Edmar Lyra

Edmar Lyra

Coluna Diária

Perfil:Bacharel em Administração de Empresas e Jornalista profissional, é colunista do jornal Gazeta Nossa da Região Metropolitana do Recife e do jornal Folha do Pajeú do Sertão do Pajeú

Os Blogs Parceiros e Colunistas do Portal LeiaJa.com são formados por autores convidados pelo domínio notável das mais diversas áreas de conhecimento. Todos as publicações são de inteira responsabilidade de seus autores, da mesma forma que os comentários feitos pelos internautas.

Poucas mudanças ocorrerão para as eleições de 2018

Edmar Lyraqua, 20/09/2017 - 09:57

A Câmara dos Deputados sepultou ontem de uma vez por todas a possibilidade de o sistema eleitoral chamado de distritão ser utilizado para as eleições de 2018 ou de 2022. Faltou um consenso sobre o tema porque os deputados tiveram medo do desconhecido. Faltando menos de um ano para as eleições do ano que vem, ninguém sabia como seria o comportamento do eleitor diante de todos os escândalos e num novo sistema eleitoral e por isso preferiram jogar o jogo que já conhecem.

Com o distritão sepultado, só existem três mudanças factíveis no nosso sistema eleitoral, que é o fim das coligações proporcionais, a cláusula de barreira e o financiamento público de campanha. O fim das coligações, que já se configuraria num grande avanço, já é visto como algo que só ocorrerá nas eleições de 2022. Porém, há uma forte possibilidade de o próprio TSE decidir o que o Congresso tem sido incapaz de legislar, e vetar as coligações já para 2018.

Viabilizando o fim das coligações, teríamos um fenômeno muito parecido com o bipartidarismo, onde dificilmente algum deputado disputaria por partidos pequenos. Em Pernambuco há a expectativa de que para deputado estadual somente PSB, PMDB, PTB, PSDB, PP, PT, PDT, PSD e PSC seriam atrativos para candidatos, uma vez que possuem chapa para atingir o quociente eleitoral e condições de eleger bancadas representativas. Já partidos como PSOL, PRB, PSL, Podemos, PR, PPS, DEM, PRTB, PHS e PEN dificilmente atingiriam quociente e elegeriam ao menos um deputado.

No caso de federal, a situação é ainda mais complexa, apenas PSB, PMDB e PTB teriam condições de sozinhos eleger deputados federais, os demais com muita dificuldade elegeriam um parlamentar, como é o caso de PSD, Solidariedade, PDT, Democratas e Podemos, que têm cada um apenas um deputado com votações abaixo do quociente eleitoral.

Esse movimento por si só praticamente dizima os partidos pequenos, uma vez que não haverá a atratividade de outrora. Como se não bastasse a cláusula de barreira serviria para reduzir drasticamente a quantidade de siglas com acesso a fundo partidário e tempo de televisão. Por fim o financiamento público, que é a joia da coroa dos políticos, que querem que o contribuinte agora seja responsável por bancar as suas eleições. Os políticos, como sempre, seguem legislando em causa própria de olho apenas no próximo mandato em detrimento do futuro do país, da democracia e da boa representatividade.

Contraponto - Com os prefeitos de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira e do Cabo de Santo Agostinho Lula Cabral cada vez mais próximos de Fernando Bezerra Coelho, setores do Palácio defendem alinhamento com o ex-prefeito das duas cidades Elias Gomes, atualmente no PSDB mas de malas prontas para sair. Elias seria o contraponto ideal para Paulo Câmara num contingente de 600 mil eleitores.

Confusão - Pouca gente ficou sabendo mas na homenagem aos 70 anos do PSB realizada no mês passado na Alepe, Edson Barbosa e Diego Brandy, que trabalharam nas campanhas de Eduardo Campos, quase foram as vias sem fato na solenidade. O problema só não foi maior porque a turma do deixa disso segurou.

Marcação cerrada - O PSB vem monitorando os movimentos do senador Fernando Bezerra Coelho e fazendo o contraponto imediato. Na semana passada ele recebeu a visita do prefeito de Olinda Professor Lupércio, depois Sileno Guedes foi ao prefeito fechar a participação do PSB no governo dele em Olinda. Ontem Lula Cabral recebeu a visita de Felipe Carreras, Fred Amâncio e Iran Costa após receber Fernando em seu gabinete.

Hepta - O Náutico já não pode mais se vangloriar do hexacampeonato da década de 1960. Seu torcedor mais ilustre, o ex-presidente Lula, roubou-lhe o posto e virou hepta-réu ontem. Desta vez Lula será investigado por ter atuado na venda de uma medida provisória para beneficiar as montadoras de automóveis no Brasil.

RÁPIDAS

Prioridade - O senador Fernando Bezerra Coelho, pré-candidato a governador, estabeleceu como meta fazer do ministro de Minas e Energia Fernando Filho um deputado federal mais votado do que João Campos, herdeiro de Eduardo e candidato preferencial do Palácio do Campo das Princesas em 2018.

Resolvido - Na Alepe, inclusive entre deputados do PSB, a maioria considera a situação do PMDB como caso resolvido. Jarbas Vasconcelos e Raul Henry não conseguirão reverter a mudança de comando do diretório estadual junto ao diretório nacional e precisarão tomar uma decisão imediata quanto ao caminho que será trilhado a partir de então.

Inocente quer saber - Quantos votos João Campos terá para deputado federal em 2018?


O Palácio subestimou adversários

Edmar Lyraqua, 06/09/2017 - 09:12

Vieram do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe Edson Vieira (PSDB) até agora as críticas mais contundentes ao Palácio do Campo das Princesas. Durante entrevista na sua região, o gestor afirmou que se Eduardo Campos estivesse vivo não estaria havendo debandada da Frente Popular como a que está ocorrendo, e que o Palácio subestimou os adversários. Edson elenca uma série de equívocos de ordem política cometidos pelo Palácio do Campo das Princesas, dentre eles o fato de não ofertar espaço ao senador Fernando Bezerra Coelho no secretariado de Paulo Câmara, tendo ambos sido eleitos na mesma chapa, que ocorreu antes de o governo começar.

