Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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Os problemas na educação brasileira

Janguiê Diniz, | qua, 17/09/2014 - 09:25
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Já se tornou lugar comum os brasileiros relatarem a precariedade da educação como um dos principais problemas do País. E esta opinião não se refere apenas a determinadas regiões, mas ao Brasil como um todo. De fato, o sistema educacional brasileiro não tem sido capaz de preparar os jovens para compreender textos simples, executar cálculos aritméticos básicos e outras ações simples que deveriam ser feitas pelas escolas fundamentais.

Por várias vezes já citamos que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem educação é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A educação é o ponto principal de qualquer construção do futuro.

Recentemente, foram publicados três indicadores sobre a educação e, mais uma vez, os resultados gerais ficam abaixo das metas modestas estabelecidas pelo governo federal. Houve estagnação no Ensino Médio; de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), quando falamos em gastos com os alunos, o Brasil está atrás de países como México e Chile; e diminuiu o número de formandos no Ensino Superior. Falando sobre o ensino superior, o total de novas matrículas recuou 0,2%, principalmente devido a redução da oferta de vagas a distância. O mesmo aconteceu com o número de concluintes, que caiu entre 2012 e 2013 em 5,7%.

Em Pernambuco, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mostraram uma grande escalada do Estado no ranking nacional do ensino médio, passando da 16ª para a 4ª colocação na rede estadual. Já em Minas Gerais, há escolas que estão por vários anos entre as melhores e o segredo é simples: todos os projetos obedecem a um diagnóstico contínuo, dentro de um planejamento bem feito e avaliação permanente.

Tem uma frase do educador Paulo Freire que diz: “Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar”. O primeiro passo para melhorar o nível das nossas escolas é através da melhoria dos nossos professores. São eles que vão garantir a conjugação de quatro verbos que são capazes de manter o bom desempenho dos alunos e mudar a educação no Brasil: planejar, monitorar, avaliar e corrigir. 

A oferta de ensino de qualidade é prevista pela Constituição, no entanto, não há punições previstas para o descumprimento da lei. A educação brasileira só será considerada boa quando garantir a todos o direito de aprender e para isso é preciso a colaboração dos três entes federativos: municípios, Estados e União.  Ao mesmo tempo, mais investimentos devem ser feitos e essa verba precisa ser utilizada de forma mais eficiente.

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Salvem a Petrobras

Janguiê Diniz, | qua, 10/09/2014 - 12:22
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Salvem a Petrobras! Salvem a maior empresa da América Latina, a quarta maior empresa petrolífera de capital aberto do planeta e a quarta maior empresa de energia do mundo. Este não é um pedido isolado. Este é o pedido da população brasileira.

 Nas últimas semanas inúmeros escândalos envolvendo a Petrobras e sua gestão têm sido veiculados no Brasil e, também, no mundo. Recentemente, li o texto publicado pela Financial Times, no Blog de Nick Butler, intitulado ‘The problems with Petrobras’. Para minha surpresa, a quantidade de pontos negativos relatados sobre a empresa é muito superior aos pontos positivos.

A empresa é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultra profundas. Essa potencialidade fez com que, em 2007 e 2008, com as descobertas do pré-sal, a empresa decolasse como uma das principais vitrines do governo brasileiro e se tornasse uma das maiores petrolíferas do mundo. No entanto, com gastos descontrolados, não há expectativa de que a empresa cumpra com os planos de desenvolvimento programados.

A verdade é que a Petrobras vem perdendo no item confiança dos seus investidores, principalmente porque ela tem sido usada como um instrumento de disputa política e isso, aliado ao baixo desempenho, acaba prejudicando a imagem do Brasil no exterior. É claro que, mundialmente falando, a Petrobras não é grande o suficiente para causar problemas econômicos, já que os antigos campos de petróleo continuam produzindo.

Alguns analistas apontam que um dos principais problemas econômicos da Petrobras é o controle no preço da gasolina e no diesel, que é feito pelo governo para evitar um aumento da inflação. Como o Brasil consome mais petróleo do que produz, a Petrobras é obrigada a importar o produto, no entanto, o valor que paga no mercado internacional não pode ser totalmente repassado para os consumidores porque isso gera uma pressão inflacionária.

