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Janguiê Diniz

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O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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O sucateamento do transporte público

Janguiê Diniz, | qua, 16/04/2014 - 16:52
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A sensação que temos é que a situação do transporte público no Brasil piora a cada dia. As notícias envolvendo a péssima qualidade do serviço aumentam e chegam a provocar desespero dos cidadãos que utilizam e dependem diariamente dos ônibus, metrôs e outros meios de transporte. Vale lembrar que, durante os protestos ocorridos em 2013, o transporte público precário foi um dos principais temas que tomaram às ruas do Brasil. 

São ônibus superlotados e em condições precárias – enferrujados, sem cintos de segurança, quebrados, sem faróis ou outros equipamentos de sinalização -, linhas de metrô que sofrem panes diariamente provocando atrasos ou paralisando a operação, deixando milhões de pessoas sem serviço ou arriscadas a perder o horário do trabalho ou da escola. A situação se torna ainda pior em dias de chuva, quando as estações ficam alagadas de água e até esgotos.

Claro que o Estado não é único culpado por esta situação. Não podemos deixar de criticar os ataques que são feitos aos ônibus que compõem o transporte público e acabam por diminuir a frota disponível nas ruas. No entanto, é fato que o transporte público precário gera problemas em várias áreas sociais: saúde, educação, mobilidade urbana, cultura…

Se a utilização do transporte público é colocada como uma das soluções para os problemas da mobilidade urbana, o que dizer da qualidade de vida de quem utiliza esse tipo de transporte? Não há como negar o quão estressante é conviver diariamente com o sucateamento dos transportes. Isso reduz bastante a qualidade de vida dos usuários do transporte público brasileiro, principalmente para aqueles que dependem de vários transportes em cada trecho que precisa percorrer, que ficam em pé por duas, três horas, em ônibus ou metrôs superlotados, sem ventilação ou segurança.  

Se pensarmos do ponto de vista da educação, o problema do transporte público é um fator a mais para prejudicar o rendimento dos alunos, afetando, também, a evasão escolar, a formação de profissionais e a produtividade do país. É fácil entender isso quando pensamos no tempo que os estudantes perdem no deslocamento para as escolas ou até naqueles que não possuem acesso aos meios de transporte para ir ou vir. A mesma teoria se aplica ao acesso ao entretenimento, cultura e lazer das classes menos privilegiadas.

Não sendo suficiente, o transporte público precário não promove acessibilidade e condições dignas de mobilidade aos portadores de necessidades especiais, seja nos centros urbanos ou no interior, onde a situação é ainda pior. Se nas grandes cidades nem todos os veículos e possuem equipamentos e estrutura adequada para atender os portadores de deficiências, nas cidades do interior a estrutura pode ser considerada zero, ou próximo disto, quando falamos em inclusão e acessibilidade.

Caro leitor, não é o fato de ser um serviço público que o torna um serviço ruim. Temos visto exemplos de escolas públicas que são muito melhores que as particulares. É preciso investimento, comprometimento. Alguns governos, prefeituras e câmaras têm apresentado projetos de novas infraestruturas e melhorias na prestação de serviços. Vamos acreditar que é possível mudar e melhorar.

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A canonização do Padre Anchieta

Janguiê Diniz, | seg, 14/04/2014 - 15:11
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Ele não é brasileiro, mas é como se fosse. O padre José de Anchieta - missionário espanhol jesuíta que chegou ao Brasil no século XVI, aos 19 anos, e tornou-se uma das figuras mais importantes da cultura do nosso país, fundando inclusive o Colégio Piratininga, que deu origem à cidade de São Paulo - foi anunciado como santo pelo Papa Francisco, se tornando o terceiro santo brasileiro.

São José de Anchieta, como deverá  ser chamado a partir de agora, é conhecido como apóstolo do Brasil e faz parte da história do Brasil pelo trabalho de catequese realizado junto aos índios por quase todo o País. Além do trabalho de catequese, o padre Anchieta defendia os índios dos abusos dos portugueses colonizadores.

