Janguiê Diniz

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O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

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69 anos da bomba atômica

Janguiê Diniz, | seg, 25/08/2014 - 12:46
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O ano era 1945 e acontecia a Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de agosto, Hiroshima, cidade do Oeste do Japão, foi atingida pela primeira bomba atômica da história. Cerca de 140 mil pessoas morreram na hora ou, pela exposição à radiação causada pela bomba. Três dias depois, uma nova bomba atômica atingiria a cidade de Nagasaki e mataria cerca de 75 mil pessoas.

Os resultados desses episódios todos conhecem: o Japão se rendeu e a guerra acabou. No entanto, as consequências daquela tragédia são sentidas até hoje, devido à radiação que ainda é sentida nas cidades e que passaram de geração em geração através dos caracteres hereditários.

Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento e os Estados Unidos jamais pediram desculpas pelo uso dessas bombas e nenhum presidente em exercício do país visitou as duas cidades japonesas. Após os ataques, tanto Hiroshima quanto Nagasaki viraram campos áridos, onde só se via destroços.

Além das consequências estruturais, a explosão de uma bomba atômica tem efeitos devastadores no corpo humano - quem é atingido diretamente pela arma poderá morrer queimado e até evaporar, além de poder ser lançado a metros de distância por causa do impacto térmico. Já aos sobreviventes, a exposição aos componentes de uma bomba pode causar um câncer ósseo, com dores insuportáveis.

A decisão final para a utilização da bomba atômica foi tomada pelo então presidente dos Estados Unidos, Truman. Apesar das críticas, ele assumiu a responsabilidade total pelo ato e justificou que a utilização da bomba atômica acabaria com a guerra muito mais cedo e pouparia muitas vidas, mas não foi isso o que aconteceu. Uma bomba atômica é descontrolada, não tem limites.

Os americanos levaram seis anos e gastaram aproximadamente dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade. Até hoje nascem crianças com problemas genéticos causados pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Depois deles, outros países iniciaram produção de armas nucleares, como a Coreia do Norte, que realizou o primeiro teste nuclear da história do país em 2006 e o segundo em 2009.

A criação da bomba atômica não foi um avanço na produção de armas. Foi uma ação desnecessária, que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses inocentes, deixando um rastro de destruição. Hoje, com discernimento dos impactos e consequências desse tipo de armamento, esperamos que catástrofes como as de 1945 jamais aconteçam.

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Não vamos desistir do Brasil

Janguiê Diniz, | seg, 18/08/2014 - 08:09
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Milhares de pessoas foram ao Palácio do Campo das Princesas para se despedir do ex-governador Eduardo Campos. Em cada rosto era possível ver expressões abatidas, consternação, incredulidade e lágrimas. A relação de Eduardo Campos com o povo pernambucano fez da tragédia em Santos um luto coletivo. Arrisco-me a dizer que este luto ultrapassou os limites de Pernambuco e se fez no Brasil inteiro.

Eduardo Campos não foi um simples político. Ele tinha sensibilidade e entendia as necessidades do povo. Em seus governos, Campos apoiou a educação, o esporte, a cultura. Talvez seja difícil para quem não é pernambucano entender o significado de Campos para o nosso Estado.

Alvirrubro e amante do futebol como boa parte dos brasileiros, Eduardo apoiou o Sport na conquista da Copa do Brasil e o recebeu o Santa Cruz, campeão pernambucano. Foi dele a criação do programa Bolsa-Atleta – que incentiva atletas olímpicos – e a retomada do programa Todos com a Nota. Dele também as articulações e a candidatura de Pernambuco na Copa do Mundo e na Copa das Confederações.

Pequenas cidades do interior também receberam a atenção de Eduardo - receberam investimentos em escolas, hospitais e quadras esportivas. Vale lembrar que seu avó, Miguel Arraes, ainda hoje é ovacionado pelos sertanejos por suas atenção durante sua trajetória política - o programa Chapéu de palha, que empregava canavieiros, no período de entressafra, na construção de pequenas obras públicas, até hoje continua em execução.