Na eleição da mesa diretora da Alepe em fevereiro de 2015, o Palácio permitiu que o PSB se movimentasse no sentido de lançar um candidato a presidente contra Guilherme Uchoa, mas esqueceu de combinar com a Casa Joaquim Nabuco. Terminou que o partido sequer lançou um nome a presidente, mas em vez de emplacar o primeiro-secretário numa construção com toda a Casa, preferiu colocar Lula Cabral numa fria, lançando-o candidato sem dialogar com ninguém. Guilherme não só foi reeleito como ajudou a eleger Diogo Moraes, tendo Lula Cabral recebido apenas 15 votos. O desgaste não foi de Lula, mas sim de um governo que estava apenas começando e tinha que emplacar seu indicado para demonstrar força. Como não conseguiu, a fragilidade ficou latente.

Na eleição de Caruaru, o Palácio entregou o comando do PSB a Raquel Lyra, mas depois decidiu tomar da filha do ex-governador, que acabou saindo do partido para disputar a prefeitura pelo PSDB. Em vez de bancar Raquel e dividir o bônus de uma vitória, o Palácio preferiu inventar a roda com a candidatura natimorta de Jorge Gomes. No fim das contas, não agradou Raquel, a vitoriosa, não agradou Jorge e José Queiroz, nem Tony Gel, candidato apoiado pelo PSB no segundo turno.

No episódio da indicação de Fernando Filho para o ministério de Minas e Energia, em vez de o Palácio dividir o bônus da indicação, pois o PSB havia apoiado o impeachment e seria absolutamente natural ter um ministro na Esplanada, preferiu tentar melar o nome de Fernando Filho, sem sucesso. No fim das contas saiu novamente fragilizado do processo e ganhou a antipatia de Michel Temer, sobretudo após deixar Danilo Cabral falar o que bem entender na Câmara, quando todo mundo sabe que ele é o porta-voz do governador. O Palácio novamente deixou de fazer a conta que não dá pra brigar com a União. A rebeldia de Danilo custou um financiamento do BNDES para o estado na ordem de R$ 600 milhões, que já poderia ter saído se relação fosse amistosa.

No caso da eleição do Recife, o governador quis antecipar a disputa de 2018, cobrando os cargos de PSDB e DEM no governo porque lançaram Daniel Coelho e Priscila Krause. Quando todo mundo sabia que o eleitorado deles jamais votaria no PT. Então seria legítima a postulação de ambos. A pedida dos cargos se deu exatamente no momento em que Bruno Araújo assumia o ministério das Cidades e Mendonça Filho o da Educação, gerando mágoas e insatisfações dos ex-aliados.

Esses são pequenos detalhes que juntos criam um enredo complexo para a reeleição do governador Paulo Câmara, que poderia ter uma reeleição tranquila se tivesse tratado com o respeito devido todos esses atores. Quando optou pelo enfrentamento, o governador estava subestimando a capacidade dessa turma de fazer política, suas atitudes deram o alimento necessário para que eles se juntassem e fizessem uma ampla frente para tentar derrotar a hegemonia do PSB no ano que vem. O governador complicou o que estava líquido e certo para ser a favor dele. Coisas da política, ou melhor, da falta dela.

Blitz - A Câmara Municipal de Olinda inicia uma fiscalização nos postos de saúde, nesta quarta-feira, com objetivo de elaborar um relatório de situação que será entregue aos órgãos de controle externo, Ministério Público e Tribunal de Contas. A decisão foi deliberada pelo presidente Jorge Federal após ouvir denúncias do vereador Ricardo Souza, que é enfermeiro, sobre a falta de vacina, médicos, precariedade das instalações e má qualidade no atendimento à população.

Filiação - O senador Fernando Bezerra Coelho, pré-candidato a governador de Pernambuco, anunciou ontem sua saída do PSB após doze anos na mesma sigla. Ele oficializa sua entrada no PMDB nesta quarta-feira em Brasília na sede do partido. O ato contará com várias lideranças do partido a nível nacional.

Excesso - O deputado Silvio Costa Filho (PRB) criticou, na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembleia Legislativa de Pernambuco o excesso de projetos de lei em regime de urgência enviados pelo Poder Executivo para a Alepe. Segundo o deputado, o volume de projetos em regime de urgência atenta contra a prerrogativa do Poder Legislativo de avaliar, debater e propor alterações nos projetos de lei.

João Doria - Além de Fernando Bezerra Coelho, que deverá disputar o governo de Pernambuco, e Márcio França, vice-governador de São Paulo, o prefeito e presidenciável João Doria está em negociações avançadas para ingressar na sigla. Atualmente filiado ao PSDB, Doria trava uma disputa interna com o governador Geraldo Alckmin pela indicação da candidatura ao Planalto em 2018.

RÁPIDAS

Consulta - O vereador Marco Aurélio (PRTB), primeiro-secretário da Câmara Municipal do Recife, anunciou ontem que está em tramitação na Casa José Mariano uma proposta de consulta popular em 2018 para decidir se as câmeras de videomonitoramento da prefeitura podem multar ou não os veículos que trafegam pela cidade. Se aprovada, será a primeira consulta popular da história do Recife.

Educação - Durante o Encontro Estadual de Conselheiros Municipais, que acontece em Petrolina, no Sertão do Estado, o prefeito da cidade, Miguel Coelho (PSB) teve um encontro com os vereadores do Recife, Renato Antunes (PSC) e Ana Lúcia (PRB). Os parlamentares aproveitaram a ocasião para debater ações de êxito na rede municipal do Recife.

Inocente quer saber - A sinusite proibirá Jarbas Vasconcelos de dar entrevistas hoje sobre a filiação de Fernando Bezerra Coelho ao PMDB?


Situação da chapa do PSB na Alepe não é boa para 2018

Edmar Lyraqua, 30/08/2017 - 09:08

Nas eleições de 2014 o PSB elegeu 15 deputados estaduais dos 26 eleitos pela Frente Popular, fazendo a maior bancada proporcional desde o pluripartidarismo da história. Isso foi fruto de uma articulação do ex-governador Eduardo Campos, que montou a maior frente política de todos os tempos em torno de Paulo Câmara.

Para o ano que vem, o partido tem 13 deputados estaduais no mandato, e receberá Nilton Mota que deixará a secretaria de Agricultura em abril, chegando a 14 parlamentares. Há rumores que Lucas Ramos será candidato a deputado federal, os demais tentarão a reeleição. Com exceção do PSD e do PMDB que sinalizam integrar o chapão da Frente Popular, nenhum outro partido almeja ficar coligado com o PSB. Se considerar Tony Gel, Gustavo Negromonte e Ricardo Costa do PMDB, e Rodrigo Novaes, Romário Dias e Joaquim Lira do PSD, serão 19 deputados numa mesma chapa.