Foi em 2010, que a Petrobras ficou conhecida internacionalmente por efetuar a maior capitalização em capital aberto da história: 72,8 bilhões de dólares (127,4 bilhões de reais), praticamente o dobro do recorde que, até então, era da Nippon Telegraph and Telephone (NTT), com 36,8 bilhões de dólares capitalizados em 1987. Mas, a dívida líquida da Petrobras subiu 50% em 2013 - de R$ 147,8 bilhões para R$ 221,6 bilhões, o que fez a estatal brasileira se tornar a mais endividada entre as grandes empresas de petróleo e gás.

Mesmo com um panorama negativo, nem tudo está perdido. A Petrobras continua descobrindo enormes volumes de petróleo e gás, colocando a costa brasileira entre uma das novas áreas mais prolíficas do planeta.  No campo de Lula, por exemplo, estima-se que seja possível atingir a produção de 8 bilhões de barris de petróleo, o que faz dele um gigante mundial. É por isso que pedimos: salvem a Petrobras!

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O que querem os brasileiros?

Janguiê Diniz, | qui, 04/09/2014 - 08:20
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Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o Brasil tem 202.768.562 habitantes. O dado foi publicado no "Diário Oficial da União" e a data de referência usada foi de 1º de julho de 2014. Mais do que um dado populacional, em ano de eleições presidenciais e estaduais, a grande questão que nos rodeia é “o que querem os brasileiros?”.

O mais provável é que aquele candidato que responda a essas perguntas e tenha planos para as mudanças que nosso povo deseja, seja eleito para ocupar os cargos disputados. Claro que a vida do brasileiro mudou nos últimos anos e muito mais significativamente a vida daqueles que faziam parte das classes C e D, que passaram a ter mais crédito e mais condições de consumir. No entanto, não é o suficiente dizer que ainda é preciso melhorar a saúde, a educação, a infraestrutura e o transporte público. 

Arrisco-me a dizer que o brasileiro quer igualdade de oportunidades. Isso quer dizer que ele quer poder estudar mais, ter acesso a um curso técnico e educação profissionalizante, além do acesso à universidade. A cada dia, o brasileiro percebe que a educação pode mudar sua vida e que essa mudança resulta em novas oportunidades de emprego e melhor remuneração.

Também queremos leis mais rígidas e punição exemplar para os criminosos, tudo em prol do bem estar da população. E isto inclui punição ao crime de corrupção, que, sem dúvidas, é um dos grandes problemas que ainda impedem o desenvolvimento do Brasil e a solução de diversos problemas que ainda nos atrelam ao subdesenvolvimento.

É preciso um sistema tributário mais justo. É incompreensível que, no país com uma das maiores cargas tributárias do mundo e em que todos os anos se atinge um novo recorte de recolhimento de tributos, esta arrecadação não se reverta em uma melhoria efetiva na prestação de serviços estatais e consequentemente na realização dos direitos dos cidadãos.

Da mesma forma, é necessária uma redução de gastos e o aumento da eficiência da gestão pública. São centenas de obras públicas paradas e superfaturadas. É preciso cobrar que prazos de execução sejam cumpridos e impedir que obras que serviriam para ajudar a população acabem abandonadas.

Mas, acima de tudo, é preciso transparência. Os brasileiros precisam entender que os políticos devem trabalhar para o povo e foram eleitos para os cargos para nos representar, para lutar pelos nossos ideais. Não devemos adotar a política apenas como direita ou esquerda. Devemos entender os partidos políticos como representação de ideologias, que tem opiniões e aspirações que nós podemos nos identificar ou não. A política não deve representar um negócio, deve representar um país.

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69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

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69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

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Não vamos desistir do Brasil

Janguiê Diniz, | seg, 18/08/2014 - 08:09
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Milhares de pessoas foram ao Palácio do Campo das Princesas para se despedir do ex-governador Eduardo Campos. Em cada rosto era possível ver expressões abatidas, consternação, incredulidade e lágrimas. A relação de Eduardo Campos com o povo pernambucano fez da tragédia em Santos um luto coletivo. Arrisco-me a dizer que este luto ultrapassou os limites de Pernambuco e se fez no Brasil inteiro.

Eduardo Campos não foi um simples político. Ele tinha sensibilidade e entendia as necessidades do povo. Em seus governos, Campos apoiou a educação, o esporte, a cultura. Talvez seja difícil para quem não é pernambucano entender o significado de Campos para o nosso Estado.