Desde sua participação como secretário de governo no mandato de seu avô ou como deputado federal, quando criou e assumiu a presidência da Frente Parlamentar de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, Eduardo sempre incentivou a cultura. Como governador de Pernambuco, ele consolidou o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), que beneficiou a produção cinematográfica pernambucana. Eduardo compreendia a importância da cultura pernambucana, inclusive nomeando o mestre Ariano Suassuna para a pasta durante seu governo.

Como político, Eduardo Campos era conhecido pela sua competência gerencial e pelo uso do diálogo como uma ferramenta dentro das suas relações político-partidárias. Com Campos, Pernambuco teve avanços significativos nas áreas de segurança, educação, saúde e na geração de empregos. Eduardo era um político diferente, com chances reais de ser presidente da república, se não nesta eleição, na de 2018.

A última entrevista concedida por Campos foi ao Jornal Nacional, da rede Globo. Na ocasião, a equipe do programa pesquisou sobre envolvimento dele em atos de corrupção e não encontrou nada. O seu carisma e sua forte presença política eram as qualidades que certamente levariam ao crescimento da candidatura. Eduardo Campos representava, para milhões de brasileiros, a esperança de um novo tempo na política brasileira.

Sua história enriqueceu a nossa vida política, pelo exemplo de honradez, dignidade e espírito público. E, em meio às homenagens do nosso povo a Eduardo, uma frase marcou o sentimento dos pernambucanos: “Eduardo Campos, o único presidente do Brasil que não foi eleito”.

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Eduardo Campos: o Brasil de luto

Janguiê Diniz, | qui, 14/08/2014 - 09:15
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Mais uma tragédia leva, repentinamente, um grande nome brasileiro. Desta vez Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da república. Um político jovem e competente, um marido e pai exemplar, um homem de família e repleto de sonhos, ideais e uma vontade enorme de mudar o Brasil. Em um momento em que o nosso País precisa de novos representantes políticos, com novas ideias e estratégias, perdemos um dos melhores representantes.

Tive a oportunidade de me tornar um amigo pessoal de Eduardo Campos, de trocar ideias com ele, de conhecer seu caráter e compartilhar seus sonhos. Ele não era um político qualquer. Neto de Miguel Arraes, também ex-governador de Pernambuco, ele aprendeu desde cedo a viver e conviver com a política.

Eduardo Campos acreditava na boa política e sonhava em melhorar a vida do povo brasileiro. Conseguiu isso em Pernambuco, quando, durante os quase 8 anos em que esteve no governo do Estado, nos colocou entre os estados que mais cresciam no País. Crescendo, inclusive, mais do que o próprio Brasil.

Foi em 2006 que Eduardo se candidatou pela primeira vez ao governo do Estado e venceu. Governou para todos, escutando a população e firmando parcerias entre órgãos públicos e privados. O resultado foi uma reeleição como o governador mais bem votado do Brasil: mais de 80% dos votos válidos e a vitória no primeiro turno.

Aqueles que conviveram com Eduardo Campos puderam conhecer um homem que, em todos os aspectos, sempre valorizou o diálogo, a humildade e a integridade. Que nas ruas era abordado e parava para conversar com a população, um homem público, simples e digno. Na política, Eduardo prezava por uma campanha limpa, sem agressões, e uma gestão comprometida com a solução dos problemas do Brasil.

Eduardo via a educação como forma de mudar o Brasil, queria erradicar o analfabetismo e garantir que pobres e ricos tivessem as mesmas oportunidades de estudos. Era um socialista com ideias concisas e visão de futuro, um homem de personalidade forte e à frente de seu tempo.

E se em entrevista ao Jornal Nacional, Eduardo finalizou dizendo: “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa. Para isso, é preciso ter a coragem de mudar, de fazer diferente”. Que sua vida e sua trajetória sirvam de exemplo e que suas ideias fiquem como legado para construirmos um Brasil melhor.

Vai em paz, meu amigo. E mesmo nos deixando tão bruscamente e ainda jovem, saiba que você fez a diferença.

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Por que acompanhar os debates políticos?