Considerando os votos apenas dos deputados de mandato do PSB que tentarão a reeleição, eles atingiram em 2014 700 mil votos, já os deputados do PMDB atingiram 110 mil votos, enquanto os do PSD ficaram com 170 mil votos. Juntos, esses nomes teriam 980 mil votos, considerando a cauda e o voto de legenda, é possível que esta coligação atinja 1,2 milhão de votos. Com isso seriam 13 deputados eleitos.

Com pouca atratividade para outros partidos, este chapão seria uma espécie de chapão da morte, como já é conversado nos bastidores da própria Alepe. Há quem afirme que dos 13 deputados do PSB que tentarão a reeleição, cerca de quatro ou cinco poderão não voltar, o que significaria uma perda de até 40% da sua bancada em 2019.

O grande desafio do PSB será convencer todos os deputados, sobretudo os de menor potencial de votos, a não trocar o partido do governador por uma sigla que seja preciso menos votos para se eleger na janela que será aberta nos próximos meses, pois se o PSB perder sua cauda e até mesmo a chance de coligar com PSD e PMDB como se comenta, a situação poderá ser mais desesperadora ainda para os deputados socialistas.

Segurança - O prefeito de Gravatá Joaquim Neto (PSDB) participou de uma reunião com o secretário de defesa social do estado, Antônio de Pádua Cavalcanti. O encontro foi para buscar apoio para investimentos na área de segurança em Gravatá. "Essa reunião é necessária para mostrar as dificuldades que o município vem enfrentado e estreitar a parceria com ações que visem o fortalecimento do combate à violência da nossa cidade". Afirmou o gestor.

Origem - O movimento da oposição cristalizado na última segunda-feira teve origem no início do governo Paulo Câmara ainda em 2014 na formação do secretariado, quando o senador FBC indicou um nome que não só foi vetado por Paulo Câmara como a comunicação da escolha se deu por WhatsApp. No caso de Mendonça Filho e Bruno Araújo, a pedida dos cargos no momento em que eles foram nomeados ministros por parte do governador tornou a relação insustentável. Se não fossem esses episódios, Mendonça, Bruno e os Coelho considerariam marchar com a reeleição do governador.

Iluminação - Uma nova tecnologia de iluminação está sendo instalada em Ipojuca pela prefeitura municipal. São 320 luminárias de LED. A instalação já foi realizada em dois trechos: um de 3 km na estrada que dá acesso à Praia de Maracaípe, em Porto de Galinhas, e outro de 3,5 km na rodovia PE-60, em Ipojuca. A prefeita Célia Sales participou da solenidade de instalação do sistema de iluminação que representará uma economia de R$ 80 mil/ano.

Plantões extraordinários - A lei que permite médicos, sem vínculo com o Estado, prestarem plantões avulsos na rede estadual está sob investigação do Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco. A procuradora da República Sílvia Lopes já enviou recomendação ao Estado para fazer concurso e abandonar a prática. A investigação no MPF foi aberta a pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO). Sancionada em 30 de junho deste ano, a lei tem forte oposição da classe. O Sindicato dos Médicos chegou a publicar notas de repúdio nos jornais, quando da discussão do projeto de lei.

RÁPIDAS

O filho - Setores do Palácio não acreditam que o senador Fernando Bezerra Coelho terá coragem de ser candidato a governador e por isso avaliam que o candidato será o ministro Fernando Filho. A avaliação continua no sentido que nem Armando Monteiro nem Mendonça Filho aceitariam ceder a cabeça de chapa pra Fernandinho.

Versão - Apesar de o fogo amigo alardear que o deputado André de Paula recebeu a Secid, o Detran e o GRCT de porteira fechada de Paulo Câmara, a informação repassada por um aliado do deputado é de que André absorveu nos três órgãos muita gente que já estava lá desde a gestão anterior e que o espaço do deputado no governo é menor do que muita gente imagina.

Inocente quer saber - Qual foi a avaliação feita pelo Palácio do Campo das Princesas sobre o ato da oposição em Caruaru?


PSB voltará às origens em 2018

Edmar Lyraseg, 28/08/2017 - 11:02

A Frente Popular legou a Pernambuco nomes como Jarbas Vasconcelos, Miguel Arraes, Pelopidas da Silveira e Eduardo Campos, que chegaram ao cargo de prefeito do Recife ou governador de Pernambuco, teve o caso de Arraes e Jarbas que chegaram a ocupar os dois cargos. Jarbas, inclusive, decidiu tomar o caminho da perdição como disse Arraes, quando em 1994 se aliou ao PFL para quatro anos depois chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

Nas eleições de 2012, devido a uma briga sem precedentes no PT, Eduardo sentiu o vácuo político, se afastou do PT, se reaproximou de Jarbas Vasconcelos e conseguiu eleger no primeiro turno Geraldo Julio prefeito do Recife. O afastamento inexorável do PT se materializou em 2013 quando Eduardo decidiu entregar o ministério da Integração Nacional a Dilma Rousseff. A pasta ocupada por Fernando Bezerra Coelho era o sinal claro que Eduardo disputaria mesmo a presidência da República, fato que se confirmou nas eleições de 2014, mas que teve um trágico final.

PSB e PT permaneceram afastados nas eleições de 2014, no primeiro e no segundo turno presidencial, bem como em Pernambuco na eleição de Paulo Câmara, que teve o apoio do PMDB, Democratas, PSDB e PPS, todos da finada União por Pernambuco, contra Armando Monteiro, que recebeu o apoio do PT e do PDT para a disputa. O afastamento permaneceu em 2016, quando Geraldo Julio e João Paulo protagonizaram o segundo turno da disputa pela prefeitura do Recife, vencida por Geraldo.

Esse afastamento foi perdendo força quando, no plano nacional, PT e PSB passaram a convergir opinões contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e mais recentemente a privatização da Eletrobras. Na Alepe já havia ainda no primeiro semestre rumores de conversa do ex-prefeito do Recife João Paulo com o governador Paulo Câmara que poderiam culminar numa aliança.

Nos últimos dias as convergências se mostraram mais latentes, sobretudo com a vinda de Lula a Pernambuco na semana passada, quando ele fez uma visita de cortesia a Renata Campos, que Paulo Câmara fez questão de alardear em suas redes sociais. Ontem, na eleição do diretório estadual todos os discursos, sobretudo os de Geraldo Julio, Carlos Siqueira e Gonzaga Patriota, ácidos contra o governo Temer e até mesmo contra os Coelho, ficou latente que o caminho do PSB para as eleições de 2018 será a aliança com o PT tanto a nível nacional quanto a nível estadual.

