Leandro Vaz

Leandro Vaz

Governança de TI

Perfil: É formado em processamento de dados e pós graduado em governança de TI pela universidade Mackenzie. Ele ministra cursos, palestras, treinamentos e workshops em diversas áreas e empresas.

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Gerenciamento de Demanda X Capacidade X Disponibilidade

Leandro Vazqua, 30/07/2014 - 11:04

A abordagem desses processos tem além de um relacionamento direto, uma grande dependência entre os seus resultados uma vez que a falta de entendimento, planejamento e acompanhamento das suas atividades resultará na quebra da continuidade e confiabilidade do serviço, não atendendo as expectativas e necessidades dos clientes e consequentemente não gerando os resultados esperados e pelo negócio.

Paralelamente a isso, é preciso estar preparado para respostas ágeis em relação a mudanças e surgimento de novos requisitos de forma a acompanhar a evolução da organização e a busca de seus objetivos estratégicos sem que os serviços atuais sejam afetados e que o planejamento de evolução possa ser mantido com o mínimo de impacto possível nas expectativas futuras.

Identificar e planejar a demanda de um serviço esta diretamente ligado a entender o Padrão de Atividade do Negócio do cliente, sem isso não é possível identificar a capacidade necessária para suportar o serviço, gerando riscos e diminuindo a confiabilidade em garantir a sua continuidade. Juntamente com a análise do Perfil do Usuário que consome o serviço, é possível identificar a demanda atual e simular as necessidades futuras conforme possíveis variações na utilização do serviço.

Mesmo com toda a análise de padrões e perfis, ainda temos que perceber as variações de consumo e utilização do serviço que podem ocorrer devido a fatores externos ou mudanças de estratégias, como sazonalidade ou comportamentos de mercado. Nesses casos o provisionamento e a geração de capacidade estratégica devem ser levados em consideração desde que a custos justificáveis, uma vez que capacidade ociosa gera custos desnecessários ao serviço.

Uma vez entendidas as demandas atuais e percebidas as futuras, podemos planejar a capacidade que precisa ser gerada para suportar a operação, atendendo os requisitos acordados com o cliente. Entretanto Gerenciar a Capacidade não é apenas criar um Plano de Capacidade para ser aplicado quando o serviço esta em risco, mas sim uma vez definido o plano, acompanhar a sua evolução para aplicação no momento oportuno e monitorar o serviço constantemente para identificar as variações e tendências de consumo que podem afetar os planos sendo possível antecipar ou prorrogar determinadas ações.

Um bom Gerenciamento de Capacidade não deve apenas focar em quando a capacidade deve ser aumentada ou reduzida, precisa também modelar e redimensionar a capacidade para se obter um uso mas eficiente dos serviços, analisar continuamente a demanda para influencia-la quando necessário para um melhor consumo da capacidade, auxiliar no entendimento e resolução de incidente que possam estar relacionados com a capacidade do serviço e sempre estar atento a mudanças de cenário e no serviço que possam impactar nos planos de capacidade.

Por sua vez o Gerenciamento da Disponibilidade voltará seus esforços para garantir que um serviço esteja disponível conforme o acordado com o cliente, sendo assim os planos de disponibilidade precisam compreender além do que é preciso para um serviço funcionar, o quando e quanto este deve estar disponível em relação as expectativas e acordos firmados, os requisitos de um serviço, seus critérios para uma possível restauração, os fatores vitais para o negócio, bem como o impacto de um determinado componente pode causar no serviço devem ser analisados e registrados.

A disponibilidade deve definir e garantir metas não só em relação a disponibilidade, mas também sobre a confiabilidade e sustentabilidade do serviço, gerando relatórios e monitorando tendências que possam afetar a disponibilidade em relação ao acordo de nível de serviço. Esses pontos devem ser considerados no plano de disponibilidade para que este produza uma visão clara às condições em que o serviço deve ser prestado e quais as metas a serem atingidas.