Janguiê Diniz, | ter, 12/08/2014 - 12:26
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Este ano teremos eleições presidenciais e estaduais. Com a proximidade da data, as discussões políticas crescem, principalmente nas redes sociais, onde a velocidade da comunicação se torna crucial nos debates, e em outros setores, que incluem rádio e televisão, aumenta o número de debates entre os candidatos.

Os debates fazem parte das eleições, no entanto, esses mesmos debates têm se tornado apenas uma ação sem muita novidade, coordenado pelos marqueteiros e partidos políticos, que não tem tido influência nas urnas e que não atrai a atenção dos eleitores. Será que essa mudança no perfil dos debates seria resultado do medo dos candidatos em se expor?

Os debates eleitorais são uma ótima oportunidade para os candidatos apresentarem suas propostas. Mas, não as mesmas propostas que estamos acostumados a ouvir. Para os eleitores, é preciso que os debates se tornem encontros proveitosos e autênticos. Nós, eleitores, poderíamos votar mais esclarecidos se cobrássemos o detalhamento das propostas durante a campanha e os debates eleitorais.

Muitos não sabem, mas, ao registrarem as candidaturas, os concorrentes aos cargos de governador e presidente da República protocolaram, na Justiça Eleitoral, seus programas de governo. Entretanto, a maior parte dos eleitores não lê esses documentos e, consequentemente, desconhece o plano de governo dos eleitos.

Por sua vez, os debates na televisão deveriam concentrar-se nas promessas de campanha e desafiar cada candidato a detalhar as propostas e mostrar o que os diferencia dos demais. Além disso, a inclusão da sociedade nos debates políticos seria capaz de contribuir com a efetividade das ações governamentais, afinal, não há maiores conhecedores dos problemas que a população sofre do que a própria população.

Todos sabemos que o Brasil precisa melhorar a educação, a saúde, a economia, enfim, a qualidade de vida, etc. O que não sabemos é como os nossos governantes pretendem fazer isso. É preciso que os debates eleitorais sejam mais bem aproveitados e sirvam para ajudar a população a tirar dúvidas e fazer a melhor escolha, e não sirvam apenas para ocupar um espaço na televisão, internet ou rádio.

Da mesma forma, talvez seja preciso repensar o horário de propaganda eleitoral para que ele tenha o mesmo objetivo. O povo brasileiro não precisa ver super produções dos candidatos. O que os eleitores precisam é ver projetos de governos realistas e que, de fato, pensem em melhorar a vida da população. E que depois de eleitos, os governantes demonstrem o comprometimento em cumprir aquilo que foi prometido antes.

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Vamos falar sobre os brasileiros presos?

Janguiê Diniz, | qui, 07/08/2014 - 09:41
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O Brasil está no pódio de mais um índice mundial. Entretanto, dessa vez não é um dado positivo. Nosso país passou a ter a terceira maior população carcerária do mundo, segundo dados do Centro Internacional de Estudos Prisionais - ICPS, de Londres. De acordo com o relatório, o número de presos do nosso sistema carcerário é de 715.655. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, que têm 2.228.424 presos, e, na segunda posição, aparece a China, com 1.701.344 detentos. 

Não é novidade que a criminalidade brasileira é um problema sério e a discussão sobre o esse tema se mostra cada vez mais necessária. Infelizmente, hoje, o sistema carcerário brasileiro não reeduca ninguém e, por isso, os índices de reincidência ainda são altíssimos. Estima-se que as cadeias brasileiras tenham quase 200 mil detentos a mais que a sua capacidade e 44% dos detentos - 217 mil – ainda aguardam julgamento.

Se a eficiência da segurança pública nacional estivesse diretamente ligada ao número de pessoas presas, certamente o terceiro lugar entre os países que mais prendem seus cidadãos poderia ser motivo de orgulho. No entanto, a clara lentidão do sistema judiciário brasileiro, seja pelo excesso de processos ou por outro motivo, é um dos grandes problemas do nosso sistema prisional. A maioria desses 217 mil detentos pode esperar “meses ou até anos” para ser julgado e muito deles, durante esse período, nem sabem o status dos seus processos.