O fato é que o padre José de Anchieta tem devotos por todo o Brasil e no exterior. Todo o seu trabalho feito na Companhia de Jesus foi reconhecido e exaltado por milhares de fieis. A importância da vida e missão assumida por São José de Anchieta está em todos os livros de história do Brasil. É possível reconhecer que ele, ao contrário de muitos missionários, optou por uma catequese acessível e aculturada, utilizando recursos próprios da época como a poesia e o teatro.

Esse talvez tenha sido um dos processos da canonização mais longos da história, 417 anos. As dificuldades começaram durante a perseguição e expulsão dos jesuítas, que aconteceu em 1759, e na falta de atestado da realização de dois milagres: um para a beatificação e outro para a canonização. No entanto, e apesar de não possuir nenhum atestado, o Papa Francisco aceitou a fama de milagreiro e a vida exemplar do Padre.

Essa não é a primeira vez que o papa Francisco oficializa uma canonização sem milagres. Recentemente o padre Pierre Frave foi declarado santo sem os atestados e, além dele, espera-se que o papa João XXIII também seja santificado apenas com a comprovação do milagre de beatificação.

Para os seguidores do catolicismo e estudiosos da área, a santificação é um processo de burocracia do Vaticano que começa no batismo e se estende por uma vida de devoção onde devem ser seguidos os passos de Jesus e os mandamentos de Deus. Além da santificação de José de Anchieta, o Brasil ainda tem 12 processos de beatos brasileiros para a canonização, entre eles os da Irmã Dulce e Francisca de Paula de Jesus.

Os restos mortais de São José de Anchieta estão distribuídos pelas cidades onde ele teve mais atuação: Vitória, Bahia e São Paulo, além de Portugal e Roma.

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Violência como resultado da exclusão social

Janguiê Diniz, | qui, 10/04/2014 - 10:59
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Vemos constantemente notícias na mídia sobre a violência nas cidades e, por vezes, a ação da população fazendo justiça com as próprias mãos. Alguns têm tentado justificar essa mudança comportamental baseados na exclusão social e na morosidade no cumprimento da justiça no Brasil. Mas, qual seria a relação entre a exclusão social e a violência?

Não quero justificar o aumento da violência, porque realmente acredito que nada justifica os atos de criminalidade. No entanto, é preciso analisar as camadas sociais para entender, melhorar e combater essa mudança comportamental de uma parcela social. Começamos então pelo perfil atual da maioria dos presos: pessoas com baixa escolaridade, desempregados ou sub-empregados, que são menos favorecidas sócio-economicamente e que, em sua maioria, encontram dificuldades na própria sobrevivência, uma vez que não possuem uma renda que as possibilite comprar não apenas a comida, mas também pagarem suas contas de água, luz e outras dívidas.

A população penitenciária já se torna vítima social antes mesmo de ingressar no sistema penal, isso porque, no Brasil, o sistema carcerário não trata os desiguais de forma igualitária. Os crimes conhecidos como de “colarinho branco” e, geralmente, cometidos por uma classe mais instruída, em sua maioria ficam impunes ou os condenados têm condições privilegiadas de cumprimento da pena.

E outra questão me parece necessária: se essa população penitenciária já havia sido excluída antes de ingressar no sistema penal, o que eles farão após a saída dos presídios e carregando o preconceito de ser um ex-presidiário? Posso concluir que, infelizmente, esses ‘indivíduos’ estão sujeitos a dar continuidade à incidência criminal, isto se os fatores determinantes da criminalidade e da violência não forem de fato transformados e superados. Mas, como mudar essa situação?

Voltamos a um ponto importante de discussão: a falta de políticas públicas para contornar esta situação e de acesso à educação por uma parcela da população. É preciso que o Estado crie uma série de ações que possibilite aos sujeitos a garantia das condições materiais e sociais de sobrevivência. Essas ações devem começar na garantia de acesso à educação para todos, com o intuito de combater o analfabetismo e aumentar a qualificação da população, criando mais oportunidades de empregos registrados.

