que é a série D. Mas nunca deixamos de acreditar que íamos nos reerguer. Tanto é que hoje estamos onde estamos”, concluiu.