Expandindo - Embora as suas principais bases estejam localizadas no Agreste e Zona da Mata, o deputado estadual José Humberto (PTB) aproveitou o final de semana para dar um giro no Sertão do Pajeú, onde conta com o apoio do prefeito de Tuparetama, Sávio Torres (PTB). Lá, o deputado visitou também outros municípios e construiu relações importantes que deverão garantir apoios para a sua reeleição.

Fechado - O prefeito de Vitória de Santo Antão Aglailson Junior (PSB) negou que tivesse insatisfeito com o governador Paulo Câmara. Muito pelo contrário, ele diz que o governador tem sido atencioso com o município e não há qualquer hipótese de apoiar Fernando Bezerra Coelho para governador, com quem não tem qualquer relação. Portanto, Aglailson diz que está fechadíssimo com a reeleição de Paulo Câmara.

UNICEF - A porta-voz do UNICEF para crianças com deficiência, a jovem americana Lucy Meyer, está em Pernambuco para conhecer iniciativas ligadas às Olimpíadas Especiais no Brasil e a alguns dos programas do UNICEF pelos direitos das crianças com deficiência. Atendendo convite da deputada Terezinha Nunes (PSDB), e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da Alepe, Lucy Meyer participará da reunião da semanal da Frente nesta segunda-feira, às 11h, no Plenarinho III, no edifício Miguel Arraes de Alencar.

Herdeiro - Se existe alguém que mais torce pela candidatura e vitória de Fernando Bezerra Coelho para governador, este alguém é o empresário Carlos Augusto Costa (PV), que é o primeiro suplente de Fernando no Senado e herdará o cargo por quatro anos sem ter recebido um único voto sequer em 2014.

RÁPIDAS

Toritama - O prefeito de Toritama Edilson Tavares (PMDB) vem realizando uma gestão que tem sido referência para a região. Ele tem buscado experiências internacionais para colocar em prática no município e por isso vem recebendo elogios até de quem não o apoiou em 2016.

Federal - A respeito das especulações de que poderá ser candidato a governador do Rio de Janeiro em 2018, o ministro da Defesa Raul Jungmann (PPS) nega a possibilidade e diz que está focado em tentar um mandato de deputado federal por Pernambuco, seu estado de origem, no ano que vem.

Inocente quer saber - O ato de hoje em Caruaru deixará claro as pretensões de FBC para 2018?


Palácio ainda sonha com unidade da Frente Popular

Edmar Lyraseg, 21/08/2017 - 09:17

A respeito das movimentações em torno de uma aliança com o PT, o Palácio do Campo das Princesas avalia que a construção não seria fácil, uma vez que há um clima de insatisfação dentro do PT em relação ao PSB que se iniciou em 2012 e as feridas não foram curadas. Na ótica de alguns palacianos o governador Paulo Câmara tem dialogado com todos os atores importantes do estado, pois faz parte da liturgia do cargo conversar com todo mundo, mas a prioridade é manter o PSB unido e consequentemente a Frente Popular que o elegeu em 2014.

Não haverá por parte do PSB local nenhum movimento de hostilidade aos Coelho, a ordem é não só respeitar as posições de Fernando pai e Fernando Filho como também tentar construir pontes que evitem a saída de ambos do PSB, uma vez que o êxodo da família colocaria em xeque a unidade da Frente Popular, pois poderia puxar um cordão de insatisfeitos difícil de ser quebrado. A oferta da vaga de vice será refeita a Fernando para ser ocupada por Fernandinho.

A mesma lógica utilizada para Fernando Bezerra Coelho e família, o Palácio pretende agir com o PSDB, utilizando figuras que circulam tanto junto ao governador quanto ao ministro Bruno Araújo no sentido de refazer as pontes através da intriga do bem, como é o caso do deputado Antônio Moraes, presidente estadual do PSDB, que integra a base governista da Alepe. O Palácio quer convencer Bruno Araújo a voltar para a Frente Popular e ser candidato a senador na chapa de reeleição do governador.

Fechando a conta dos Coelho e dos tucanos, Paulo Câmara acredita que estará colocado o melhor cenário para 2018, uma vez que Armando Monteiro e o PT vivem um processo praticamente irreversível de afastamento, e com duas candidaturas do mesmo campo que estavam juntas na eleição passada servirá apenas para dividir a oposição e beneficiar a reeleição do governador. Dos planos para a realidade falta muito, pois não basta o governador estalar os dedos que os Coelho e os tucanos voltarão para o governo, será preciso muito diálogo, muito mea-culpa do Palácio e muito jogo de cintura do governador para convencer essa turma a não romper e apoiá-lo no ano que vem.

Visita - Em encontro realizado ontem, o deputado e vice-líder da oposição na Câmara Federal, Sílvio Costa (Avante), e o ex-prefeito do Recife, João da Costa (PT) discutiram o fortalecimento da participação de lideranças políticas, sociais, sindicais e comunitárias na agenda do ex-presidente Lula em Pernambuco. Em caravana pelo Nordeste, Lula estará no Recife e Ipojuca nas próximas quinta (24), sexta (25) e sábado (26) e no Sertão do Araripe, no dia 31 deste mês.

Senado - Há um movimento que ainda é incipiente no PSDB que visa convencer o governador Geraldo Alckmin a disputar o Senado por São Paulo no ano que vem e deixar o caminho livre para João Doria ser candidato a presidente. Como serão duas vagas em disputa, Alckmin seria pule de dez para emplacar o mandato. Além disso ele teria o direito de indicar um candidato da sua confiança para disputar o Palácio dos Bandeirantes  e em caso de vitória de Doria, ele seria alçado a um importante e robusto ministério.

Blefe - Na Assembleia Legislativa de Pernambuco ninguém acredita que o ex-prefeito de Caruaru José Queiroz será candidato a governador ou a senador no ano que vem. A pré-candidatura não passa de um blefe para valorizar o passe e tentar viabilizar a reeleição de Wolney Queiroz. O destino de José Queiroz será mesmo a Alepe, onde tem um mandato líquido e certo.

Federal - Para não atrapalhar os planos de Tony Gel, que será candidato à reeleição, o Palácio está incentivando Laura Gomes a tentar um mandato de deputada federal para dividir os votos de Caruaru com Wolney Queiroz e João Lyra Neto. Para estadual já existem as candidaturas de José Queiroz, Tony Gel, Fernando Lucena e Erick Lessa.