É necessário lembrar que não é possível comparar o Brasil com os outros dois “companheiros” de pódio. Apesar de estarem na primeira posição quando se fala em população carcerária, os Estados Unidos ocupam o 3º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, ou seja, são uma sociedade com alta qualidade de vida, altos índices de educação, possuem um sistema de saúde eficiente e uma economia forte, enquanto o Brasil, no mesmo ranking, ocupa apenas a 85ª posição. 

E qual seria a solução para diminuir esse número? Inicialmente, deve-se diminuir o índice de presos provisórios no país. Atualmente, esse número representa mais de 40% da população carcerária, segundo estatística do Conselho Nacional de Justiça. Além disso, partindo da premissa de que o princípio da presunção de inocência está previsto na Constituição Federal, é imperativo reconhecer que parte desses prisioneiros não deveria estar atrás das grades. Há uma parcela da população prisional que poderia responder ao processo em liberdade.

Entretanto, de nada adiantará tomar medidas, como as já citadas, se não houver um trabalho junto à população com a diminuição  da desigualdade social através da educação, saúde, infraestrutura. Essas ações possibilitarão a diminuição da criminalidade e, consequentemente, da população carcerária.

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Um avião, um míssil, 298 mortes

Janguiê Diniz, | qui, 31/07/2014 - 10:39
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Pela segunda vez a Malaysia Airlines esteve, negativamente, nas notícias mundiais. Depois do desaparecimento de uma de suas aeronaves, que até agora não foi oficialmente localizada, um Boeing 777 da empresa caiu com 298 pessoas na Ucrânia. No entanto, desta vez não houve tempestade, erro humano ou falha mecânica. O voo MH17 teria sido abatido pelas forças separatistas pró-Rússia.

A Malaysia Airlines informou que o último contato com o voo MH17, que partiu de Amsterdã em direção a Kuala Lampur, na Malásia, teria sido feito sobre o espaço aéreo ucraniano. E então, surgem as perguntas: Foi mesmo um míssil que derrubou o avião? Quem teria disparado e por que? Que tipo de míssil pode derrubar um avião que estava a mais de 10 mil metros de altitude?

Evidências levantadas pelos Estados Unidos apontam que sim, foi mesmo um míssil que derrubou o avião. As informações vieram com base nos sistemas de radar americanos, que afirmaram que um sistema de míssil do tipo terra-ar foi disparado contra a aeronave. Os EUA também explicaram que provavelmente foi utilizado um míssil com sistema Buk, fabricado pela russa Almaz-Antey e que possui capacidade de abater alvos entre 3 e 25 km de altitude. Ao menos 15 países usam o sistema, entre eles a Ucrânia e a Rússia.

A Rússia se defendeu das acusações afirmando que um avião de caça ucraniano estava a uma distância de 3 a 5 km do Boeing da Malaysia Airlines pouco antes da queda do avião. Ainda de acordo com as forças russas, o caça ucraniano era do modelo Su-25, que pode chegar a uma altitude de 10 mil metros e dispõe de mísseis terra-ar que podem disparar a até 12 km e garantir a destruição de um alvo a até 5 km.

Vale ressaltar que os veículos lançadores desses tipos de mísseis são muito caros e complexos. O Brasil e nenhum país na América Latina, por exemplo, possui tais equipamentos ou artilharia antiaérea com capacidade de abater, a partir do solo, alvos na altura em que estava o avião da Malaysia Airlines.

O que de fato aconteceu é que 298 pessoas inocentes, em sua maioria holandeses, e cientistas pesquisadores do vírus da AIDS,  foram assassinados. Além disso, a dimensão do desastre poderá resultar em uma decisiva pressão internacional para resolver a crise entre Rússia e Ucrânia, que já resultou em centenas de mortes desde que manifestantes derrubaram o presidente ucraniano apoiado por Moscou, em fevereiro.

A Holanda já abriu investigação relacionada ao voo MH-17 sobre suspeitas de crimes de guerra, assassinatos e abate intencional de um avião de passageiros. E não apenas a Holanda exige explicações, mas o mundo. E, caso isso não aconteça, é provável que ambos os países acabem sofrendo sanções políticas e econômicas.