Entretanto, o que fazer com a população carcerária, que já vive em presídios superlotados e ociosos? É preciso investir em atividades internas, como já é feito em algumas instituições. Incentivar oficinas profissionalizantes, aulas de alfabetização e até de continuidade de estudos, avaliando a possibilidade de que esses reclusos possam, inclusive, chegar a prestar um vestibular e frequentar uma universidade. Preconceito e violência se combatem com educação e políticas públicas direcionadas.

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Para onde vão os nossos impostos?

Janguiê Diniz, | ter, 08/04/2014 - 10:26
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Muitos brasileiros ainda não se deram conta de que pagamos impostos em tudo que consumimos, desde um simples pãozinho comprado na padaria até os bens de consumo de expressivo valor, como carros. No entanto, isto não é exclusividade do nosso povo. Em todo o mundo, governos arrecadam parte da riqueza gerada a fim de manter em funcionamento os serviços básicos que são de sua responsabilidade, como educação, saúde e segurança.

O Brasil é o país com maior carga tributária do mundo. Seguindo um raciocínio lógico, se os impostos recolhidos retornassem aos serviços públicos, deveríamos ser exemplo de qualidade nesse setor. O que não acontece. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou, recentemente, o resultado do estudo que compara 30 países com maior carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e verifica se os impostos voltam aos contribuintes em serviços de qualidade.

Pela quinta vez consecutiva, o Brasil está em último lugar no ranking como pior retorno dos tributos em qualidade de vida para a sua população. Não nos surpreende que Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocupem respectivamente as primeiras posições do ranking. Enquanto isso, ficamos atrás da Argentina (24º) e do Uruguai (13º), países que também estão na América do Sul e que arrecadam bem menos que o Brasil.

A Receita Federal informou que não comentaria o assunto. Para o Fisco, o resultado das arrecadações de 2013 ainda não está finalizado. No entanto, não é preciso pesquisa para saber que o retorno dos impostos não acontece como deveria. O que vemos no Brasil são longas filas para atendimento nos hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde, transporte público sucateado e ineficiente, o aumento da violência nas ruas, etc. E todos esses pontos foram alvos das manifestações que levaram milhões de brasileiros às ruas nos últimos tempos.

Em 2012, cada brasileiro desembolsou aproximadamente R$ 8 mil em tributos e esse valor poderia pagar mais de 1 bilhão de salários mínimos ou fornecer medicamentos para toda a população do Brasil por cerca de 30 anos. Vale ressaltar que todos os brasileiros pagam impostos, até mesmo os que são isentos do IPTU e do Imposto de Renda das Pessoa Física. Isto porque todos nós consumimos produtos e serviços que possuem impostos embutidos, como o como arroz (17,24%) e o feijão (17,24%).

Já passou da hora de nós, brasileiros, abrirmos os olhos e vermos que no Brasil todos os recursos são muito mal aproveitados. E isso vale para os recursos humanos até os financeiros. Nosso país arrecada muito com tributos, mas ocupa apenas a 84ª posição no ranking de desenvolvimento. Será que algum dia teremos transporte público de qualidade, hospitais com atendimento digno, segurança para todos nas ruas e escolas públicas com qualidade? Espero que sim e que esse dia não demore a chegar.

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Estupro: crime hediondo

Janguiê Diniz, | qui, 03/04/2014 - 10:00
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Milhares de brasileiros se mostraram revoltados com um índice divulgado por uma pesquisa realizada por meio do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em que  58% dos brasileiros disseram acreditar que “se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”. Seguindo entendimento semelhante, 65,1% concordam total ou parcialmente que as mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.

Um segundo documento inédito apresentado nesta quinta-feira pelo Ipea revela que todos os anos no Brasil acontecem ao menos 527 mil casos de estupro, mas apenas 10% são registrados na polícia. Desse número, 70% das vítimas são crianças e adolescentes e os atores do estupro são, em maioria, pessoas próximas as vítimas. Ou seja, crianças sem características sexuais estão sendo colocadas como provocadoras de um crime sexual?