Sendo assim, o impacto da falta de entendimento e análises corretamente executadas, causa uma falha na cadeia do gerenciamento desses processos devido grande dependência entre os resultados de um com o outros, as entradas e saídas de qualidade nesses processos são fundamentais para que se obtenha o resultado esperado na prestação o serviço, minimizando o impacto na operação do serviço, gerando maior valor para o cliente e gerando melhores resultados para o negócio.


Planejamento Estratégico de TI

Leandro Vazter, 15/07/2014 - 05:01

Com o objetivo de aumentar a rentabilidade, algumas empresas consideram necessário planejar com mais eficiência a utilização dos recursos de sistemas de informação. O planejamento estratégico de sistemas de informação ajuda a empresa a planejar o uso destes recursos de forma que consiga atingir e suportar os objetivos, desafios e metas estabelecidos.

O Planejamento Estratégico de Tecnologia de Informação é um processo dinâmico e interativo para estruturar de forma estratégica, tática e operacional as informações organizacionais, a tecnologia de informação e seus recursos (hardware, software, sistemas de telecomunicações, gestão de dados e informações), os sistemas de informações (estratégicos, gerenciais e operacionais), as pessoas envolvidas e a infraestrutura necessária para o atendimento de todas as decisões, ações e respectivos processos.
O Plano propõe-se, a partir da análise da situação atual, gerar projetos e ações coerentes, coordenadas e harmônicas, visando alcançar uma situação desejável, dentro do seu prazo de vigência refletindo as principais funções e dados necessários para suportar o negócio, os objetivos, os fatores críticos de sucesso, e as necessidades de informação da alta administração da empresa. Da mesma forma, deve retratar como a tecnologia pode ser utilizada para criar novas oportunidades ou vantagens competitivas.

Um planejamento estratégico de sistemas de informação deve, inicialmente, definir o negócio antes do desenvolvimento e implantação de sistemas, considerando os fatores críticos de sucesso do negócio. Simultaneamente, o planejamento cria oportunidades de identificar funções e armazenamentos múltiplos, apontando problemas e oportunidades, além de fornecer uma base para o desenvolvimento de estratégias de hardwaresoftwarerecursos humanos e rede de comunicação de dados.

Os principais objetivos do planejamento estratégico são: 

  • Investigar as oportunidades de ganho de vantagens.
  • Estabelecer objetivos.
  • Facilitar a consecução dos objetivos empresariais através da análise de seus fatores críticos de sucesso.
  • Determinar quais informações podem auxiliar a gerência a realizar o seu trabalho.
  • Criar um modelo funcional e de dados do negócio.
  • Subdividir o modelo funcional de negócios.

Sendo assim o Planejamento Estratégico de TI deve apresentar de forma estruturada e de fácil acesso as diretrizes e princípios que regem a Tecnologia da Informação, também de explicitar a estratégia de TI e seu alinhamento com o planejamento estratégico da empresa, tendo como finalidade orientar o planejamento e o monitoramento de seus objetivos estratégicos e de suas metas de maneira a consolidar a importância estratégica da área de TI e garantir seu alinhamento às áreas chave da organização.


Gerenciamento de Nível de Serviço, você tem?

Leandro Vazqua, 25/06/2014 - 12:42

Ligação direta com o termo Nível de Serviço, a sigla SLA, do inglês, Service Level Agreement na sua maioria das vezes é associada diretamente com o tempo de entrega ou atendimento comprometido com o cliente para a solução de irregularidades ou entrega de determinados serviços. Entretanto devemos observar que Nível de Serviço, está relacionado com qualquer critério estabelecido e acordado junto ao cliente a fim de atender as expectativas e necessidades. O tempo tem grande importância em um mundo cada vez mais veloz e dinâmico, mas até que ponto esta rapidez de entrega esta sendo benéfica e que impacto gera na qualidade?

Para se atender as demandas que surgem a cada segundo e conseguir escoar o máximo de entregas no menor tempo possível, as análises e visões mais detalhadas, considerando o ambiente como um todo estão sendo deixadas de lado ou sendo realizadas de forma superficial, a curto prazo, sem a preocupação do impacto que poderá causar. O pensamento está voltado para o agora, imediato, e caso algo não saia como deveria ser, ainda é possível  que seja corrigido ou refeito na mesma velocidade.