Alvirrubro e amante do futebol como boa parte dos brasileiros, Eduardo apoiou o Sport na conquista da Copa do Brasil e o recebeu o Santa Cruz, campeão pernambucano. Foi dele a criação do programa Bolsa-Atleta – que incentiva atletas olímpicos – e a retomada do programa Todos com a Nota. Dele também as articulações e a candidatura de Pernambuco na Copa do Mundo e na Copa das Confederações.

Pequenas cidades do interior também receberam a atenção de Eduardo - receberam investimentos em escolas, hospitais e quadras esportivas. Vale lembrar que seu avó, Miguel Arraes, ainda hoje é ovacionado pelos sertanejos por suas atenção durante sua trajetória política - o programa Chapéu de palha, que empregava canavieiros, no período de entressafra, na construção de pequenas obras públicas, até hoje continua em execução.

Desde sua participação como secretário de governo no mandato de seu avô ou como deputado federal, quando criou e assumiu a presidência da Frente Parlamentar de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, Eduardo sempre incentivou a cultura. Como governador de Pernambuco, ele consolidou o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), que beneficiou a produção cinematográfica pernambucana. Eduardo compreendia a importância da cultura pernambucana, inclusive nomeando o mestre Ariano Suassuna para a pasta durante seu governo.

Como político, Eduardo Campos era conhecido pela sua competência gerencial e pelo uso do diálogo como uma ferramenta dentro das suas relações político-partidárias. Com Campos, Pernambuco teve avanços significativos nas áreas de segurança, educação, saúde e na geração de empregos. Eduardo era um político diferente, com chances reais de ser presidente da república, se não nesta eleição, na de 2018.

A última entrevista concedida por Campos foi ao Jornal Nacional, da rede Globo. Na ocasião, a equipe do programa pesquisou sobre envolvimento dele em atos de corrupção e não encontrou nada. O seu carisma e sua forte presença política eram as qualidades que certamente levariam ao crescimento da candidatura. Eduardo Campos representava, para milhões de brasileiros, a esperança de um novo tempo na política brasileira.

Sua história enriqueceu a nossa vida política, pelo exemplo de honradez, dignidade e espírito público. E, em meio às homenagens do nosso povo a Eduardo, uma frase marcou o sentimento dos pernambucanos: “Eduardo Campos, o único presidente do Brasil que não foi eleito”.

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Eduardo Campos: o Brasil de luto

Janguiê Diniz, | qui, 14/08/2014 - 09:15
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Mais uma tragédia leva, repentinamente, um grande nome brasileiro. Desta vez Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da república. Um político jovem e competente, um marido e pai exemplar, um homem de família e repleto de sonhos, ideais e uma vontade enorme de mudar o Brasil. Em um momento em que o nosso País precisa de novos representantes políticos, com novas ideias e estratégias, perdemos um dos melhores representantes.

Tive a oportunidade de me tornar um amigo pessoal de Eduardo Campos, de trocar ideias com ele, de conhecer seu caráter e compartilhar seus sonhos. Ele não era um político qualquer. Neto de Miguel Arraes, também ex-governador de Pernambuco, ele aprendeu desde cedo a viver e conviver com a política.

Eduardo Campos acreditava na boa política e sonhava em melhorar a vida do povo brasileiro. Conseguiu isso em Pernambuco, quando, durante os quase 8 anos em que esteve no governo do Estado, nos colocou entre os estados que mais cresciam no País. Crescendo, inclusive, mais do que o próprio Brasil.

Foi em 2006 que Eduardo se candidatou pela primeira vez ao governo do Estado e venceu. Governou para todos, escutando a população e firmando parcerias entre órgãos públicos e privados. O resultado foi uma reeleição como o governador mais bem votado do Brasil: mais de 80% dos votos válidos e a vitória no primeiro turno.

Aqueles que conviveram com Eduardo Campos puderam conhecer um homem que, em todos os aspectos, sempre valorizou o diálogo, a humildade e a integridade. Que nas ruas era abordado e parava para conversar com a população, um homem público, simples e digno. Na política, Eduardo prezava por uma campanha limpa, sem agressões, e uma gestão comprometida com a solução dos problemas do Brasil.

Eduardo via a educação como forma de mudar o Brasil, queria erradicar o analfabetismo e garantir que pobres e ricos tivessem as mesmas oportunidades de estudos. Era um socialista com ideias concisas e visão de futuro, um homem de personalidade forte e à frente de seu tempo.