Por muitas vezes e durante algum tempo, no Brasil, “atacar uma mulher” foi usado como uma gíria dos jovens e não é necessariamente significa cometer um crime considerado hediondo, como o estupro. No entanto, a pesquisa não se limitou apenas a casos de estupro e também questionou os brasileiros sobre violência doméstica e mais uma vez, me surpreendi: a pesquisa também mostrou que o percentual de pessoas que acredita que brigas entre marido e mulher devem ser resolvidas no âmbito particular é de 87%, o que justifica o grande número de violência doméstica que não é denunciada às autoridades. E apesar de acreditarem que as brigas devem ser resolvidas em casa, o percentual de pessoas que defendem prisão para os agressores é de 90%.

Prefiro acreditar que houve algum equívoco de interpretação na pesquisa realizada ou até na formulação das frases sugeridas aos entrevistados ao invés de interpretar que ainda vivemos em uma sociedade “medieval” onde as mulheres são vistas como propriedade. Nos últimos anos, o Brasil deu saltos significativos na construção de políticas públicas que combatem a discriminação e a violência contra a mulher, a exemplo da Lei Maria da Penha.

O Brasil precisa evoluir e muito. Nada justifica estupro, assalto ou qualquer outro crime. Não podemos dizer ou achar que a ocasião faz o ladrão. É evidente que, em alguns casos, a sexualidade tem estado cada vez mais precoce e que alguns comportamentos estimulam a vulgaridade. No entanto, ninguém tem o direito de estuprar ou roubar e ninguém “merece” passar por isso, não podemos permitir que a vítima seja transformada em culpada.

O estupro é um ato violento, sórdido, repugnante e hediondo, devidamente qualificado entre os crimes dessa espécie. Não é um vestido justo ou saia curta que determinam as chances de um estupro. É a mentalidade atrasada que persiste, que justifica a violência, por perpetuar a imagem da mulher como ser de segunda categoria e objeto de desejo. Homens e mulheres devem encarar o estupro como crime hediondo.

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Sejam sinceros com a Petrobrás

Janguiê Diniz, | seg, 31/03/2014 - 15:58
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A Petrobrás sempre esteve no centro dos debates políticos nas campanhas presidenciais brasileiras. Na era FHC, vários partidos de esquerda acusaram Fernando Henrique de desejar privatizar a Petrobrás. Na eleição de 2002 e 2006, ambas as disputas vencidas pelo PT, Lula trouxe a agenda da privatização da Petrobrás e colocou em saia justa os competidores José Serra e Geraldo Alkmin. Já em 2010, a presidente Dilma Rousseff foi eleita defendendo o fortalecimento da Petrobrás.

O debate sobre a Petrobrás realizado pela classe política não é sincero. Não existe, por exemplo, nenhum presidenciável que frise para a opinião pública que nas eras Lula e Dilma a Petrobrás foi utilizada para impedir o preço do aumento de combustíveis. Tal ação contraria a lógica do mercado, a qual é caracterizada pela liberalização de preços. Mas, certamente, agradaria os eleitores, pois estes não desejam, obviamente, pagar mais pela gasolina.

No debate sobre os campos do Pré-Sal, nenhum político condenou o governo Lula por propor ao Congresso Nacional que a Petrobrás tivesse participação obrigatória de 30% na exploração dos novos campos de petróleo e a justificativa era simples: aqueles que fossem contrários a esta proposta seria acusado de privatista. No entanto, nós sabemos que não são raros os atores políticos que defendem a privatização.

A luta pela construção da Refinaria em Pernambuco foi de todos – sociedade, imprensa e atores políticos. Nesta luta, ninguém ousou a fazer duas perguntas básicas: 1) Construir a Refinaria em Pernambuco é o melhor para as finanças da Petrobrás? 2) A construção da Refinaria obedece a estratégia de mercado traçada pela Estatal? Ao contrário. A emoção dos atores políticos foi entrelaçada com a da sociedade e todos defenderam junto ao governo Lula a construção da Refinaria em Pernambuco.