Pode parecer uma vantagem hoje em um mundo imediato e dinâmico conseguir ser tão veloz na entrega como na geração das necessidades, ter a capacidade de fazer e refazer tudo o que for preciso de maneira quase que instantânea. Mas como diz o ditado, o que se planta hoje é o que se colherá amanhã, mas essa lavoura que está sendo cultivada de hoje dará bons  frutos amanhã?

Essa deve ser a preocupação pois todos os dias estão sendo entregues trabalhos, projetos, informações e resultados onde o diferencial e cobrança estão voltados para o cumprimento do prazo de entrega do SLA acordado com o cliente para se alcançar a meta estabelecida. Mas não podemos esquecer que todas as metas precisam estar voltadas a um objetivo, a um resultado final.

Sem essa análise, visão e entendimento do que se espera atingir ao final de um caminho, estamos gerando algo que pode parecer atender de imediato, mas que com o passar do tempo e o acúmulo de resultados únicos e desconexos, não será possível chegar a lugar algum sem que retrabalhos sejam realizados, causando prejuízos futuros que poderiam ser evitados no presente.

Não podemos aceitar esse tipo de situação onde a velocidade ou o tempo de entrega tenha importância maior que a qualidade e consistência do que está sendo entregue, é preciso deixar claro que também faz parte do SLA e deve ser incluso nas entregas todos pontos que fazem com que um trabalho tenha seus objetivos entendidos e possam resultar no que se espera a curto, médio e longo prazo e não apenas de imediato.Retrabalhos e correções geram não só apenas maior custo, mas também incertezas e insatisfação.


Goal-line Technology

Leandro Vazter, 17/06/2014 - 11:55

A muito estamos falando sobre a Gestão da Informação e o papel da tecnologia no auxilio e potencialização deste que é um dos maiores bens de uma organização e elemento fundamental para a tomada de decisões. Uma informação em tempo certo, correta e precisa, transmite a confiança necessária para que se tenha a convicção necessária para decidir o que fazer e que ações tomar de forma mais segura, consistente e assertiva.

No décimo jogo da Copa do Mundo 2014 entre França e Honduras, tivemos um exemplo claro e muito interessante de como a informação auxiliada pela tecnologia pode ser o diferencial para a tomada de decisões rápidas, transmitindo segurança a quem deve toma-la, bem como aos afetados com a situação. Independente de qualquer que seja a opinião sobre o uso ou não da tecnologia no futebol, vamos analisar sobre o olhar da Gestão da Informação apenas.

Dia 15 de junho de 2014, foi a primeira vez, em uma Copa do Mundo, que a tecnologia foi decisiva para determinar se a bola entrou ou não. Na estreia da França contra a seleção de Honduras, Benzema recebeu um cruzamento da direita, chutou e acertou a trave, a bola viajou até o outro lado do gol, bateu no goleiro Valladares e entrou. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci apontou o centro do gramado. Gol da França.

Essa afirmação foi possível devido a tecnologia instalada nos 12 estádios que receberão jogos da Copa do Mundo, o GoalControl-4D (http://goalcontrol.de/), tecnologia desenvolvida pela empresa alemã GoalControl que consegue detectar a posição da bola em tempo real com precisão de até 5 milímetros. O GoalControl-4D se baseia em informações recebidas de 14 câmeras de altíssima velocidade, sete para cada área de gol.

Se a bola ultrapassar completamente a linha do gol, um sinal é enviado em menos de um segundo para o relógio do árbitro, que vibra no pulso e mostra na tela uma mensagem informando que foi gol (GOAL). Por outro lado, se a bola estiver muito próxima da linha do gol, mas não entrar, o relógio avisará claramente que não houve gol(NO GOAL). Para não restar qualquer dúvida, todas as imagens de gols ou quase-gols são salvas e podem ser reproduzidas a qualquer momento.