RÁPIDAS

Na estrada - Além do Pernambuco em Ação, o governador Paulo Câmara, de acordo com o deputado federal Danilo Cabral, estará andando por todas as regiões de Pernambuco com mais intensidade. Paulo irá seguir com assinaturas de ordem de serviço e inauguração de obras até junho de 2018 quando ficará impossibilitado pela justiça eleitoral.

Candidato - Ainda segundo Danilo Cabral, o governador Paulo Câmara é candidatíssimo a reeleição no ano que vem, dissipando qualquer dúvida quanto à possibilidade de ele não tentar um novo mandato. O que gera esse tipo de dúvida, segundo Danilo, é o fato que o governador está preocupado com os problemas de Pernambuco e não com a eleição que só será em 2018.

Inocente quer saber - Com sua "sarrada no ar", Lula estaria debochando da Lava-Jato que já o condenou em primeira instância?


Marília Arraes já está no lucro

Edmar Lyraqui, 17/08/2017 - 08:59

A vereadora do Recife Marília Arraes está no terceiro mandato, tendo sido reeleita pelo PT após sair do PSB. Pouca gente lembra, mas a causa da sua saida do PSB não foi a aliança do seu primo Eduardo Campos com Jarbas Vasconcelos para as eleições de 2014, pois ela já tinha sido sacramentada em 2012 na eleição de Geraldo Julio, e sim o fato de Eduardo ter negado a legenda do PSB para que ela disputasse um mandato de deputada federal naquele pleito.

Ela rompeu com o primo e alegou que ele havia se juntado ao atraso para justificar o ódio que ficou por ter seu plano frustrado. Após muitos acontecimentos, eis que Marília ganhou uma eleição mais consolidadora do que as duas anteriores, frutos exclusivamente do voto de estrutura, tendo a maior votação dos três mandatos conquistados em 2016 e se tornou a cara da renovação do PT, um partido que ficou em frangalhos após a aliança com o PSB em Pernambuco.

Por falta de quadros dispostos a entrar no risco, a pré-candidatura de Marília ao Palácio do Campo das Princesas ganhou contornos e tem conquistado um corpo significativo, fruto da sua jovialidade, da sua coragem e do seu DNA e sobrenome. Hoje a pré-candidatura de Marília Arraes já não é uma brincadeira de criança e tem se tornado uma alternativa consistente ao poderio do PSB.

A pré-candidatura dela já teve um efeito imediato, e poderá ter um efeito ainda maior no futuro, que foi distanciar Armando Monteiro do PT, um político importante, qualificado e preparado, mas que nada tinha a ver com as causas dos trabalhadores. Muitos petistas no estado votaram nele em 2014 a contragosto apenas por causa da orientação de Lula e Dilma. A prova é tanta que a massa petista mal foi às ruas naquele pleito.

Marília conseguiu tirar um contingente de apoiadores insatisfeitos do projeto de Armando Monteiro, e  ainda consegue colocar em xeque um eventual apoio dos arraesistas históricos ao governador Paulo Câmara, podendo com a sua candidatura, fazer um grande estrago na disputa de 2018. É provável que ela não ganhe a disputa, mas num cenário entre Paulo Câmara (com a máquina), Armando Monteiro e ela, não seria surpresa se ela ameaçasse o antagonismo de Armando em relação ao favoritismo da máquina do PSB, e figurasse num segundo lugar ao término da disputa.

Por isso os movimentos do PSB de aproximação com o PT, não só pelo poderio de Lula e do eventual apoio dele a reeleição de Paulo Câmara, mas pelo risco de Marília se tornar algo difícil de ser controlado durante a disputa tal como ocorreu com Eduardo Campos em 2006. Ainda que haja a formalização da aliança do PT com o PSB como se comenta, e consequentemente a retirada da pré-candidatura dela ao governo, Marília já está no lucro, pois ganhou o recall suficiente para arriscar chegar a um mandato de deputada federal em 2018, projeto abortado por Eduardo e a raiz do seu problema com o PSB, desta vez com a legitimidade do voto e do tamanho político que ela ainda não tinha nas eleições de 2014.

Tempo - Apesar das negativas de seus aliados sobre uma aliança com o senador Fernando Bezerra Coelho, o senador Armando Monteiro só teria o apoio de quatro partidos: PTB, PRB, Avante e Podemos, que juntos possuem 52 deputados que foram eleitos em 2014, para disputar o governo de Pernambuco. Armando ficaria com menos tempo de televisão que Paulo Câmara (PSB/PMDB/PSD/PR) e Marília Arraes (PT/PSOL).

Chances - O ministro das Cidades Bruno Araújo segue em dúvida se disputará a reeleição de deputado federal ou o Senado em 2018 com medo do risco de ficar sem mandato. Bruno precisa levar em conta que dificilmente terá oportunidade igual para uma disputa majoritária, uma vez que além de um baita ministério, tem o comando do robusto PSDB e para onde for terá cadeira cativa na majoritária com chances reais de vitória.

Fernando Filho - Já o ministro de Minas e Energia Fernando Filho não precisa ter pressa pra buscar uma majoritária, porque tem o pai no meio do mandato de senador para disputar o governo, e só seria obrigado a entrar na parada se seu pai ficasse inviabilizado, podendo ainda ser candidato a vice-governador na chapa de reeleição de Paulo Câmara.

Patrimônio - No Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado nesta quinta-feira, o governador Paulo Câmara entregará o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco aos seis novos diplomados, durante solenidade no Teatro de Santa Isabel. Neste ano, foram agraciados Maria dos Prazeres (parteira tradicional/Jaboatão dos Guararapes); Mestre Chocho (música, choro/Jaboatão dos Guararapes); André Madureira (dança, música, teatro/Recife); José Pimentel (artes cênicas/Recife); Reisado Inhanhum (reisado/Santa Maria da Boa Vista); e Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (bacamarte, cultura popular/Cabo de Santo Agostinho).

RÁPIDAS

João Doria - A cada pesquisa divulgada fica mais cristalina a competitividade de João Doria em relação a Geraldo Alckmin. Além de pontuar melhor que o governador de São Paulo, que já foi candidato a presidente da República em 2006, Doria tem maior potencial de crescimento que seu colega tucano, pois tem uma rejeição menor e um grau de desconhecimento maior.

Desfiliado - O vice-prefeito de São Lourenço da Mata Dr. Gabriel Neto pediu desfiliação do PRB recentemente. Diante do cenário de dificuldade do prefeito Bruno Pereira (PTB) no município, Gabriel poderá assumir a prefeitura caso a situação se agrave nos próximos meses.

Inocente quer saber - A Lava-Jato pegará alguém com foro privilegiado depois de ter diminuído sua intensidade nos últimos meses?