No momento a Petrobrás sofre com más notícias, inclusive os presidenciáveis da oposição defendem que seja realizada uma CPI. O PT não a deseja, por razões óbvias. E a imprensa cumpre o seu papel: noticia e solicita explicação aos envolvidos na disputa política. Entretanto, nenhum dos atores políticos envolvidos e nem a imprensa faz a pergunta necessária: o que desejamos para a Petrobrás?

A Petrobrás é uma empresa de economia mista e principalmente por este motivo, precisa ser transparente. Ela é também a responsável por regular os preços de combustíveis no Brasil. Então, ela contribui para o controle da inflação, mas inibe a livre concorrência, e, por consequência, passa a ser mal vista pelo mercado. A Petrobrás é uma empresa que recebe recursos da União quando necessário, mas também contribui, quando necessário, para a diminuição do déficit público. Portanto, o que se pretende fazer com a Petrobrás? Espero que os presidenciáveis respondam tal indagação o quanto antes.

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O desaparecimento do voo 370

Janguiê Diniz, | sex, 28/03/2014 - 09:53
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As buscas após o desaparecimento de um avião com mais de 230 passageiros mobilizaram o mundo. O voo MH-370 da Malaysia Airlines sumiu, inexplicavelmente, dos radares após aproximadamente uma hora de voo enquanto sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China. A rota aérea não é incomum e há passageiros regulares e internacionais no trecho.

Os dias passaram e o desespero das famílias em busca de informações sobre parentes e amigos que estavam no voo só aumentavam. As especulações sobre o desaparecimento do avião só aumentavam e quatro hipóteses sobre as possíveis causas do desaparecimento passaram a ser cogitadas: falha mecânica; sabotagem; falha humana; atentado terrorista.

As hipóteses sobre desaparecimento do avião começaram a ser colocadas em dúvida, já que o avião havia passado por manutenção dias antes do voo e, além disso, até o momento do desaparecimento dos monitores de radar, a tripulação não relatou nenhuma anomalia com o vôo e o sistema ACARS da aeronave - um serviço que permite ao computador a bordo do avião se comunicar com o sistema a no solo - também não enviou mensagens por satélite, o que deveria ocorrer automaticamente no caso de alguma falha.

Na história da aviação, não há registro de um acontecimento como este, já que trata-se de um Boeing 777,  tido como "de operação muito segura" e sendo um dos melhores modelos da aviação comercial. O caso mais próximo é o do Air France 447, que caiu no oceano Atlântico em 2009, depois de ter descolado do Rio de Janeiro. No entanto e diferente do voo 370, os destroços foram detectados no mar no dia seguinte ao desastre.

As únicas informações concretas sobre o voo MH-370 é que ele mudou a rota estabelecida, indo para a direção contrária e que os sistemas de comunicação foram desativados "deliberadamente", segundo as autoridades malaias, quando o avião cruzava o espaço aéreo malaio para o vietnamita sobre o Mar do Sul da China. Apenas isso. Passados mais de 15 dias de buscas baseadas apenas em palpites, presumiu-se que o avião tenha caído no mar, em uma área de difícil acesso e considerada uma das mais remotas do planeta.

O desaparecimento do voo 370 entra para a história da aviação mundial e mesmo que o avião tenha caído no mar, nunca será  possível afirmar se a tragédia foi devido a uma falha mecânica, humana ou terrorista. E o tempo está se esgotando, já que o feixe sinalizador que elas emitem se extinguem após 30 dias. Sem as caixas-pretas da aeronave, nunca será possível explicar o porquê da aeronave ter voado durante várias horas até esgotar o combustível e cair no mar.

As famílias continuam sem respostas e nos resta a certeza que, mesmo com toda a tecnologia disponível, ainda há situações que não podem ser evitadas.

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Profissionais multifuncionais

Janguiê Diniz, | ter, 25/03/2014 - 14:49
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O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e passou a ser muito exigente, em virtude das transformações oriundas das novas tecnologias. Essa afirmação já se tornou lugar comum. O que muitos desconhecem é que cerca de um terço dos empregadores do mundo estão vivenciando desafios críticos para preencher posições devido à falta de talentos disponíveis e quase três quartos são afetados por esta falta de talentos em algum nível.