Na situação deste jogo, foi possível perceber as duas situações, onde inicialmente a bola bate por dentro da trave, mas sem ultrapassar totalmente a linha do gol, o que é detectado como NO GOAL e transmitido para o árbitro, logo na sequencia a bola bate no goleiro, entra, mas rapidamente é puxada de volta para fora. Entretanto, foi possível detectar que nesse segundo caso a bola ultrapassou completamente a linha sendo enviado aviso ao árbitro, agora transmitindo a informação de GOAL. Como essa informação foi transmitida em segundos ao árbitro, a tomada de decisão correta foi imediata em marcar o gol para a seleção da França. No mesmo instante o sistema de imagem do estádio, bem como as emissoras de TV exibiram os dois lances demonstrando de forma clara as duas situações, assim certificando e esclarecendo que a marcação ocorreu devido ao segundo lance.

Sem o auxilio da tecnologia, esta seria uma situação onde a tomada de decisão seria feita com base na visão individual e perceptiva do indivíduo, sem uma certificação do fato, o que posteriormente seria analisado com mais recursos e precisão e poderia revelar algo contrario ou desalinhado ao que foi decidido. Assim ocorre no dia a dia das empresas onde temos diariamente a necessidade de tomar determinados rumos nos negócios e estratégias empresariais e que sem a informação correta, corremos o risco de no momento não termos uma base sólida que nos de mais precisão e apoio para seguir ou trilhar o caminho correto.

https://www.youtube.com/watch?v=a4B9Y-v7RDo


Relação entre TI e Gestão do Conhecimento

Leandro Vazter, 10/06/2014 - 13:52

É notável que os investimentos em Sistemas de Gestão da Informação vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos nas empresas dos mais diversos setores, entendido pela necessidade de mais controle, consistência e compartilhamento para a tomada de decisões de negócio. Entretanto a Gestão do Conhecimento envolve mais do que apenas investimentos em tecnologia e inovações no gerenciamento da informação.

Estamos em um mercado onde vantagens competitivas são imprescindíveis para manter e alavancar novos negócios e clientes, o desafio de criar novos produtos ou produzir mais e melhor os já existentes, passa pela capacidade de maximizar o gerenciamento dos serviços, processos e sistema de gestão envolvidos na produção. No mesmo sentido, enfrentamos tempos de transformações rápidas e aumento da complexidade na busca das soluções para os desafios encontrados, o que demanda uma Gestão da Informação e do Conhecimento muito mais eficaz.

O desafio esta em canalizar os investimentos em Tecnologia e Infraestrutura não apenas para que a informação esteja disponível de forma mais rápida, mas sim em aumentar o compartilhamento do conhecimento para garantir uma maior consciência, consistência e confiança na tomada de decisões. Os avanços tecnológicos estão cada vez mais contribuindo para a geração de novos processos relacionados à geração, armazenamento e compartilhamento do conhecimento nas empresas.

A relação entre Tecnologia da Informação e Gestão do Conhecimento está votada ao uso de sistemas de informação atrelado ao compartilhamento de informações ou conhecimento como:

- Uso de portais de divulgação e compartilhamento das experiências de cada indivíduo e sua área, de forma que possa ser acessado por todos sem a geração de esforços duplicados na busca de soluções similares;

- Centrais de busca de perfis e competências dos funcionários e colaboradores da organização, facilitando a localização de talentos e direcionamento mais eficiente das atividades às pessoas.

- Ferramentas de mensagens instantâneas e conferências, para a redução do tempo e distância no acesso e compartilhamento do conhecimento.

A Gestão do Conhecimento procura compreender como impulsionar a criatividade e aprendizado individual e organizacional, a Tecnologias de Informação por sua vez deve com os investimentos direcionados a área buscar como de fato aumentar a capacidade de gerar, difundir e armazenar conhecimento de valor para as organizações.