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Oxente, Caetana!

Janguiê Diniz, | seg, 28/07/2014 - 17:00
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“Não troco o meu ‘oxente’ pelo ‘ok’ de ninguém!”

Era assim que Ariano Suassuna, o velho contador de histórias do sertão e ideólogo cultural brasileiro, manifestava sua defesa pela cultura do Nordeste. Contra a invasão da indústria cultural norte-americana, criticou Madonna, Michael Jackson, bem como o movimento tropicalista. No governo Miguel Arraes, quando secretário de Cultura, foi um ferrenho opositor do maracatu eletrônico e do movimento manguebeat.

Ariano via a guitarra como um instrumento da cultura americana. Sua defesa da cultura nacional, algumas vezes lhe rendeu o rótulo de xenófobo. Como idealista, sabia que era preciso radicalizar. Não aceitava a influência de outras culturas. Mas, acima de tudo, era um artista sensível e sabia apreciar todas as formas de expressão das artes. Prova disso foi sua presença no velório de Chico Science, a quem se referia jocosamente como “Chico Ciência”, e suas lágrimas na beira do caixão. Um homem sem rancores. O que lhe movia era o ideal, a paixão visceral pelo povo e pela cultura brasileira.

Como dramaturgo, poeta, escritor e artista plástico nunca traiu a cultura popular. Nem a língua portuguesa. Aproximou o erudito do popular ao criar o Movimento Armorial. No cordel, em xilogravuras, em poemas, em suas “aulas-espetáculos” - misto de palestra, concerto e balé - uniu o erudito a graça picaresca do popular. Lembro-me do Quinteto Armorial, um grupo musical idealizado por ele, cujas composições eram criadas a partir do ritmo, da melodia e do fraseado popular com acabamento e refinamento erudito. Uma pena que acabou!

A danada da onça Caetana, presente em sua obra representando a morte, na mitologia do Sertão, deve ter tomado uma bronca homérica de Ariano. Poderia ter lhe dado mais tempo para terminar sua obra. Ele não gostava dela. Em sua mais conhecida obra, O Auto da Compadecida, Ariano escreveu: “Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre”.

Se pudéssemos dar voz a seus personagens, em especial a João Grilo e Chicó, com certeza diriam que Ariano criou o conceito do orgulho de ser nordestino. E, se lhes perguntássemos o porquê, talvez repetissem uma das famosas frases de Ariano: “Não sei, só sei que foi assim”. 

Caetana levou Ariano Vilar Suassuna. Cabra valente, poeta entendedor do Brasil e profundo defensor de nossa riqueza cultural. Mesmo sabendo que a morte é o nosso único destino, é difícil aceitar que não teremos mais novas obras do Mestre Ariano para apreciar. Resta-nos fazer com que os nossos filhos e netos conheçam, através do teatro, dos livros e dos vídeos, a vasta obra e o trabalho de Ariano Suassuna. O Brasil ficou mais pobre e mais triste.

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A morte do Mestre

Janguiê Diniz, | qui, 24/07/2014 - 12:31
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Um paraibano que veio para o Recife em 1942 e construiu em Pernambuco sua vida. Formado em Direito, dramaturgo, escritor, romancista, poeta, ensaísta, político, fundador do Teatro Popular do Nordeste, membro fundador do Conselho Federal de Cultura, criador do “Movimento Armorial”, ocupante da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras e membro da Academia Pernambucana e Paraibana de Letras, Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Universidade Federal do Ceará e torcedor fanático do Sport Club do Recife. Esse era apenas uma parte do nosso mestre Ariano Vilar Suassuna, que deixa nossa cultura órfã e mais triste após sua morte.

Ariano possuía as mais extraordinárias qualidades de homem de letras e de intelectual no melhor sentido da palavra. E se “o otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”, pode parecer clichê, mas, em um mês que perdemos João Ubaldo, Ivan Junqueira e Ariano, nos resta acreditar que as próximas geração poderão desfrutar de tanta genialidade na imortalidade de suas obras. 