Os candidatos dos prefeitos em 2018

Edmar Lyraqua, 16/08/2017 - 10:39

As eleições de 2018 deverão ter nomes apoiados pelas estruturas de prefeitos que assumiram em janeiro e deverão ser responsáveis por uma mudança significativa na composição da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados no ano que vem. A começar por Ipojuca, a prefeita Célia Sales trabalha com o cenário de mandar seu esposo e atual secretário de Educação Romero Sales para a Alepe caso ele consiga ser candidato, o federal de Célia será Ricardo Teobaldo.

No caso do Cabo de Santo Agostinho, o prefeito Lula Cabral deverá repetir o apoio a Felipe Carreras para deputado federal, caso ele cumpra os compromissos acertados com o município para poder ter argumento de ganhar os votos da cidade. Para deputado estadual existem três nomes, o atual deputado Everaldo Cabral, o secretário de governo Paulo Farias e a empresária Fabíola Karla que poderão ter o apoio do gestor para uma tentativa de chegar a Alepe.

Em Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco, o prefeito Anderson Ferreira já bateu o martelo e decidiu que lançará Manoel Ferreira para deputado estadual e André Ferreira para deputado federal. No caso de Olinda, o prefeito Professor Lupércio apoiará a candidatura de Augusto Coutinho, que tenta a reeleição, enquanto André Siqueira deverá ter o apoio de setores da gestão por ser um candidato da cidade. Para o mandato de deputado estadual, o nome da primeira-dama Claudia Cordeiro vem sendo costurado na cidade, e deverá ser formalizado no ano que vem.

Em Camaragibe, o prefeito Demóstenes Meira, apesar de ser filiado ao PTB, já bateu o martelo e apoiará Aluisio Lessa para deputado estadual e Marinaldo Rosendo para deputado federal, ambos filiados ao PSB. No caso de Caruaru, após a expressiva vitória obtida em 2016, a prefeita Raquel Lyra deverá lançar o seu marido Fernando Lucena para deputado estadual e deverá formalizar a candidatura do ex-governador João Lyra Neto para deputado federal.

Em Vitória de Santo Antão o nome de Aglailson Victor para deputado estadual é pule de dez com o apoio do prefeito Aglaílson Júnior. Já em Petrolina, o prefeito Miguel Coelho poderá apoiar a postulação do primo José Coelho para a Alepe e deverá ajudar Guilherme Coelho para deputado federal, porém seu candidato oficial para a Câmara é o seu irmão Fernando Filho.

Os prefeitos sabem da importância de terem o apoio de um deputado federal e um deputado estadual, e muitos deles reconhecem o quanto é importante apoiar candidatos da sua cozinha, pois é uma extensão da influência da prefeitura para poder destravar projetos junto aos secretários e o governador no caso do estadual e junto aos ministros e presidente no caso do federal. Todos os citados possuem grandes chances de serem vitoriosos caso confirmem suas candidaturas pois terão apoios significativos em colégios eleitorais relevantes do estado.

Financiamento - O deputado federal Danilo Cabral (PSB) defende que o financiamento das campanhas eleitorais deve ser feito através dos mecanismos no sistema político-partidário brasileiro. O parlamentar propôs que, inicialmente, a Câmara Federal discuta a redução dos custos dessas campanhas. "Já houve um movimento nesse sentido em 2014, mas há espaço para reduzir mais e, a partir disso, se faça o financiamento com os recursos já existentes, especialmente o fundo partidário.

Trânsito - A Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) se reune nesta quarta-feira, às 9h, no Plenarinho III, no Edifício Miguel Arraes de Alencar, para debater para iniciativas que buscam combater os altos índices de acidentes de trânsito, principalmente com motocicletas, que ocasionam vítimas fatais, incapacidades ou com sequelas psicológicas, o que gera um impacto econômico significativo, principalmente no sistema de saúde pública.

Hemobrás - O senador Armando Monteiro (PTB) comemorou a decisão do Governo Federal de manter em Pernambuco a fabricação do fator VIII recombinante, no complexo da Hemobrás em Goiana. A continuidade dos investimentos e a viabilidade da fábrica de Goiana vinha sendo ameaçada com a possível construção de outra planta no Paraná.

Afronta - O deputado federal Silvio Costa (PTdoB), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, classificou como afronta ao país a proposta de criar um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas eleitorais. Silvio defendeu o fim das coligações proporcionais, a implantação da cláusula de barreira e o fim do fundo partidário como pontos de uma reforma política séria.

RÁPIDAS

CREA - O geólogo Waldir Duarte Costa Filho assumiu a presidência do órgão desde o último dia 13, por um período de três meses. Waldir assumiu em exercício para que o presidente licenciado, o engenheiro civil Evandro Alencar, pudesse concorrer à reeleição no dia 13 de novembro para uma nova gestão (2018/2020).

Independência - Ontem os vereadores olindenses mostraram total independência ao Poder Executivo, no que se refere a votações e decisões que interfiram na vida dos olindenses. O projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, enviado pela prefeitura, antes de ser votado em plenário, recebeu o total de oito emendas, sendo seis modificativas, uma aditiva e uma supressiva.

Inocente quer saber - O que motivou o desentendimento entre o ministro Bruno Araújo e o deputado Daniel Coelho?


João Paulo já se ambienta para voltar à Alepe

Edmar Lyrasex, 04/08/2017 - 08:53

Quem acompanha os bastidores da Assembleia Legislativa de Pernambuco já percebeu a presença constante do ex-prefeito do Recife João Paulo no buraco frio ou no plenário da Casa Joaquim Nabuco. Quase duas décadas longe do poder legislativo estadual, João Paulo chega em 2018 praticamente convicto de que não tentará voltar à Câmara dos Deputados onde exerceu um mandato que não se sentiu bem, nem conseguiu destaque nos quatro anos em Brasília.

Votos João Paulo tem de sobra tanto para ser deputado federal quanto deputado estadual, mas o que está em jogo é a liberdade que ele teria para circular pelo Recife, onde ele pretende novamente disputar a prefeitura em 2020. Além do mais, é muito mais fácil ocupar a mídia entre os 49 estaduais do que entre os 513 federais em Brasília. Aos 64 anos, João Paulo não tem mais disposição pra ficar indo e voltando toda semana para Brasília, o que seria outro fator determinante para tentar um mandato na Casa Joaquim Nabuco.