5 Benefícios das Boas Práticas da ITIL

Leandro Vazter, 03/06/2014 - 10:25

As inovações tecnológicas nas últimas décadas possibilitaram uma considerável modificação no modo de operação de diversas organizações, resultando em impactos positivos no planejamento, execução e controle das operações de negócio. Dessa forma, gerou-se um ambiente propício para as inovações, impulsionadas principalmente pelo aumento da complexidade nas operações. Sendo assim, a TI se torna indispensável para uma organização moderna. Estes avanços da TI permitiram que as organizações executassem operações que antes não eram alcançadas, agora, visando, sobretudo, atingir reduções de custos, agregando valor e gerando vantagem competitiva .

Embora as tecnologias atuais possibilitam atender critérios robustos de capacidades com uma maior flexibilidade, sua complexidade também aumentou consideravelmente. O alcance global disponível para as empresas através da internet oferece enormes oportunidades de negócios, ao mesmo tempo apresentando novos desafios em relação à confidencialidade, integridade e disponibilidade de serviços e dados. Adicionalmente, as organizações de TI precisam ser capazes de atender ou exceder serviços e expectativas durante o trabalho da forma mais eficiente possível. Consistência e processos repetitivos são a chave para a eficiência, eficácia e a capacidade de melhora nos serviços . A ITIL nos apresenta os processos relacionados ao Gerenciamento dos Serviços para todo o Ciclo de vida do Serviço.

Os principais benefícios da ITIL incluem:

•       Alinhamento com necessidades de negócio ITIL se torna um trunfo para os negócios, quando uma organização de TI pode recomendar de forma proativa soluções como uma resposta a uma ou mais necessidades de negócios. As diretrizes de TI recomendadas na Estratégia de Serviço da ITIL e a implementação da gestão do portfólio de serviços dá ao prestador de serviços a oportunidade de entender as necessidades atuais e futuras do negócio e desenvolver o serviço de modo a atendê-las.

•       Negociação possível de cumprimento de Níveis de Serviço de negócios tornando os Provedores de Serviços de TI verdadeiros parceiros, acordando Níveis de Serviço realistas que proporcionam maior valor a um custo aceitável.

•       Previsibilidade nas expectativas através de processos consistentes que podem ser configurados conforme as necessidades dos clientes, através da utilização de processos previsíveis que são aplicados de forma consistente.  Além disso, os processos das boas práticas fornecem uma base sólida para estabelecer as bases necessárias para atender os requisitos de conformidades regulamentares.

•       Eficiência na prestação de serviços devido a processos bem definidos e com responsabilidades claramente documentados para cada atividade, relacionadas pelo uso de uma matriz RACI aumentando significativamente a eficiência. Em conjunto com a avaliação de métricas de eficiência que indicam o tempo necessário para realizar cada atividade, as tarefas de prestação de serviços podem ser otimizadas.

•      Mensuráveis ​​, serviços e processos seguem a seguinte orientação, de que você não pode gerenciar o que não se pode medir. Consistente, processos repetitivos podem ser medidos e, portanto, pode ser mais bem ajustados para entregas mais precisas e gerar uma eficácia global. Quando previsíveis, os processos são consistentes, indicadores-chave de desempenho podem determinar se a meta está tendendo para uma direção positiva ou negativa em relação ao objetivo final. Além disso, de acordo com as orientações da ITIL, os serviços são projetados para ser mensuráveis. Com métricas e monitoramento em local apropriado, as organizações de TI podem monitorar os Acordos de Nível de Serviço ( SLAs ) e fazer melhorias , se necessário.


Cinco motivos para adotar o COBIT 5

Leandro Vazter, 27/05/2014 - 09:04

Com o COBIT 5 as empresas conseguem aumentar o valor de sua TI, mantendo o equilíbrio entre a entrega de benefícios e resultados de seus serviços, percebendo como minimizar os níveis de risco e otimizar o uso de recursos. Sendo um Framework voltado para o negócio e para TI, considerando as áreas internas da empresa bem como as partes interessadas externas. Independente do tamanho da sua empresa, ramo ou setor de atividade é possível adotar e colher ótimos benefícios com o COBIT 5.

1 – Garantir um maior valor às suas Informações e Tecnologias.