Foi o “Auto da Compadecida”, em 1955, que projetou Ariano pelo Brasil. Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de teatro de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema. Como esquecer as confusões de João Grilo e Chicó? E mais ainda: como esquecer a personalidade forte de Ariano, que dizia ter antipatia ao tipo de arte massificada, vinda de fora, que o povo precisava “engolir”.

Suassuna era defensor da cultura popular. E isso ficou ainda mais evidente quando, em 1970, ele reuniu inúmeros artistas pernambucanos em torno da ideia de misturar música, artes cênicas, literatura, artes plásticas e cinema com a cultura popular. Dando origem ao que ele batizou como “Movimento Armorial”. Para esclarecer, armorial significa a coleção de insígnias de um povo, ou seja, a essência, as características populares.

Ariano tinha o dom de contar histórias. Tinha o dom de mesclar o erudito com o popular e talvez por isso tenha conquistado uma multidão de fãs e admiradores que lotavam suas aulas-espetáculos por todo o Brasil. Seu bom humor era admirável... Poucos eram capazes de fazer piadas com a própria desgraça, como ele fazia, mas sem utilizar do humor negro característico de humoristas.

Como bom nordestino, ele fazia questão de ressaltar que não trocava o seu "oxente" pelo "ok" de ninguém! E como bom paraibano, dizia que não gostava da ideia de ter 'medo de morrer'. Mais ia mais além, não gostava de confessar que tinha medo. E como em um trecho de sua mais famosa obra, Ariano “cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre” (O Auto da Compadecida).

Palmas para o gênio Ariano Suassuna! Devemos agradecer por sua arte, por ter nos divertido por tantos anos e ao mesmo tempo, por ter nos ensinado tanto. Não há dúvidas que seu talento e suas histórias nunca serão esquecidas.

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O PNE e o ensino superior

Janguiê Diniz, | qua, 23/07/2014 - 11:23
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Em junho foi sancionado o Plano Nacional de Educação (PNE). A lei, que tramitou no Congresso Nacional durante quatro anos, estabelece 20 metas para a educação do País que devem ser cumpridas até 2023. Entre elas está a ampliação do acesso desde a educação infantil até o ensino superior, além da melhoraria da qualidade de ensino para que os estudantes atinjam o nível de conhecimento esperado para cada idade.

Antes da aprovação do PNE, a porcentagem do investimento público em educação, era de 5,3% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. Com o PNE, a meta é que, até o2023, o país passe a investir o equivalente a 10% do PIB em educação. Esse número significa um total de R$ 50 bilhões investidos anualmente em educação e quase o dobro do que era investido.

O ensino superior faz parte da meta número 12 do Plano que propõe elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento público. De acordo com o Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de jovens que chegaram ao ensino superior no País está em crescimento desde 1995, quando a porcentagem era de 5,9%. Em 2011, subiu para 14,9%.

Entretanto, não serão apenas as instituições públicas que receberão incentivos. A educação privada também está incluída nos investimentos uma vez que o PNE estabelece o aumento de matrículas no ensino superior e a ampliação de programas como o Fies e o ProUni. Junto com a ampliação de vaga para o ensino superior público e privado, a meta 13 do PNE propõe a elevação da qualidade da educação superior e ampliação da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício, garantindo que pelo menos 75% dos professores da educação superior sejam mestres e 35%, doutores.

A ampliação na formação de mestres e doutores será resultado da ampliação das matrículas na pós-graduação stricto sensu, para atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. As estratégias propostas pelo PNE para qualificar esse setor da educação consistem, principalmente, em processos contínuos de avaliação. 

O Plano Nacional de Educação é uma conquista para o Brasil. É preciso investir na educação para a qualificação dos trabalhadores, o que resulta no desenvolvimento socioeconômico do País. No entanto, além de pensar apenas na ampliação das vagas, é preciso levar em conta a qualidade do ensino. É preciso avaliar a infraestrutura das faculdades e universidades, bem como das bibliotecas, salas de aula, etc. Caso contrário, todo o investimento poderá ser em vão.

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