E se em entrevista ao Jornal Nacional, Eduardo finalizou dizendo: “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar, de fazer diferente”. Que sua vida e sua trajetória sirvam de exemplo e que suas ideias fiquem como legado para construirmos um Brasil melhor.

Vai em paz, meu amigo. E mesmo nos deixando tão bruscamente e ainda jovem, saiba que você fez a diferença.

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Por que acompanhar os debates políticos?

Janguiê Diniz, | ter, 12/08/2014 - 12:26
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Este ano teremos eleições presidenciais e estaduais. Com a proximidade da data, as discussões políticas crescem, principalmente nas redes sociais, onde a velocidade da comunicação se torna crucial nos debates, e em outros setores, que incluem rádio e televisão, aumenta o número de debates entre os candidatos.

Os debates fazem parte das eleições, no entanto, esses mesmos debates têm se tornado apenas uma ação sem muita novidade, coordenado pelos marqueteiros e partidos políticos, que não tem tido influência nas urnas e que não atrai a atenção dos eleitores. Será que essa mudança no perfil dos debates seria resultado do medo dos candidatos em se expor?

Os debates eleitorais são uma ótima oportunidade para os candidatos apresentarem suas propostas. Mas, não as mesmas propostas que estamos acostumados a ouvir. Para os eleitores, é preciso que os debates se tornem encontros proveitosos e autênticos. Nós, eleitores, poderíamos votar mais esclarecidos se cobrássemos o detalhamento das propostas durante a campanha e os debates eleitorais.

Muitos não sabem, mas, ao registrarem as candidaturas, os concorrentes aos cargos de governador e presidente da República protocolaram, na Justiça Eleitoral, seus programas de governo. Entretanto, a maior parte dos eleitores não lê esses documentos e, consequentemente, desconhece o plano de governo dos eleitos.

Por sua vez, os debates na televisão deveriam concentrar-se nas promessas de campanha e desafiar cada candidato a detalhar as propostas e mostrar o que os diferencia dos demais. Além disso, a inclusão da sociedade nos debates políticos seria capaz de contribuir com a efetividade das ações governamentais, afinal, não há maiores conhecedores dos problemas que a população sofre do que a própria população.

Todos sabemos que o Brasil precisa melhorar a educação, a saúde, a economia, enfim, a qualidade de vida, etc. O que não sabemos é como os nossos governantes pretendem fazer isso. É preciso que os debates eleitorais sejam mais bem aproveitados e sirvam para ajudar a população a tirar dúvidas e fazer a melhor escolha, e não sirvam apenas para ocupar um espaço na televisão, internet ou rádio.

Da mesma forma, talvez seja preciso repensar o horário de propaganda eleitoral para que ele tenha o mesmo objetivo. O povo brasileiro não precisa ver super produções dos candidatos. O que os eleitores precisam é ver projetos de governos realistas e que, de fato, pensem em melhorar a vida da população. E que depois de eleitos, os governantes demonstrem o comprometimento em cumprir aquilo que foi prometido antes.

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Vamos falar sobre os brasileiros presos?

Janguiê Diniz, | qui, 07/08/2014 - 09:41
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O Brasil está no pódio de mais um índice mundial. Entretanto, dessa vez não é um dado positivo. Nosso país passou a ter a terceira maior população carcerária do mundo, segundo dados do Centro Internacional de Estudos Prisionais - ICPS, de Londres. De acordo com o relatório, o número de presos do nosso sistema carcerário é de 715.655. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, que têm 2.228.424 presos, e, na segunda posição, aparece a China, com 1.701.344 detentos. 

Não é novidade que a criminalidade brasileira é um problema sério e a discussão sobre o esse tema se mostra cada vez mais necessária. Infelizmente, hoje, o sistema carcerário brasileiro não reeduca ninguém e, por isso, os índices de reincidência ainda são altíssimos. Estima-se que as cadeias brasileiras tenham quase 200 mil detentos a mais que a sua capacidade e 44% dos detentos - 217 mil – ainda aguardam julgamento.

Se a eficiência da segurança pública nacional estivesse diretamente ligada ao número de pessoas presas, certamente o terceiro lugar entre os países que mais prendem seus cidadãos poderia ser motivo de orgulho. No entanto, a clara lentidão do sistema judiciário brasileiro, seja pelo excesso de processos ou por outro motivo, é um dos grandes problemas do nosso sistema prisional. A maioria desses 217 mil detentos pode esperar “meses ou até anos” para ser julgado e muito deles, durante esse período, nem sabem o status dos seus processos.