Não há dúvidas que a informação é um dos maiores bens de uma empresa,  sendo que a tecnologia utilizada para seu tratamento, desde o momento em que surge até o ponto onde poderá ser descartada, desempenha um papel fundamental para o negócio. Aproximando a Governança de TI com as perspectivas do negócio, o COBIT 5 aumenta a confiança e o valor da sua organização em relação as suas informações e Tecnologias.

2 – Framework de negócio único para Governança e Gerenciamento de TI

Fundamentado em prática, ferramentas, modelos e normas de modo global, os princípios do COBIT 5 são desenvolvidos para Executivos de negócio, não apenas para o lideres de TI, sendo possível a sua aplicação em empresas de qualquer setor de atividade, independente do seu porte.

3 – Relevância e Necessidade

COBIT 5 ajuda a lidar com as necessidades das partes interessadas em toda a organização além de esclarecer metas para a tomada de decisão mais eficaz.  Fornece uma abordagem sistemática e vocabulário comum para combater muitos dos aspectos mais desafiadores de hoje como cumprir metas de desempenho e maximizar o valor das informações de negócio.

4 – Alinhamento com Normas, Leis, Regulamentos e outros Frameworks

Abordagem em todas as áreas da empresa e entregando uma estrutura para integração de ponta a ponta, o COBIT 5 tem a maior abrangência em relação a Normas, Leis e Regulamentos de mercado.

5 – Representa o conhecimento de lideres Global

COBIT 5 oferece recursos de liderança e orientação dos pensamentos de negócios e TI de líderes mundiais. Resultado de estudos e esforços globais desenvolvidos pela ISACA, uma associação sem fins lucrativos, independente com cerca de 100.000 profissionais de governança, segurança e risco em 160 países. O COBIT 5 foi revisado por mais de 95 especialistas em todo o mundo, reflexo da necessidade de unificação de pensamentos para um melhor gestão de TI e negócio.


Benefícios da Integração ente TI e Logística

Leandro Vazter, 20/05/2014 - 10:36

Sendo a TI fator fundamental às operações do negócio, bem como para as estratégias organizacionais, torna-se imprescindível um olhar mais atento para as praticas de gestão a fim de reduzir os riscos operacionais, garantir a continuidade dos serviços por ela prestado, preservando as operações da empresa e sua relação com os clientes, de forma a agregar valor ao negócio da empresa e ao cliente. A Governança de TI trata dessas questões, principalmente ao que se refere à estrutura de relações e ao processo de tomadas de decisões em TI. Considerando estas decisões de alto nível a respeito de TI, a GTI influenciará significativamente o desempenho da empresa através da criação de valor para o negócio e quanto ao gerenciamento balanceado do risco com o retorno do investimento.

Em atenção à estratégia do negócio, devido à globalização, as organizações tem se visto obrigadas a se preocupar além dos seus custos, com outros aspectos como clientes, inovações, diferenciação de produtos e serviços, tecnologia da informação e cadeia de suprimentos. Sendo assim, as empresas buscam melhorar seus níveis de serviço e redução de custos na busca de diferenciais e aumento da percepção de valor para com seus clientes, utilizando-se com grande abrangência a tecnologia da informação.

A informação, como elemento chave na integração da cadeia de suprimentos, esta envolvida no principio básico da SCM (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos – Suppliy Chain Management), fundamentado no entendimento de que a eficiência poderá ser aprimorada por meio de compartilhamento da informação e do planejamento conjunto das ações.

O compartilhamento da informação gera inúmeras vantagens como a redução do custo de processamento de pedidos, a diminuição das incertezas de planejamento e operações, e a redução dos níveis de estoque. Entretanto, comumente são encontrados problemas com relação à implantação destes compartilhamentos por algumas das empresas que fazem parte da cadeia de suprimentos. Para que isso seja alcançado, é preciso que o processo de Gestão da Informação esteja totalmente alinhado ao Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.

A integração dos processos de gestão é necessária para a implantação da SCM, sendo imprescindível o aumento do nível de comunicação ente os elos das cadeias. Dessa maneira, a TI se torna fundamental por sua capacidade de apoiar essa crescente com relação à comunicação.