João Paulo construiu sua trajetória no PT tendo sido presidente da CUT em Pernambuco em 1988, mas há muito tempo ele não se sente ambientado no partido, pois sempre perdeu as melhores disputas para Humberto Costa, que hoje vem trabalhando pela candidatura de Marília Arraes a governadora sem ouvi-lo. Apesar de ser o principal expoente do PT no estado, João Paulo não é tratado como tal, nem mesmo pelo ex-presidente Lula que tem uma preferência clara por Humberto, eterno desafeto dele no partido.

Ao longo dos últimos anos, João Paulo construiu uma relação muito próxima com o senador Armando Monteiro, do PTB, e o deputado estadual Silvio Costa Filho, do PRB, que foi candidato a vice na sua chapa. Essa relação tem aberto especulações para que, em se confirmando a saída de João Paulo do PT, que já poderia ser imediata, uma vez que ele não possui mandato eletivo, ocorra a sua ida para um desses dois partidos. Também não estaria descartada uma composição com o governador Paulo Câmara, com quem tem uma excelente relação, mas o que está praticamente sacramentado é a tentativa de volta para a Alepe e bastante encaminhada a saída do PT, a dúvida seria quanto ao seu destino, uma vez que ele tem circulado bem junto aos dois virtuais candidatos a governador em 2018.

Quinhão - O presidente Michel Temer não tem a menor condição de manter os quatro ministérios nas mãos do PSDB. Como o partido só ofertou metade dos votos contra a denúncia, há quem defenda que o partido mantenha apenas dois ministérios. O ministério das Cidades de Bruno Araújo e a secretaria de governo de Antonio Imbassahy seriam entregues ao centrão, composto pelo PSD, PR, PP, PTB e outros partidos menores.

Violência - O vereador Marco Aurélio (PRTB), primeiro-secretário da Câmara, subiu à tribuna da Casa José Mariano para desferir uma série de críticas ao problema da segurança pública em Recife. O vereador reconheceu a importância do Compaz mas entende que o que combate a violência é polícia nas ruas e por isso cobrou a utilização dos guardas municipais na cidade para tentar coibir assaltos e homicídios na capital pernambucana.

Emendas - Apesar das críticas de que Michel Temer comprou votos através de emendas, é importante ressaltar que a liberação das emendas foi para todos os deputados, inclusive os que votaram a favor da abertura da denúncias. O PT, que votou a favor da denúncia, levou R$ 267 milhões em emendas impositivas nos últimos dois meses. Portanto é equivocado atribuir o sucesso de Temer apenas ao fato de liberar emendas.

IPVA - O deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, questionou a aplicação de multa de 100% sobre débitos do IPVA, a partir do vigésimo dia de atraso. “Recebemos no gabinete várias queixas da população denunciando essa cobrança. Não podemos aceitar um absurdo desse, que penaliza a população e o setor produtivo, num momento de crise onde todos tentam ajustar suas contas pessoas”, criticou.

RÁPIDAS

Hemobrás - A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Pernambuco realizará na próxima segunda-feira a partir das 9h30, no auditório senador Sérgio Guerra, a audiência pública “A situação da Hemobrás em Pernambuco”. Proposta pela deputada estadual Priscila Krause (DEM), a audiência tem como objetivo discutir o esvaziamento da planta fabril instalada em Goiana ao custo de mais de R$ 820 milhões.

Aproximação - Após instituir um happy hour semanal com os deputados, o governador Paulo Câmara teria sido orientado a realizar de vez em quando no Palácio do Campo das Princesas um encontro com a imprensa, dentre eles colunistas sociais e radialistas do estado. Também não está descartada a retomada da tradicional confraternização de final de ano. Quem está à frente destas articulações é o jornalista Evaldo Costa, que assumiu a comunicação do Palácio e mudou o setor da água pro vinho.

Inocente quer saber - O prefeito de São Lourenço da Mata Bruno Pereira come o peru de Natal no cargo?


A diferença substancial entre Dilma e Temer

Edmar Lyraqui, 03/08/2017 - 09:19

Os presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff vivenciaram o mesmo dilema num período de pouco mais de um ano. Dilma teve um impeachment pela frente, enquanto Temer precisou enfrentar uma denúncia que poderia afastá-lo do cargo.

Tanto Dilma quanto Temer possuíam rejeição que suplantava os 90%, também precisavam dos mesmos 172 votos para barrar, no caso dela o impeachment, no caso dele, a abertura de investigação. Ambos tinham a caneta do Palácio do Planalto para ofertar cargos e emendas e convencer 1/3 da Câmara a não atrapalhar seus respectivos mandatos.

Ninguém venha dizer que Dilma não usou dos mesmos mecanismos de Temer para se manter no cargo, uma vez que emendas e cargos foram ofertados em luxuosos hotéis de Brasília pelo ex-presidente Lula, que assumiu pessoalmente as articulações.

O que fez um deputado ser seduzido por Temer e não ser por Dilma em ocasiões parecidas num curto espaço de tempo? A política. Eis o grande diferencial de Michel Temer em relação à sua antecessora e companheira de chapa desde 2010. Enquanto Dilma tratava ministros,  deputados e senadores com patadas, Temer soube como poucos fazer o meio-campo com o Congresso, chegando a articular pessoalmente os apoios de deputados e senadores.

Atingir 263 votos de uma Câmara composta por 513 deputados numa sessão transmitida para todo o Brasil em horário nobre não é coisa de amador. É coisa de quem entende do riscado da política. Temer soube encarnar os ensinamentos de Maquiavel e tantos outros pensadores da política, deu uma aula de como se faz articulação política e garantiu seu mandato até 31 de dezembro de 2018.

Até aqui praticamente 100% de aproveitamento em votações no Congresso. Se para um presidente popular isso já era muito, para alguém que tem acima de 90% de rejeição da população é algo a ser louvado e reconhecido. Temer ficou porque é do ramo, mostrou com quantos votos se faz uma base sólida no Congresso Nacional e agora mesmo com as dificuldades, ganha uma sobrevida gigantesca para tocar o seu governo e aprovar as reformas que tirem o país da crise econômica.

Motivo - O deputado federal Jarbas Vasconcelos preferiu ficar com a coerência e manteve o voto pela abertura da denúncia contra Michel Temer. Ele sabia do risco de perder o PMDB no estado, mesmo assim votou contra Temer. O senador Romero Jucá, que há muito tempo já queria defenestrá-lo do comando em Pernambuco, agora tem o motivo materializado para entregar o partido ao senador Fernando Bezerra Coelho.