É necessário lembrar que não é possível comparar o Brasil com os outros dois “companheiros” de pódio. Apesar de estarem na primeira posição quando se fala em população carcerária, os Estados Unidos ocupam o 3º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, ou seja, são uma sociedade com alta qualidade de vida, altos índices de educação, possuem um sistema de saúde eficiente e uma economia forte, enquanto o Brasil, no mesmo ranking, ocupa apenas a 85ª posição. 

E qual seria a solução para diminuir esse número? Inicialmente, deve-se diminuir o índice de presos provisórios no país. Atualmente, esse número representa mais de 40% da população carcerária, segundo estatística do Conselho Nacional de Justiça. Além disso, partindo da premissa de que o princípio da presunção de inocência está previsto na Constituição Federal, é imperativo reconhecer que parte desses prisioneiros não deveria estar atrás das grades. Há uma parcela da população prisional que poderia responder ao processo em liberdade.

Entretanto, de nada adiantará tomar medidas, como as já citadas, se não houver um trabalho junto à população com a diminuição  da desigualdade social através da educação, saúde, infraestrutura. Essas ações possibilitarão a diminuição da criminalidade e, consequentemente, da população carcerária.

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Um avião, um míssil, 298 mortes

Janguiê Diniz, | qui, 31/07/2014 - 10:39
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Pela segunda vez a Malaysia Airlines esteve, negativamente, nas notícias mundiais. Depois do desaparecimento de uma de suas aeronaves, que até agora não foi oficialmente localizada, um Boeing 777 da empresa caiu com 298 pessoas na Ucrânia. No entanto, desta vez não houve tempestade, erro humano ou falha mecânica. O voo MH17 teria sido abatido pelas forças separatistas pró-Rússia.

A Malaysia Airlines informou que o último contato com o voo MH17, que partiu de Amsterdã em direção a Kuala Lampur, na Malásia, teria sido feito sobre o espaço aéreo ucraniano. E então, surgem as perguntas: Foi mesmo um míssil que derrubou o avião? Quem teria disparado e por que? Que tipo de míssil pode derrubar um avião que estava a mais de 10 mil metros de altitude?

Evidências levantadas pelos Estados Unidos apontam que sim, foi mesmo um míssil que derrubou o avião. As informações vieram com base nos sistemas de radar americanos, que afirmaram que um sistema de míssil do tipo terra-ar foi disparado contra a aeronave. Os EUA também explicaram que provavelmente foi utilizado um míssil com sistema Buk, fabricado pela russa Almaz-Antey e que possui capacidade de abater alvos entre 3 e 25 km de altitude. Ao menos 15 países usam o sistema, entre eles a Ucrânia e a Rússia.

A Rússia se defendeu das acusações afirmando que um avião de caça ucraniano estava a uma distância de 3 a 5 km do Boeing da Malaysia Airlines pouco antes da queda do avião. Ainda de acordo com as forças russas, o caça ucraniano era do modelo Su-25, que pode chegar a uma altitude de 10 mil metros e dispõe de mísseis terra-ar que podem disparar a até 12 km e garantir a destruição de um alvo a até 5 km.

Vale ressaltar que os veículos lançadores desses tipos de mísseis são muito caros e complexos. O Brasil e nenhum país na América Latina, por exemplo, possui tais equipamentos ou artilharia antiaérea com capacidade de abater, a partir do solo, alvos na altura em que estava o avião da Malaysia Airlines.

O que de fato aconteceu é que 298 pessoas inocentes, em sua maioria holandeses, e cientistas pesquisadores do vírus da AIDS,  foram assassinados. Além disso, a dimensão do desastre poderá resultar em uma decisiva pressão internacional para resolver a crise entre Rússia e Ucrânia, que já resultou em centenas de mortes desde que manifestantes derrubaram o presidente ucraniano apoiado por Moscou, em fevereiro.

A Holanda já abriu investigação relacionada ao voo MH-17 sobre suspeitas de crimes de guerra, assassinatos e abate intencional de um avião de passageiros. E não apenas a Holanda exige explicações, mas o mundo. E, caso isso não aconteça, é provável que ambos os países acabem sofrendo sanções políticas e econômicas.

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