Inúmeras tecnologias estão sendo implantadas para possibilitar o processamento das informações de forma precisa, maior frequência e uma maior quantidade de fontes dispostas em localidades diferentes. A TI torna possível a publicação, armazenamento e utilização dessa crescente massa de informações através de sofisticados sistemas de análise, modelagem e apoio à decisão.

Entretanto verifica-se a existência de lacunas substanciais de experiência, conhecimento e integração entre os profissionais de TI e os responsáveis pelo processo logístico. Essas lacunas precisam ser eliminadas para que não seja impedida a materialização dos projetos traduzidos em combinação dos conceitos de SCM e TI.

Sendo a informação o ponto principal na cadeia de suprimentos, os resultados obtidos com a aplicação de uma Gestão da Informação mais concisa, melhora a qualidade da informação em relação à sua coleta, disponibilidade, análise e utilização não só para os processos, mas também para a tomada de decisões estratégicas. Contribuindo assim para o processo de SCM e resultando em ganhos para o negócio.

A TI por sua vez deve aplicar os conceitos de Governança para alcançar resultados significativos para a área de Logística, não só nos processos de SCM, mas em todos os processos da cadeia. Além dos resultados internos, na própria TI, como a redução de retrabalhos e suporte, maior aderência na utilização dos sistemas e redução dos custos nos projetos.

Os resultados da integração obtida entre a TI e Logística, bem como o alinhamento com o negócio, através de uma Governança de TI, mostra-se fundamental para as empresas que desejam alcançar a melhora de seus processos e maior valor agregado ao negócio e consequente diferencial de mercado.


Gestão Estratégica de TI

Leandro Vazter, 13/05/2014 - 04:00

Segundo o dicionário Houaiss, estratégia significa “a arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe ou de explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute, visando ao alcance de determinados objetivos”.  Pode-se dizer que Gestão Estratégica destina-se a um modo de gerir com foco em resultados, muito bem estruturados e pré-determinados.

Ao pensar em Gestão Estratégica, é necessário também compreender o significado de Planejamento Estratégico e seus pilares:

Missão - para que servimos, qual é nossa razão de ser;

Visão – onde queremos chegar;

Valores – quais são nossas premissas quanto às atitudes para alcançar nossa visão;

Estratégia – como faremos para alcançar nossa visão;

Desdobramentos da estratégia – as grandes ações que precisamos conduzir e que constituirão a estratégia, isto é, os objetivos estratégicos.

É importante notar que mais do que uma declaração de intenções, temos um compromisso com ações, principalmente resultados em longo prazo. No Planejamento Estratégico são estabelecidas as prioridades de atuação e o direcionamento do perfil de ações voltadas para toda a organização.

A Gestão Estratégica de TI deverá fazer a ligação entre essas diretrizes e o planejamento de um Portfólio de Serviços de TI de forma a acrescentar novos elementos de reflexão e ações sistemáticas e contínuas, a fim de avaliar a situação, elaborar projetos de mudanças estratégicas, acompanhar e gerenciar os passos de implementação e controle. Deve-se de maneira ostensiva, observar, questionar, buscar e acompanhar, possíveis riscos e oportunidades que necessitem ações antecipadas e respostas estratégicas.

Como forma de estabelecer uma Gestão Estratégica de TI, entre outros itens, podemos destacar um conjunto de valores essenciais voltados aos objetivos da organização, definidos de maneira clara e compartilhados por todos os interessados, uma visão de futuro definindo onde a organização pretende chegar em relação a um espaço de tempo determinado, seus objetivos a serem conquistados de maneira conjunta, processos de trabalho voltados para o seu alcance e um sistema de avaliação do grau de alcance desses objetivos.