André de Paula - Mesmo sabendo dos riscos que corria votando contra Michel Temer de perder o PSD no estado, André primou pela mesma coerência de Jarbas e votou conforme sua consciência. Há quem afirme que ele perderá o comando do partido em Pernambuco, mas ganhou o respeito de milhares de pernambucanos pela sua firmeza durante a votação.

Fatura - O centrão composto por partidos de médio porte como PSD, PR, PTB, PP, PRB e PSC votou praticamente fechado com Michel Temer e cobrará a fatura a partir de hoje. Trata-se do cobiçado ministério das Cidades, atualmente ocupado por Bruno Araújo, do PSDB que não entregou os votos que tinha ao presidente. Para o lugar de Bruno se fala em Rogério Rosso, Jovair Arantes ou Beto Mansur.

Afinados - De passagem por Brasília, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR) visitou o senador Fernando Bezerra Coelho e o ministro de Minas e Energia Fernando Filho. Na conversa, eles articularam ações para o município de Jaboatão dos Guararapes. A visita é uma prova inequívoca do afinamento dos Ferreira com os Coelho.

RÁPIDAS

Ipojuca - A prefeita de Ipojuca Célia Sales (PTB) e o secretário de Educação Romero Sales estiveram reunidos em Brasília com o senador Armando Monteiro onde discutiram uma série de ações para o município, dentre elas recursos e projetos para obras e serviços essenciais.

Implacável - O Ministério Público de Contas e o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco têm sido implacáveis com medidas que causem dano ao erário, como por exemplo gastar milhões de reais com festividades quando os servidores estão penando com o atraso de salários tal como muitos prefeitos vêm fazendo.

Inocente quer saber - Ainda há dúvidas de que Michel Temer ficará até 31 de dezembro de 2018?


Jarbas fica num beco sem saída

Edmar Lyraqua, 02/08/2017 - 08:23

O deputado Jarbas Vasconcelos construiu sua trajetória política prezando pela ética e pela coerência, tendo sido prefeito do Recife por três vezes, governador de Pernambuco por duas e senador por um mandato. Em todas as ocasiões Jarbas buscou sempre seguir aquilo que acreditava nem que precisasse  arcar com um pesado ônus das suas decisões.

Agora, aos 75 anos de idade, ele se depara com mais um desafio. Filiado ao PMDB desde 1980, tendo sido do MDB desde 1966, portanto com quase meio século no mesmo partido, saindo apenas em 1985 para o PSB para disputar e vencer a prefeitura do Recife naquele ano, Jarbas vive o seu momento mais difícil dentro do PMDB.

Não foram uma nem duas vezes que tentaram defenestrá-lo do PMDB, sobretudo nos tempos áureos do lulismo, onde o próprio Eduardo Campos, Armando Monteiro e José Múcio tentaram tirar o partido do seu comando, com todas as tentativas frustradas por conta de Jarbas ser considerado um peemedebista histórico e representativo.

A diferença é que naquela época o PMDB era coadjuvante do processo político nacional e não poderia se dar ao luxo de perder alguém da estirpe de Jarbas Vasconcelos. Isso foi determinante para que ele seguisse ileso. Agora o PMDB é protagonista da política nacional, tendo Michel Temer como seu principal expoente na presidência da República.

Jarbas decidiu que votará pela abertura da denúncia contra o presidente, indo de encontro ao PMDB, que decidiu fechar questão contra a denúncia. Os deputados que votarem contra a orientação do partido, se tiverem cargos no governo perderão, o que não é o caso de Jarbas, que poderá sofrer uma grave sanção que seria a perda do comando do partido em Pernambuco, presidido por Raul Henry.

Jarbas chega neste momento decisivo entre manter a coerência e a palavra perdendo o controle do PMDB ou manter o controle do partido perdendo a sua credibilidade perante seus eleitores em Pernambuco e admiradores em todo o Brasil. Caso opte pela coerência, caminho mais plausível, Jarbas deverá perder o comando do PMDB em Pernambuco e com isso a cadeira cativa na chapa majoritária de reeleição do governador Paulo Câmara, correndo um sério risco de ter seu quinhão no governo do estado diminuído a pó, pois o espaço ofertado a Jarbas e seu grupo tem o componente do PMDB como fator determinante, uma vez que eleitoralmente o ex-governador segue fragilizado.

A situação de Jarbas com a decisão que precisará tomar amanhã, seja ela qual for, será bastante desconfortável. É o tipo de caminho que não tem como fazer uma omelete sem quebrar os ovos.

PSD - Além de Jarbas Vasconcelos, o deputado federal André de Paula votará pela admissibilidade da denúncia contra Michel Temer. Porém o PSD não decidiu fechar questão, deixando seus parlamentares livres para votar como quiserem. Com isso André não corre risco de perder o comando estadual do PSD.

Abertura - A prefeitura do Cabo de Santo Agostinho se fará presente nesta quarta-feira na abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal. O prefeito Lula Cabral tem a nítida dimensão da importância do poder legislativo para o município e por isso trata com o respeito devido os vereadores do Cabo. O reconhecimento desta relação é tão forte que praticamente todos os vereadores integram a base do prefeito na Casa.

Desorganização - Na retomada dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Pernambuco já no plenário governador Eduardo Campos, muita desorganização no setor da imprensa, onde os funcionários da Casa acabaram tomando o espaço de profissionais externos. A área reservada além de ser muito pequena não tinha tomada funcionando, prejudicando assim o trabalho dos jornalistas que foram cobrir o evento.

Força - O pré-candidato a deputado federal André Siqueira vem realizando uma forte pré-campanha em Olinda, sua terra natal, e em outras cidades de Pernambuco. Suas chances de vitória em 2018, de acordo com muita gente que entende de política, são muito boas, pois ele entrará no vácuo da renovação e da ética na política que serão argumentos fortes no ano que vem.

RÁPIDAS

Papo de Juventude - Ocorrerá no próximo sábado o Papo de Juventude em Ipojuca, que contará com as presenças de Raffiê Dellon e Edmar Lyra, que abordarão os temas relacionados a política com jovens do município. Será a partir das 10 horas da manhã na Casa do Forró Sítio Canoas em Nossa Senhora do Ó.

Happy Hour - O governador Paulo Câmara decidiu realizar encontros com deputados e prefeitos no Palácio do Campo das Princesas. Ontem vários deputados foram ao Palácio para uma conversa descontraída com o governador. A expectativa dos deputados é que esse happy hour seja semanal e que não seja apenas fogo de palha.

Inocente quer saber - Com quantos votos Michel Temer arquivará a investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal?

Páginas