Isso significa dizer que está cada vez mais difícil achar pessoas que tenham qualificação além das básicas, se tornando destaque em meio a tanta competitividade. Para muitas empresas, as pessoas estão lá, mas não as pessoas certas – aquelas com o conhecimento, as habilidades e as competências que as empresas precisam agora.

Se antes, o sonho de qualquer estudante era concluir os estudos e cursar uma universidade, especializar-se em sua área de formação e se destacar no mercado de trabalho por possuir um "diploma". Agora, a graduação não é mais o suficiente. Ser competitivo no mercado de trabalho exige uma formação ampla, experiências pessoais e um bom domínio de outras línguas. Esses itens tornaram-se essenciais para se galgar um bom posto de trabalho numa multinacional, por exemplo.

Mas, engana-se quem pensa que apenas a formação ampla satisfaz os empregadores. Atualmente o mercado de trabalho busca ainda mais. Em determinado trecho de uma matéria escrita por Arnaldo Hase e publicada na revista Estudos e Negócios, os profissionais precisam ter competências que sejam canalizadas para a geração de negócios para a empresa. Ele precisa ser capaz de compatibilizar inteligência, experiência e expertise, transformadas em valores éticos, e que tenha uma visão global, mesmo que ele não trabalhe fora do país.

O profissional multifuncional surge como um diferencial, como aquele que está apto a exercer diversas atividades ao mesmo tempo. O profissional diferenciado é aquele que se destaca por ter lógica de raciocínio, além de ser capaz de compreender processos, transferir conhecimentos, resolver problemas e tantas outras características.

Formar-se em curso superior não pode significar a estagnação da carreira. Os profissionais que ainda pensam de tal forma estão fadados ao fracasso. Nem todos os indivíduos estão preparados para acompanhar as transformações e mudanças que o mundo do trabalho está exigindo. Além das qualificações profissionais, para se destacar é preciso ser capaz de entender as estratégias de sua empresa, capaz de se autoliderar a ponto de fazer parte dos grandes desafios que as corporações enfrentam.

Estas são as multifuncionalidades que precisamos adquirir para garantir empregabilidade. Na era do conhecimento, é preciso ampliar horizontes.

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Investimentos para a Copa são desnecessários?

Janguiê Diniz, | qui, 20/03/2014 - 11:05
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Uma pesquisa divulgada em meados de fevereiro pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que, para 75,8% dos participantes, os investimentos feitos pelo Brasil para a Copa do Mundo foram “desnecessários”. Outros 13,3% responderam que os investimentos foram “adequados” e 7,3% disseram que foram “insuficientes”. A pesquisa passou por 137 municípios, em 24 estados do Brasil.

Dados como estes são surpreendentes, levando em consideração que o Brasil é reconhecido mundialmente como o país do futebol. No entanto, a insatisfação da população caracteriza muito mais. Os números apresentados representam uma conscientização da população sobre os gastos públicos e uma cobrança ao governo para os investimentos sejam pensados em prol da própria população, que busca melhores condições e qualidade de vida. Esse pensamento fica claro com a resposta de 80,2% dos entrevistados, que disseram que o gasto com a construção das arenas “poderiam ter sido utilizados para melhorar outras áreas mais importantes”.

Estima-se que os gastos com a Copa do Mundo no Brasil custará mais de R$ 28 bilhões aos cofres públicos. O número é surpreendente, já que a expectativa do comércio para o período da Copa é bastante negativa – acredita-se que os feriados facultativos nas cidades sede dos jogos acarretarão em diminuição no consumo, um prejuízo que deve chegar aos R$ 8 bilhões apenas no Rio de Janeiro.

Outro ponto que decepciona os brasileiros são as obras de mobilidade urbana. Creditadas como um legado pós Copa do Mundo, poucos acreditam que as mudanças ficarão prontas antes dos jogos, apenas 27,7%. De fato, faltando menos de 3 meses para o inicio das competições, o que vemos pelas cidades e aeroportos do País, são canteiros de obras inacabadas e fica cada dia mais difícil acreditar que haverá tempo hábil para finalizar os projetos antes que os milhares de turistas comecem a chegar ao Brasil.