Tendo em vista o princípio de que devemos: planejar estrategicamente todos os passos, definir metas e objetivos, prever de certa forma o futuro, procurando se prevenir e aplicar o quanto antes às ações corretivas necessárias. A Gestão Estratégica de TI visa proporcionar em um esforço conjunto entre todos, maior agilidade e flexibilidade frente às constantes mudanças do meio ambiente em que a organização está inserida, aumentando significativamente suas chances de crescimento e, principalmente, de sobrevivência. A análise e assimilação dos valores da empresa, a compreensão da missão e da visão, deverão estar inseridos no contexto da Gestão Estratégica de TI, sendo fundamentais para que não haja perda do foco e da objetividade na busca por resultados.


Quanto vale a sua TI?

Leandro Vazter, 06/05/2014 - 10:35

Você sabe o valor da sua TI? Calma... não responda ainda. Essa não é apenas uma análise dos seus ativos de patrimônio ou quanto a organização destina de verba para o departamento, há muito mais ligado a esse calculo do que se imagina.

A parcela do orçamento de TI ocupa a cada ano uma fatia mais expressiva, com valores cada vez mais altos, devido a custos operacionais acumulados a cada novo serviço, assim como com os orçamentos que precisam ser destinados aos projetos que surgem a cada instante devido a grande necessidade e agilidade do mercado.

Isso apenas mostra os valores que são destinados para custear os serviços prestados pela TI da sua empresa, esse não reflete e nem deve ser visto como o valor de sua TI. Não podemos medir se nossa TI é valiosa tomando como base a parcela do orçamento destinado, nossa análise deve ir muito mais além, devemos olhar para o VALOR que a TI esta agregando ao negócio com seus serviços e a capacidade de desenvolvimento de novos projetos para elevar a confiança e contribuição na obtenção de resultados esperados.

Uma organização não deve ter a TI voltada apenas para as suas atividades e processos do cotidiano, é preciso atentar ao cumprimento de normas, leis, regulamentações do setor, juntamente com a otimização dos serviços, melhor gestão dos recursos e até obtenção de diferenciais de mercado frente à concorrência. A TI não pode se postar apenas como receptora/executora de demandas, seu papel deve ser de impulsionador de negócios.

Precisamos avaliar como esta a relação entre TI e Negócio, em que estágio estamos, o que precisamos fazer para avançar para o próximo, como estamos vendo a área de TI e como ela está se comportando perante as estratégias de negócio.

Algumas empresas enxergam sua TI como uma despesa, vendo apenas como necessidade inevitável. Em um segundo nível, a TI torna-se importante para a redução de custos e controle de processos. Seguindo para o nível onde a organização passa por uma dependência maior de TI, mas os investimentos e crescimento não acompanham a evolução do negócio. 

Quando essa relação está mais estreita, a organização vê a TI como um parceiro que contribui no desenvolvimento de novos negócios e melhoria nos processos. Avançando mais, a organização passa a encarar a TI como um diferencial competitivo para seus processos, bem como na tomada de decisões. A TI passa a exercer um papel fundamental na otimização de processos e está alinhada aos objetivos organizacionais, destinada a viabilizar novas oportunidades de negócio.

A TI deve liderar a inovação, tornando fácil o uso da tecnologia e serviços para contribuir com o crescimento dos negócios. Atuar como um agende motivador para mudanças e transformações nos cenários organizacionais é papel fundamental dos Gestores de TI.

Cabe também ao negócio demonstrar seu apoio e envolvimento na definição, implementação e manutenção das estratégias de TI, é preciso estabelecer e comunicar políticas e objetivos em relação às ações, assegurar o fornecimento de recursos, comunicar a todos os envolvidos a importância do cumprimento dos requisitos de serviço e processos e realizar análises críticas regulares sobre os resultados alcançados.

Sendo assim, identificar o valor da sua TI não é apenas um reflexo dos números relacionados a orçamentos ou despesas, a contribuição da TI na geração de VALOR esta mais próxima dos resultados que são obtidos com uma melhor identificação, planejamento e execução das ações para um maior crescimento organizacional, alcance dos objetivos de negócio e uma melhor gestão de seus processos. A sinergia conquistada entre TI e negócio, produz resultados significativos na gestão da informação e agilidade na tomada de decisões, questões fundamentais em um mundo cada vez mais ágil.

 

E agora, você sabe o valor da sua TI? 

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