Outro ponto importante de questionamento é o fato de ser a Copa do Brasil a mais cara da história. Em 2002, Japão e Coreia, gastaram juntos US$ 4,7 bilhões, cerca de R$ 10,1 bilhões. Em 2006, a Alemanha gastou na 3,7 bilhões de euros para sediar o evento, cerca de R$ 10,7 bilhões. Já na África do Sul, em 2010, o custo do evento foi de US$ 3,5 bilhões, perto de R$ 7,3 bilhões.

É inegável que, em qualquer lugar do mundo, os eventos FIFA são demasiadamente onerosos e elitizados. No Brasil não poderia ser diferente. O que nos difere dos outros países, neste momento, é que a nossa população está cada vez mais consciente do seu papel na democracia do país e tem exigido dos governantes uma postura em prol de todos. O que se chama de “padrão FIFA” são gastos milionários com luxos desnecessários e que não deixarão legado ao povo. E é esse investimento que o povo brasileiro quer para suas escolas e hospitais públicos.

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A crise na Venezuela

Janguiê Diniz, | ter, 18/03/2014 - 09:02
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Há alguns meses, a Venezuela, vizinha do Brasil, também vive uma onda de protestos como a vivida pelo nosso país em meados de 2013. No entanto, com motivações diferentes das nossas. Por lá, as manifestações começaram ainda em 2013, quando grupos ligados ao opositor Henrique Capriles Radonski foram às ruas contra o presidente chavista recém-eleito, Nicolás Maduro, pedindo uma recontagem dos votos. 

Em fevereiro deste ano, os movimentos ganharam um contexto mais amplo com os estudantes protestando contra a insegurança nos campi das universidades, que seguiu para outras cidades incorporando novas demandas, como os problemas econômicos e o apelo pela soltura de estudantes detidos em manifestações anteriores.

Em comparação aos protestos ocorridos no Brasil, os movimentos da Venezuela se assemelham quando os relacionamos a um perfil de manifestantes onde não é possível definir um grupo homogêneo, ligado a um partido específico ou com uma demanda clara. Em geral, os participantes dos protestos são de setores da sociedade insatisfeitos com as políticas econômicas e de segurança pública do atual governo.

As origens das incertezas criadas na economia da Venezuela estão na crise internacional, que cortou o fornecimento de crédito para alguns países, e na incapacidade interna na gestão pública. O resultado? Sem crédito, o país passou a depender ainda mais das vendas do petróleo como única fonte de entrada de capital. A Venezuela sofre com uma inflação alta que em 2013 chegou a 56,2%. Além disso, há a escassez de produtos básicos como leite e açúcar, e o país vem sofrendo com apagões de energia elétrica.

Os dados da violência também assustam: de acordo com a ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), em 2013 o país teve uma taxa de 24.763 mortes violentas, 79 mortos para cada 100 mil habitantes. Isso sem falarmos da violência política, que faz parte da história venezuelana. Nos anos 60, embates entre militares e governos levaram a centenas de mortos. O Caracazo, em 1989, gerou um número de mortes que ultrapassou os milhares. Num país onde o porte de armas é amplo entre a população, a criação de situações potencialmente explosivas não é raro.

Não cabe ao Brasil discutir a história da Venezuela. Todos esses problemas não podem tirar de análise que a Venezuela tem um governo eleito, uma Constituição em vigor, além de instituições funcionando. Ao Brasil, cabe se houver solicitação por parte do governo venezuelano e como integrante do MERCOSUL, do qual a Venezuela faz parte, a defesa da ordem democrática, que deve existir em todos os países.

Já ao governo venezuelano, o desafio é diminuir as diferenças políticas e sociais, buscando o consenso, ainda que a fragmentação social e política tenham sido alimentadas, nos últimos anos, pela disputa entre chavistas e não chavistas.

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